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quinta-feira, 23 de março de 2017

24/02/2017

15:06

A recessão acabou, Meirelles?

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles; abaixo reprodução do Valor Econômico
Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles; abaixo reprodução do Valor Econômico

No dia da abertura oficial do carnaval chega a notícia do IBGE. Em janeiro tivemos novo recorde de desemprego. Agora já são 12,9 milhões de desempregados, segundo a metodologia do IBGE, na prática são quase 21 milhões de brasileiros sem emprego. Ou seja, a situação continua piorando. Gostaria de saber o que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles diz agora. Durante a semana anunciou oficialmente que "a recessão acabou e o Brasil voltou a crescer". Eu disse que Meirelles está vendendo como fato consumado o que é apenas, pelo menos por enquanto, uma perspectiva de melhora nos próximos meses. Infelizmente, ministro, ainda não há nada para comemorar.

24/02/2017

13:33

Servidores estaduais fazem protesto bem humorado nas redes sociais

Reprodução do Facebook
Reprodução do Facebook

Mesmo no carnaval da miséria alguns servidores estaduais não perdem o bom humor na hora de protestar contra Pezão. Rola nas redes sociais essa "homenagem" a Pezão, uma montagem em cima da foto do cantor Wesley Safadão. Só que Safadão cantor é um sucesso em todo o Brasil e "safadão" dele é no campo de travessuras amorosas. Já o "Pezão Safadão" não fez travessuras, simplesmente roubou junto com Cabral, quebrou o Estado e deixou os servidores estaduais no desespero e sem dinheiro. Aliás, neste carnaval os foliões fantasiados vão lembrar muito de Pezão, Cabral, Eike e outros personagens da tragédia que assola o Rio de Janeiro, não vai faltar criatividade, podem apostar. E em ritmo da marchinha carnavalesca "Hotel Bangu".



24/02/2017

11:58

Mais um ministro de Temer no olho do furacão

Reprodução da Folha de S. Paulo
Reprodução da Folha de S. Paulo

Eliseu Padilha é o nº 2 do Palácio do Planalto. Segundo José Yunes, até dezembro assessor especial de Temer, recebeu um pacote com dinheiro do doleiro Lúcio Funaro para ser entregue a Eliseu Padilha. Yunes disse textualmente que serviu de "mula" para Padilha com o conhecimento de Temer. É uma bomba que atinge a ante-sala do gabinete do Presidente da República. Padilha pediu licença hoje do cargo, alegou que vai fazer uma cirurgia da próstata, mas dependendo do rumo do caso pode ter vida curta no Palácio do Planalto. É uma bomba pré-carnavalesca.

24/02/2017

10:44

Presidente da Câmara teria recebido propinas para Delta ganhar obras de Cesar Maia

Reprodução da Veja online
Reprodução da Veja online

Segundo a revista Veja publica na sua edição desta semana, na delação premiada que Fernando Cavendish, da Delta, está negociando com o MPF, consta um capítulo onde ele conta que teria pago propinas ao deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) para em troca ganhar obras da Prefeitura do Rio, na gestão de seu pai, como a construção do Estádio do Engenhão. Não se trata de caixa dois de campanha, mas de propinas. Vai ficar complicada a situação de Rodrigo Maia.

Em tempo: Informamos aos leitores que o blog funcionará durante o carnaval. Quem no intervalo da folia for para a internet pode dar uma passadinha aqui.

24/02/2017

08:39

Até quando vai continuar a farra de Cabral em Bangu 8?

Reprodução do Globo
Reprodução do Globo

O jornal O Globo traz uma ampla matéria sobre os 100 dias de prisão de Sérgio Cabral, que confirma o que venho dizendo sobre a farra dele em Bangu 8, desrespeitando a legislação mais uma vez e com uma série de privilégios, mordomias e regalias ilegais, que estão sendo acobertadas pelo secretário de Administração Penitenciária, coronel Erir Ribeiro, ex-comandante da PM no governo Cabral.

Abaixo separei alguns trechos da matéria que só confirmam a farra. O deputado federal Marco Antonio Cabral, filho do ex-governador, diz que o visita a hora que quer e não precisa ficar com o pai na área destinada à visitação, tem acesso a outros setores do presídio. Cabral e Adriana Ancelmo se encontram regularmente e recebem comida de fora, até porque seus visitantes não passam pela revista obrigatória a que são submetidos os familiares dos demais presos. Cabral passa o dia fora da cela.

É um festival de irregularidades e regalias para o preso mais ilustre de Bangu 8. Só espero que agora que o Globo estampou a farra de Cabral o Ministério Público Estadual acorde, afinal lhe cabe a fiscalização dos presídios do Rio de Janeiro. É inadmissível que o maior ladrão da história do Rio de Janeiro continue, mesmo atrás das grades, debochando da população que roubou e permaneça protegido pelas autoridades a quem cabe zelar pelo cumprimento da lei.

Reprodução do Globo
Reprodução do Globo


23/02/2017

17:39

Intervenção federal no Rio de Janeiro é a única saída

O projeto de recuperação fiscal dos estados deve ser enviado hoje pelo Palácio do Planalto ao Congresso. Mas a Câmara dos Deputados já está em ritmo de carnaval desde ontem, só retorna ao trabalho no dia 7 de março. O projeto terá que ser votado na Câmara e depois segue para o Senado. Portanto antes do final de março essa questão não estará resolvida. Depois terá que haver a homologação do acordo da dívida no STF e, segundo técnicos, o empréstimo de R$ 3,5 bilhões ainda demorará uns 30 dias para ser liberado pelos bancos. Ou seja, o dinheiro só deve chegar no final de abril.

Pezão declarou ontem que depois do carnaval pretende procurar novamente o ministro do STF, Luiz Fux para pedir uma liminar que libere o empréstimo mesmo sem o acordo e sem a alteração da Lei de Responsabilidade Fiscal. Pezão, na prática, quer que Fux ignore a legislação. Está na cara que isso não vai acontecer.

Enquanto isso os salários de janeiro de boa parte dos servidores estaduais só terminará de ser pago no dia 23 de março, portanto no próximo mês vai atrasar o pagamento do pessoal da segurança que vinha recebendo no 10º dia útil. A situação só faz se agravar. E ainda podem ocorrer novos bloqueios das contas estaduais.

Por mais que Temer não queira decretar a intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro essa alternativa é cada vez mais inevitável, só não vê quem não quer.

23/02/2017

16:08

Conheçam mais um personagem do esquema de Cabral - Pezão

Casamento cinematográfico de Mário Peixoto em castelo na Itália teve como padrinhos Picciani e Paulo Melo

Hudson Braga, o Braguinha, Max Lemos (braço-direito de Jorge Picciani), Pezão e o empresário Mário Peixoto no casamento na Itália; abaixo o castelo que serviu de cenário para a festa milionária
Hudson Braga, o Braguinha, Max Lemos (braço-direito de Jorge Picciani), Pezão e o empresário Mário Peixoto no casamento na Itália; abaixo o castelo que serviu de cenário para a festa milionária

Foi nesse castelo Orsini-Odescalchi, em Bracciano, a 30 quilômetros de Roma que se casou o empresário Mário Peixoto, que fornece mão-de-obra terceirizada para o Estado e prefeituras do PMDB. Aliás, foi nesse castelo que ator Tom Cruise se casou com Katie Holmes.Mário Peixoto também é sócio de Jorge Picciani e de Paulo Melo em empresas do ramo imobiliário. Só do Estado, nas gestões de Cabral e Pezão, o empresário ganhou mais de R$ 500 milhões. Mas faturou muitos milhões da gestão de Eduardo Paes e outros prefeitos peemedebistas.

Não deixem de assistir o vídeo-reportagem exclusivo do nosso blog contando a história do casamento e dos negócios de Mário Peixoto, mais um personagem do esquema que quebrou o Rio de Janeiro, ainda desconhecido para a imprensa.



23/02/2017

15:15

Será que foi a dor na coluna que fez José Serra pedir demissão?

Reprodução da Veja online
Reprodução da Veja online

Nos bastidores de Brasília muitos políticos dizem que não acreditam na versão apresentada por José Serra para seu pedido de demissão do Ministério das Relações Exteriores, de que as dores na coluna o obrigaram a tomar tal decisão. Sim, realmente em dezembro, Serra foi operado da coluna, mas lembram alguns políticos que estiveram com ele nos últimos dias que foi uma decisão repentina. Alguns acham que seu pedido de demissão tem mais a ver com a delação da Odebrecht, que pelo que já sabe, fala em R$ 23 milhões depositados na Suíça. Vamos aguardar as cenas do próximo capítulo.

23/02/2017

13:49

O tamanho da encrenca de Cabral

Reprodução do Radar online, da Veja
Reprodução do Radar online, da Veja

Sérgio Cabral é réu em 611 crimes de lavagem de dinheiro, 52 de corrupção passiva e 4 por formação de quadrilha e organização criminosa. Receberá uma condenação superior a mil anos de prisão. Recentemente Cabral começou a negociar a delação premiada, mas, segundo procuradores da Lava Jato no Rio, só queria entregar personagens periféricos, poupando os "peixes graúdos", por isso não houve evolução. Agora Cabral quer negociar sua delação diretamente com a Procuradoria Geral da República. A alegação é que não adianta negociar com o MPF do Rio e conseguir redução da pena uma vez que tem também o processo da Lava Jato em Curitiba. Por isso Cabral quer fazer uma delação só que valha por duas. Acho difícil que seja aberto esse precedente. De qualquer forma Cabral, por mais que conte o que sabe, não escapará de passar vários anos atrás das grades em regime fechado, quando muito poderá obter vantagens para sua mulher, Adriana Ancelmo. Mas de uma coisa Cabral não pode se queixar. Mesmo preso está recebendo tratamento privilegiado, regalias imorais e ilegais, o que não era para estar acontecendo. Aliás, até agora não vi o Ministério Público Estadual, responsável pela fiscalização do que acontece no sistema penitenciário do Rio de Janeiro se preocupar com as denúncias do tratamento privilegiado em Bangu 8.

23/02/2017

12:38

A hora de Jorge Picciani acertar as contas com a Justiça está chegando

Reprodução do Radar online, da Veja
Reprodução do Radar online, da Veja

No início do mês Jorge Picciani foi reeleito presidente da ALERJ, mas todo mundo sabe que não ficará no cargo nem até o fim deste ano. A delação da Carioca Engenharia entrega Picciani de bandeja, Braguinha também está negociando sua delação onde o presidente da ALERJ é personagem de destaque, e outras delações estão em curso. Muito em breve, quando as delações vierem à tona, Picciani não terá mais condições políticas de permanecer como presidente da ALERJ. Mesmo com todo o apoio que tem dos deputados será convencido que o melhor é se afastar do cargo de presidente ficando com o mandato, o mesmo que Renan Calheiros já fez na presidência do Senado. Há muitos anos venho denunciando os esquemas da família Picciani que multiplica suas vacas e negócios em ritmo avassalador. Cabral só fez o que fez porque Picciani estava junto. O Estado quebrou não foi apenas por causa de Cabral e Pezão. Picciani tem o mesmo grau de participação. E também não vai demorar a fazer companhia a Cabral em Bangu 8. Wagner Montes, atual 1º vice-presidente da ALERJ pode ir se preparando para assumir o comando do Legislativo do Rio.

23/02/2017

12:30

Encontro Marcado com Garotinho - Parte III (Quinta - 23/02)

23/02/2017

12:28

Encontro Marcado com Garotinho - Parte II (Quinta - 23/02)


23/02/2017

10:55

Encontro Marcado com Garotinho - Parte I (Quinta - 23/02)


23/02/2017

08:34

Papo do Blog

As tragédias do Rio de Janeiro: Do fusquinha de Saturnino aos diamantes de Cabral

O prefeito do Rio, Saturnino Braga (1988) e reprodução de página do Globo; abaixo Cabral e Pezão
O prefeito do Rio, Saturnino Braga (1988) e reprodução de página do Globo; abaixo Cabral e Pezão

Em 1988 a cidade do Rio de Janeiro faliu. O prefeito era Saturnino Braga. A falência não tinha nada a ver com corrupção, era incompetência mesmo. Millor Fernandes chegou a publicar uma frase que certamente entrou para a história do anedotário político brasileiro: “Saturnino Braga desmoralizou a honestidade”. Naquele tempo o prefeito andava de fusquinha. Ninguém duvidava da sua honra, o problema era a incapacidade dele e de sua equipe de gerir uma cidade do tamanho e complexidade do Rio de Janeiro.

Agora o Estado está falido, com o anúncio então que a última parcela do salário de janeiro será paga no dia 23 de março, só falta Pezão pendurar uma plaquinha na porta do Palácio Guanabara: “Estamos em liquidação. Queima de estoque para fechamento da loja”.

Se no primeiro caso todo mundo tinha certeza que o problema não era corrupção, no caso do estado todo mundo tem certeza que é. Se Saturnino Braga “desmoralizou a honestidade”, como disse Millor, Sérgio Cabral e Pezão elevaram a corrupção a um status nunca visto antes na história deste país. O Rio de Janeiro pode se envergonhar do troféu que Cabral lhe deu: o estado mais corrupto do país. O cinismo com que Cabral diz “acho que exagerei” ou a desfaçatez de Pezão ao afirmar que “não conhecia esse lado dele” fazem dessa tragédia fluminense quase que uma crônica do saudoso cronista de Stanislaw Ponte Preta. Depois de comprar com dinheiro de roubo, joias, diamantes, barras de ouro, lanchas, mansões e acumular uma fortuna que ultrapassa a casa do bilhão, Cabral foi preso e nem no presídio respeita a lei. Come picanha, estrogonofe, tem direito a entrar e sair da cela a hora que quer, recebe visitas a qualquer horário e ainda tem direito a sacos de gelo para relaxar do stress. Tudo isso na cara das autoridades.

Quem denunciou com fotos e relatos contundentes foi um preso, que até disse que a quadrilha de Cabral tem gente boa, quando sobra um pouco de feijoada dividem com os colegas de galeria. O secretário de Administração Penitenciária, que já foi comandante da PM de Cabral não vê nada, não sabe de nada. O Ministério Público, que é o fiscal da lei também diz que até agora não viu nada. Só quem viu foi o preso que deixou o presídio recentemente. Quando a sociedade chega a esse ponto onde quem tem que dizer o que é certo é quem está saindo da cadeia é porque a degradação moral chegou ao ápice.

Não há solução para a crise do Rio sem o afastamento do atual governador, integrante ativo da quadrilha presa em Bangu. Muitos outros também deveriam estar fazendo companhia a Cabral e Pezão em Bangu. Deputados, secretários, empresários, todos que participaram da farra do Rio, também deveriam estar lá. Não há como salvar o Rio mantendo o ralo da corrupção aberto.

Conseguiram juntar a incompetência que marcou a falência da Prefeitura do Rio em 1988 ao gosto pela depravação dos costumes e o amor pelo dinheiro alheio. O povo poderia repetir para Pezão o mesmo que ele disse em relação ao seu ex-chefe, ora preso, comendo estrogonofe e feijoada em Bangu: “A gente votou, mas não conhecia esse lado dele”.

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