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quinta-feira, 26 de novembro de 2020

19/05/2020

20:00

É bom relembrar...

19/05/2020

14:30

Witzel se diz perseguido e promete ‘partir pra cima' de Bolsonaro e Bretas

Wilson Witzel disse a secretários e assessores mais próximos que a Operação Favorito, que prendeu na semana passada o maior fornecedor do governo do Rio, ligado a diversos integrantes de seu governo, é resultado de uma perseguição de Marcelo Bretas contra ele, com o objetivo de agradar Jair Bolsonaro.

Num dos momentos mais exaltados, Witzel disse que iria "partir para cima" de Bretas e Bolsonaro.

"Partir pra cima" de Bretas seria apontando o que considera exageros da operação.

Bretas é apontado como um possível nome para ser indicado ao STF por Bolsonaro, e se aproximou do presidente desde o ano passado, inclusive comparecendo a um evento do governo.

Mas o que mais perto chegou de Witzel nesta investigação não está nas mãos de Bretas — o que nem poderia, considerando que seu foro é no STJ.

Na quarta-feira 13, a Lava Jato do Rio, ou seja, o MPF, enviou à PGR o relatório de uma escuta telefônica da operação, em que há a citação ao "zero um do palácio", o que, na interpretação dos investigadores, poderia ser Witzel.

Procurado, Marcelo Bretas não quis comentar.

REPRODUÇÃO: ÉPOCA

19/05/2020

14:00

É bom relembrar...

19/05/2020

12:40

Covid-19: Witzel deu aval a instituto reprovado por serviços em UPAs

O governador Wilson Witzel, ao revogar, no dia 23 de março, a decisão que desqualificou o Instituto Unir Saúde como organização social (OS) apta a prestar serviço ao estado, desprezou dois pareceres jurídicos contrários a um recurso apresentado pela entidade. O Unir, conforme foi demonstrado pela Operação Favorito, desencadeada pela força-tarefa da Lava-Jato na semana passada, tem como sócio oculto o empresário Mário Peixoto, que foi preso. Procuradores do Rio enviaram na última quarta-feira à Vice-Procuradoria-Geral da República trechos da investigação com supostas menções ao governador Wilson Witzel.

Por causa dos indícios levantados, Witzel, que tem foro privilegiado, é alvo de uma investigação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que corre em sigilo. Ele disse no domingo que teve seu nome envolvido em “negociações espúrias” e que dará todas as explicações à corte.

Além do Unir, empresas de Peixoto têm contratos com o Estado do Rio desde a gestão de Sérgio Cabral (MDB) e prestam serviços ao governo de Witzel. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), vários contratos foram renovados por meio de pagamentos de propina. A Unir Saúde é responsável pela administração de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A OS tinha sido proibida de fechar contratos com o poder público em outubro do ano passado, após terem sido constatadas irregularidades. No entanto, Witzel revogou a proibição por decreto, em 23 de março deste ano. Para os procuradores da República, não há justificativa técnica para a medida.

Obtido pelo GLOBO, um dos pareceres ignorados pelo governador foi assinado pela assessora jurídica da Secretaria da Casa Civil Ana Carolina Souza Correia e ratificado pelo procurador do Estado Denis Moreira Monassa Martins em 10 de janeiro. Eles alegaram que as irregularidades do Unir “impactam sobremaneira na qualidade da assistência prestada à população, inclusive com risco à saúde, incolumidade e à vida dos pacientes, acompanhantes e colaboradores”. O outro parecer no mesmo teor, citado por Ana Carolina em sua análise, foi produzido pelo departamento jurídico da Secretaria estadual de Saúde.

Procurado, o governo do Rio informou que a “Governadoria do Estado discordou dos fundamentos e deliberou pela manutenção da qualificação da Organização Social, considerando a desqualificação uma medida desproporcional, que poderia impactar no adequado funcionamento das unidades de saúde mantidas pela OS”.

O parecer da assessoria jurídica da Casa Civil foi elaborado para colaborar na decisão de Witzel sobre um “recurso hierárquico” do Unir, do ano passado, com pedido de novo exame da questão que o afastaria da gestão das UPAs.

REPRODUÇÃO: O GLOBO

Clique aqui para ler a matéria completa de O GLOBO

19/05/2020

10:39

Muito bem, Wladimir!

19/05/2020

08:00

É bom relembrar...

18/05/2020

20:00

É bom relembrar...

18/05/2020

17:02

Um luxo só...

Quando for a Orlando, na Flórida, o governador Wilson Witzel pode economizar diárias de hotel. Basta pedir emprestada essa mansão de um secretário seu, avaliada em R$ 6 milhões de reais.
Vale a pena.

18/05/2020

15:08

Falta muita gente ainda...

REPRODUÇÃO: AGENDA DO PODER

18/05/2020

14:00

É bom relembrar...

18/05/2020

08:05

É bom relembrar...

17/05/2020

15:49

Grupo de Mário Peixoto renovou contratos já no governo Witzel; força-tarefa da Lava-Jato suspeita de pagamento de propinas

De acordo com as investigações da força-tarefa da Lava-Jato, companhias ligadas ao empresário Mário Peixoto, preso nesta quinta-feira na Operação Favorito, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, tiveram contratos com o governo do Estado do Rio renovados já na atual gestão, de Wilson Witzel. Um exemplo citado pela PF é a Rio de Janeiro Serviços e Comércio Ltda, que, segundo relatório, renovou um contrato com a Fundação Estadual de Saúde no valor de R$ 27 millhões para fornecer funcionários terceirizados em unidades hospitalares.

A atuação do grupo, relatam os investigadores, não se limitava à Secretaria estadual de Saúde no atual governo. No relatório, a investigação aponta que propinas teriam sido pagas à Átrio Rio, que pertence a Peixoto, para que contratos fossem renovados entre empresas ligadas ao grupo e a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), no valor de R$ 36 milhões, e Detran, no valor de R$ 26 milhões. A Polícia Federal desencadeou a ação desta quinta-feira devido a indícios de que o grupo estaria destruindo provas. A própria Átrio Rio, afirma o documento, também tem contratos com a Fundação de Saúde, da qual recebeu R$ 4 milhões apenas entre os meses de janeiro e março deste ano.

As informações foram obtidas pelos investigadores através de interceptações telefônicas de um dos envolvidos no esquema, que fala sobre o pagamento de propinas, no dia 9 de abril, a um agente do estado não identificado. Trata-se de Luiz Roberto Martins. Preso na quinta-feira em Valença, com R$ 1,6 milhão em casa, Martins é tido como operador financeiro de Peixoto. O diálogo acontece entre ele e uma pessoa identificada como Elcy, que, policiais e promotores acreditam, seria funcionário da Câmara de Vereadores de Valença. Entre os contratos que foram renovados com o grupo, estava um com a Átrio Rio, renovado um mês antes desta conversa, com a Faetec. Por dispensa de licitação, a empresa foi contratatada por R$ 36 milhões para gestão administrativa da Fundação.

Luiz Roberto Martins:‘’Botou uma tropa de choque para trabalhar. (...). Tá pagando um cachezinho, aquele cachezinho básico R$ 500 mil para um, R$ 1 milhão para outro. Ele não é brincadeira não. Só de janeiro e fevereiro são dois emergenciais. Um na CST tecnologia, na Faetec de 35 milhões de reais na Atrio (um milhão a menos do que informa a PF) e outro de R$ 26 milhões no Detrab. Ele não tem jeito, é do caralho (...)’’

Elcy:‘’Os caras são malucos, terríveis porra. Não tendo emergência não tendo nada eles já aprontam, imagina..’’

A ação do MPF e da PF enviada à Justiça cita ainda outras empresas ligadas a Mário Peixoto com contratos com o estado, renovados no atual governo. Uma delas é a Rio de Janeiro Serviços e Comércio Ltda, que renovou vínculo em 2019. Tem validade até o fim deste ano, também, um outro contrato celebrado com a Fundação Estadual de Saúde no valor de R$ 27 milhões para fornecer funcionários terceirizados em unidades hospitalares. Entre os sócios da empresa, estão Alessandro de Araújo Duarte e Cassiano Luiz. Alessandro é apontado como um dos operadores financeiros de Peixoto, enquanto Cassiano é tido como braço direito do empresário. Ambos possuem vínculos com a Átrio Rio.

"As provas demonstram que os contratos das empresas de Mário Peixoto com o Estado do Rio de Janeiro e diversos municípios permanecem ativos e em franco crescimento, com vultosos pagamentos recebidos mês a mês, havendo, ainda, provas de que tais contratos são mantidos em decorrência do pagamento de vantagens indevidas a funcionários públicos’’, diz um trecho da representação do Ministério Público Federal à Justiça.

Procurado pela reportagem, o governo do estado respondeu em nota que, por determinação de Witzel, a Controladoria-Geral do Estado (CGE) e a Procuradoria Geral do Estado (PGE) encaminharam nesta quinta-feira ofício solicitando à Justiça Federal informações sobre empresas e pessoas envolvidas na operação para auditar e analisar todas as suspeições levantadas pelo Ministério Público Federal.

Em meio à pandemia:Grupo de empresário preso tentou expandir negócios com hospital de campanha

O estado também afirmou que "todos os contratos celebrados pelo Governo do Estado com as empresas envolvidas serão auditados pela CGE, para verificar as possíveis ilegalidades e danos aos cofres públicos. Também serão feitos cruzamentos de contratos sociais das empresas para identificação de conluios entre as mesmas e seus sócios. Enquanto durar a auditoria da CGE, todos os pagamentos aos fornecedores fiscalizados serão suspensos e, caso sejam encontradas irregularidades, os contratos serão cancelados".

— Apoio as investigações que estão sendo realizadas pelos órgãos de controle e que estão identificando irregularidades. É inadmissível que pessoas queiram cometer ilícitos, principalmente neste momento de pandemia e de luta pela vida de milhares de pessoas —, reiterou o governador Wilson Witzel, por fim.

Contratos emergenciais com a Faetec

Na ação, é citado também um depoimento feito à Polícia Federal pelo ex-presidente da Faetec, Carlos Fernando Riqueza Marinho, no fim de 2019, na condução de testemunha. No depoimento, Riqueza ‘’deixa claro que havia uma pressão política dentro da Faetec para que fossem assinadas injustificadamente as sucessivas renovações de contratos emergenciais com as empresas de Mário Peixoto". E que o vice-presidente da entidade, Gilson Carlos Rodrigues Paulino, teria agido deliberadamente para postergar o andamento dos processos licitatórios que o declarante tentava realizar, dizendo-se “apadrinhado” por Mário Peixoto.

As informações foram obtidas pela PF com base em interceptações telefônicas e a quebra do sigilo telemático autorizadas pela Justiça. Entre o material encontrado com o empresário Alessandro de Araújo Duarte, também estavam as planilhas para a montagem dos hospitais de campanha do estado no Rio. Alessandro e Cassiano eram procuradores das contas da Átrio Rio.

Hospitais de campanha
Além de Alessandro, outro integrante do grupo de Peixoto também teve acesso às planilhas dos hospitais de campanha, conforme relatado no texto do MPF e da PF enviado à Justiça. Juan Elias Neves de Paula, apontado como contador do grupo, teve acesso a informações detalhadas sobre os custos operacionais do serviço. Dos sete hospitais de campanha delegados pelo governo do estado ao Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), as planilhas mostram que apenas no Maracanã deve ser gastos R$ 251 milhões. Do total de R$ 876,4 milhões, nada menos que R$ 402 milhões seriam em despesas com pessoal e R$ 336,5 milhões para o fornecimento de equipamentos médicos.



Segundo os documentos, todas as unidades deveriam estar em funcionamento no fim do mês passado. Hoje, apenas a unidade móvel do Maracanã abriu, mesmo assim com uma parte dos leitos disponíveis. As demais ficam em São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Friburgo, Casemiro de Abre e Nova Iguaçu. Os investigadores reconhecem que o grupo econômico de Mário Peixoto não está formalmente ligado à Organização Social Iabas.

Inicialmente, as investigações serviriam de elemento para pedidos de prisão preventiva contra os acusados apresentadas à Justiça em fevereiro. Mandados de busca e apreensão chegaram a ser expedidos em 19 de março, mas, quando a PF se preparava para cumpri-los, a pandemia da Covid-19 se agravou e a operação foi adiada. Por conta da constatação de que o grupo poderia estar influindo também na montagem dos hospitais de campanha, acabou sendo deflagrada a operação, apesar da crise provocada pelo novo coronavírus.

REPRODUÇÃO: O GLOBO


17/05/2020

14:00

É bom relembrar...

17/05/2020

08:00

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16/05/2020

20:00

É bom relembrar...

16/05/2020

16:43

Empresa investigada por fraude em contratos com o Governo do RJ mudou de nome e de dono no último mês

O Ministério Público Federal (MP) investiga se um esquema de corrupção envolvendo laranjas foi feito para ocultar o verdadeiro dono da empresa Atrio Rio. O grupo mantém atualmente nove contratos com o governo do estado.

Os acordos da empresa com o poder executivo são mantidos desde o governo de Sérgio Cabral. Só em 2020, eles receberam R$ 129 milhões. Desse total, R$ 37 milhões foram pagos em contratos de emergência e sem licitação, com a Faetec.

De acordo com o MP, no último mês, a empresa mudou de nome e de dono, aumentando as suspeitas de ilegalidade. As investigações apontam que o verdadeiro responsável seja o empresário Mário Peixoto, preso pela Polícia Federal (PF) na última quinta-feira (14).

Peixoto era sócio do ex-deputado estadual Paulo Melo. Os dois foram presos durante a Operação Favorito, porque surgiram indícios de que o grupo do empresário estava interessado em negócios em hospitais de campanha do RJ.

Lavagem de dinheiro

De acordo com as investigações da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Refeita Federal, o grupo utiliza uma "complexa e sofisticada rede de lavagem de capitais". As autoridades acreditam que dezenas de pessoas se revezam a frente das empresas do grupo com o intuito de ocultar a figura do líder da organização criminosa. Segundo os investigadores, o principal nome do esquema é Mário Peixoto.

Laranjas

Porém, de acordo com as investigações e documentos obtidos pelo RJ2, o representante legal da Atrio Rio é Matheus Ramos Mendes.

Uma equipe do RJ2 esteve no endereço da Atrio Rio Service, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, mas Matheus não estava por lá.

- A gente queria falar com o Matheus?
- Não tem ninguém com esse nome aqui, não.
- Aqui não é a Atrio Rio?
- É, mas não tem ninguém com esse nome aqui não.
- Mas ele é o dono da empresa?
- Olha, eu não sei te dizer quem é o dono da empresa, não.

Até o final do mês de março, a Atrio Rio era formada pela MV Gestão e Consultoria, de propriedade de Vinícius Ferreira Peixoto, filho de Mário Peixoto, e pela GML Gestão de Ativos Empresariais, de Matheus Ramos Mendes. Vinícius também foi preso na última quinta-feira.

A reportagem também procurou por Matheus numa loja de motos, na Zona Oeste, e na casa dele, em Vargem Grande, mas o empresário não foi encontrado.

Mudança de nome

Depois de alguns anos sendo investigada por suspeita de desviar recursos públicos em contratos com o governo do estado, a Atrio Rio Service mudou de nome para Gaia Service Tech. No mês passado, a MV Gestão saiu da sociedade e Matheus Ramos assumiu os R$ 12 milhões em contas da MV.

Além disso, a Gaia mudou a sede e incluiu uma atividade que não existia na Atrio Rio anteriormente. Eles passaram a trabalhar com controle de endemias.

Na sede da nova empresa, os funcionários ainda não sabem da mudança no nome.

- Você conhece a Gaia?
- Não, nunca ouvi falar.

No site da empresa, a mudança de nome também parece não ter sido feita com muito cuidado. Em uma aba de apresentação da firma, ainda era possível ver o antigo nome.

Somente no terceiro endereço da empresa visitado pela reportagem, um funcionário já sabia das mudanças recentes.

- Eu preciso falar com alguém da Gaia ou da Atrio, que é a mesma coisa?
- Isso.
- A empresa mudou a razão social, né?
- Sim.

Mas no local também não foi possível encontrar o empresário Matheus Ramos.

- A gente queria encontrar o Matheus?
- O doutor Matheus não se encontra na empresa, não.

Outros envolvidos

Segundo as investigações, Alessandro Duarte e Cassiano Luiz, também presos pela PF, seriam os operadores financeiros de Mário Peixoto. Os são apontados como procuradores da conta bancária da Atrio Rio.

REPRODUÇÃO: G1