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sábado, 29 de abril de 2017

24/04/2017

19:21

A esperteza de Temer

Reprodução do Globo
Reprodução do Globo

O presidente Michel Temer deve achar que o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy não recebe informes diplomáticos da sua embaixada no Brasil. Alguém devia avisar o nosso presidente, que desde o século XIII, quando começou a diplomacia internacional entre reinos, os embaixadores informam aos seus reis e príncipes a realidade do país onde cumprem sua missão diplomática.

Comparar a resistência que Rajoy enfrentou na implementação de reformas com a situação do nosso governo chega a ser ridículo. O presidente do governo espanhol não deve ter gostado nem um pouco da comparação, afinal ele compôs um governo com legitimidade, bem diferente do caso brasileiro, onde o presidente só não é investigado pela acusação de ter cobrado propina de U$ 40 milhões da Odebrecht, porque a Constituição lhe dá "imunidade temporária" enquanto estiver no cargo. A única comparação que pode ser feita entre os dois governos está nas crises econômicas gravíssimas, que Mariano Rajoy está conseguindo superar, mas o mesmo não se aplica ao governo Temer.

24/04/2017

18:05

Pezão acabou com órgão que fiscalizava fraudes no Bilhete Único Intermunicipal

Reprodução de O Dia online
Reprodução de O Dia online

Na calada da noite Pezão acabou com o órgão da Secretaria de Transportes, que fiscalizava - pelo menos na teoria - as fraudes com o Bilhete Único Intermunicipal. Os donos das empresas de ônibus devem ter soltado fogos. Não é à toa que três delações apontaram que Pezão recebeu propinas da Fetranspor.

24/04/2017

16:52

Beltrame: O caçador está virando caça

Reprodução do Globo
Reprodução do Globo

Esse caso citado, do aluguel das viaturas da PM, foi denunciado em primeira mão por mim aqui no blog. Aliás, Beltrame já é réu em processo por improbidade administrativa na 7ª Vara de Fazenda Pública do Rio. Só que o processo está parado há um ano e meio. Será que desta vez vão em cima de Beltrame? O "xerife" que enganou quase todo mundo com a farsa da pacificação saiu do governo Pezão pela porta dos fundos, mas corre o risco de entrar pela mesma porta por onde Cabral passou ao chegar a Bangu 8. Para quem não lembra, eu denunciei - e tudo foi comprovado - que Beltrame pagava pelo aluguel de cada viatura ( por ano) o mesmo que custariam três veículos novos do mesmo modelo. Acostumado a caçar bandidos pés-de-chinelo, sim, porque os grandes roubavam na cara dura, sem que ele visse alguma coisa, Beltrame parece que finalmente está sendo caçado pela força-tarefa da Lava Jato no Rio.

24/04/2017

15:06

Adiada a Batalha de Curitiba

Reprodução da Folha de S.Paulo
Reprodução da Folha de S.Paulo

Segundo a Folha de S.Paulo, o juiz Sérgio Moro decidiu adiar o depoimento de Lula, seria no próximo dia 3, mas foi adiado para dia 10. O argumento oficial é que dia 1º é feriado, o que dificultaria montar a logística da Polícia Federal para proteger o prédio da Justiça Federal do Paraná, além das ruas adjacentes. É que o PT pretende colocar 30 mil pessoas para apoiar Lula em Curitiba, além de levar todos os parlamentares do partido.

Mas entre petistas existe um grande temor de que o adiamento seja porque a prisão de Lula pode ser decretada a qualquer momento.

Moro foi aconselhado a ouvir Lula por videoconferência, mas não aceitou, e quer a presença do ex-presidente em Curitiba. Por todos esses ingredientes é que estou chamando de Batalha de Curitiba.

24/04/2017

13:28

Os números da roubalheira da quadrilha de Cabral

Reprodução do blog de Lauro Jardim, do Globo
Reprodução do blog de Lauro Jardim, do Globo

Já foram repatriados R$ 270 milhões que Sérgio Cabral e seus operadores tinham em contas no exterior, que diga-se de passagem, é uma quantia irrisória perto do que esconderam, ainda falta encontrar algumas centenas de milhões. Também vão ser devolvidos R$ 150 milhões do esquema de Sérgio Côrtes. E segundo o juiz Marcelo Bretas, entre os bens apreendidos com a quadrilha de Cabral, entre mansões, apartamentos, aeronaves, embarcações, carros de luxo, joias, diamantes, barras de ouro, chegou-se a mais R$ 1 bilhão. Ou seja, já foi achado o equivalente a quase R$ 1,5 bilhão. Mas podem estar certos que ao final das investigações, se tudo for apurado, o somatório do assalto praticado pela quadrilha do ex-governador e seus tentáculos atingirá US$ 3 bilhões, mas claro, que uma parte foi torrada pela vida de milionário que essa gangue levava, e alguns ainda continuam usufruindo.

Aliás, uma coincidência em cima da comparação que é feita nos bastidores do STF entre Cabral e o narcotraficnate colombiano Pablo Escobar, morto pela polícia em 1993. Escobar construiu um presídio cheio de luxos para si próprio, era chamado de La Catedral. Aqui no Rio, Pezão está construindo um presídio vip para seu ex-chefe, ou, como dizem as más línguas, já pensando no próprio futuro.

24/04/2017

11:52

Encontro Marcado - 24 de abril de 2017

24/04/2017

10:35

Garotinho: "Há mais de um ano e meio venho denunciando a redução do policiamento"

Reprodução de O Dia
Reprodução de O Dia

Desde o final de 2015, os leitores do blog são testemunhas, já fiz diversas postagens denunciando a redução do policiamento ostensivo no Rio de Janeiro. E para minha surpresa a grande mídia não deu a mínima para o problema. Avisei que os batalhões não tinham mais combustível, que as viaturas estavam saindo com meio tanque. No início do ano passado (2016) denunciei que o número de policiais militares a pé havia sofrido uma grande redução por falta de pagamento do RAS (Regime Adicional de Serviço).

Mas neste domingo, finalmente, um grande jornal, O Dia, noticiou a situação dramática com menos 500 policiais militares por dia no policiamento ostensivo. É por isso que os bandidos estão cada vez mais ousados, sabem que a probabilidade de darem de cara com uma viatura da polícia é cada vez menor.

E qual é a solução?

Ora, é elementar. Hoje há 9.500 soldados lotados nas 38 UPPs. De acordo com relatório da PM, mais de 90% das incursões policiais nas comunidades com UPP não resultam em apreensão de drogas, armas, ou na prisão de marginais. Na prática as UPPs não servem mais para nada. Os policiais estão jogados às feras, sem armamento, munição e coletes à prova de balas em condições. Vivem acuados porque não têm como enfrentar o tráfico. Então a saída é colocar esses policiais no policiamento de rua. Mantê-los nas UPPs é apenas para dizer que a "pacificação" não acabou, o que na prática todo mundo sabe que é a dura realidade. A "pacificação" não passou de farsa, marketing eleitoral para reeleger Cabral e eleger Pezão. Enganaram todo mundo. Está na hora de alguém chegar para Pezão e mostrar-lhe que existe uma guerra urbana no estado e que os 9.500 policiais que estão nas UPPs podem ser mais úteis no asfalto.

24/04/2017

08:35

Fala Garotinho - 24 de abril de 2017



24/04/2017

07:57

Pezão recebia mesada da Fetranspor, que era recolhida por homem de confiança

Reprodução do Brasil 247
Reprodução do Brasil 247

Em delação homologada pelo ministro do STJ Felix Fischer, o doleiro Álvaro Novis, acusado de fazer pagamentos para o Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, revelou que entregou dinheiro em espécie, mais de uma vez, para o operador Luiz Carlos Vidal Barroso, o Luizinho, indicado pelo governador do Rio, Luiz Fernando Pezão; amigo de Pezão há mais de 30 anos, o doleiro está preso desde janeiro pela Operação Calicute (versão da Lava-Jato no Rio); Pezão já foi citado na delação da Odebrecht e na do ex-presidente do TCE.

Luizinho veio com Pezão de Piraí, onde era o secretário de Comunicação Social quando o atual governador foi prefeito daquela cidade. É uma das pessoas mais próximas de Pezão, e segundo o doleiro Álvaro Novis era quem recolhia a propina mensal enviada pela Fetranspor. É bom lembrar que Marcelo Santos Amorim, o Marcelinho, casado com a filha de criação de Pezão foi levado coercitivamente pela Polícia Federal na operação O Quinto do Ouro. O cerco a Pezão está se fechando, vai terminar fazendo companhia a Cabral em Bangu 8.

23/04/2017

11:55

Quem é o homem que a Odebrecht escolheu para defender seus interesses no governo Rafael Diniz

Cledson Sampaio, secretário de Infraestrutura do governo Rafael Diniz
Cledson Sampaio, secretário de Infraestrutura do governo Rafael Diniz

A foto acima é de Cledson Sampaio e pela consulta que fiz ao CREA é um fenômeno, não sei se de capacidade técnica ou de lavagem de dinheiro. Basta consultar as ARTs registradas no órgão para ver a quantidade de projetos elaborados por sua empresa, a DRENAR ENGENHARIA LTDA, funcionando num loteamento em Campo Grande, na zona oeste do Rio, numa área residencial, onde nem número na rua consta do registro da empresa no CREA (vejam imagem abaixo).



Seu primeiro grande negócio foi a elaboração do projeto executivo para uma PPP em Rio das Ostras, que veio a ser vencida pela Odebrecht. Inclusive em sua delação, Benedicto Júnior afirma ter pago propina ao prefeito Sabino, em função da realização de uma Parceria-Público-Privada no município de Rio das Ostras, justamente a que foi elaborada, sob encomenda da Odebrecht, pelo atual secretário de Rafael Diniz.

Pelo valor que declarava cobrar por seus projetos e pela quantidade de projetos registrados para várias empresas, Cledson Sampaio ou se tornou milionário, ou era laranja e repassava dinheiro para algum esquema fraudulento.

Vejam abaixo o valor dos honorários declarados por Cledson somente no projeto executivo de rede coletora, terraplanagem e urbanização do programa Morar Feliz: R$ 670 mil.



Em Rio das Ostras, terra onde o domínio econômico das obras sempre foi da SINAL ENGENHARIA, de Cristiano, tio da esposa do atual prefeito de Campos, Rafael Diniz, Cledson fez também o projeto-executivo do esgoto do bairro Nova Esperança, a pedido da ENGETÉCNICA SERVIÇOS E CONSTRUÇÕES LTDA, empresa cujo lobista é um grande criador de gado, cujo primeiro nome é Hosanah, parceiro de Jorge Picciani em negócios com gado. Cristiano, da SINAL, o tio da esposa do atual prefeito, andou sumido após seu nome aparecer envolvido nas obras da região serrana, que geraram afastamento de dois prefeitos e a confissão pela Odebrecht, que pagou naquelas obras R$ 5 milhões em propina,

A DRENAR ENGENHARIA LTDA, de Cledson, fica situada à Rua Solanea, lote 30, quadra 10, sem número, em Campo Grande, e acreditem, nos últimos anos faturou ou “lavou” mais de R$ 10 milhões.

Como Cledson virou secretário em Campos

Com seus “serviços prestados” à Odebrecht e outras empreiteiras, inclusive a Delta em outros municípios, e sua amizade com o tio da primeira-dama, o mesmo que levou para Campos uma empresa de Home Care, de Rio das Ostras, que nem fachada tem, levou também em um contrato emergencial a mesma empresa que faz a manutenção da iluminação pública de Rio das Ostras para fazer o mesmo serviço em Campos. O atual secretário de Infraestrutura foi apresentado por Cristiano a Fernando Loureiro, cidadão que operava o caixa dois da campanha de Rafael Diniz em uma reunião da qual participaram o atual presidente da Câmara, vereador Marcão Gomes, o também vereador Fred Machado e o próprio Rafael Diniz, na época vereador. Foram eles que bancaram politicamente a nomeação de Cledson Sampaio a pedido da Odebrecht e da Sinal Engenharia, de propriedade do tio da mulher do atual prefeito.

Segundo um empresário que participou com doações de caixa dois, esperando contrapartida no atual governo, e que encontra-se revoltado com a atual gestão, Cledson recolheu junto a empresas que trabalhavam no governo Rosinha, cerca R$ 4 milhões não declarados para a campanha de Rafael Diniz.

A confirmação da história

No final de novembro de 2016, com a Odebrecht em disputa judicial com a Prefeitura de Campos para receber cerca de R$ 33 milhões, que o governo Rosinha se recusou a pagar, fui procurado na condição de secretário de Governo, pelo substituto de Leandro Azevedo na Odebrecht. Ele me disse que Benedicto Júnior e Leandro Azevedo poderiam inventar informações de doações não contabilizadas a mim e a Rosinha se não chegássemos a um acordo quanto à dívida. Afirmei na ocasião que só havia recebido doações oficiais e não temia qualquer invenção que pudesse ser criada por quem quer que seja. Ele então pegou um documento com sete páginas, que está em meu poder, que seria um suposto esboço da delação de Leandro Azevedo ao Ministério Público para tentar sustentar, com base somente em palavras, que eu teria recebido caixa dois.

Reparem que a primeira vez que essa história surgiu o valor era de R$ 9,5 milhões, depois Benedicto Júnior afirma serem R$ 12 milhões, e posteriormente Leandro diz que foram R$ 20 milhões. Não sei como isso ocorreu, mas o documento que tenho em minhas mãos mostra que a primeira história a ser contada por Leandro Azevedo indicava a soma de R$ 9,5 milhões, divididos em três campanhas (2008, 2012 e 2014).

Nessa mesma conversa, o substituto de Leandro dentro da empresa, me afirmou que era perda de tempo brigar com a Odebrecht, que inclusive o próximo secretário de Obras seria Cledson, ao que eu reagi dizendo: “Vocês estão loucos. Cledson era fiscal das obras da prefeitura, inclusive das obras de vocês”. No que ele reafirmou: “Queremos o Cledson, Vai ser ele. Já está tudo acertado com o prefeito e com o Cristiano. Quem bancou a campanha de Rafael foi o nosso grupo com o grupo do Cristiano, e Cledson foi operador junto às empresas de Campos”.

Esse encontro tem testemunhas e foi realizado num escritório de advocacia situada à Rua da Assembleia, 10, no Rio de Janeiro. Diferente da Odebrecht que acusa sem provas, todos os documentos acima, mais aqueles que estou preservando por ora, são comprovantes de que falo a verdade e faço jornalismo investigativo, e não fofoca.

Só para lembrar aos que acreditam na versão fantasiosa que eu e Rosinha teríamos recebido caixa dois da Odebrecht não faz sentido uma empresa doar recursos para alguém que atrapalha seus negócios. Fui eu o primeiro a denunciar o superfaturamento nas obras do Maracanã, na linha 4 do metrô, do PAC das Favelas, do Arco Rodoviário e outras, a grande maioria com participação majoritária da Odebrecht. Fui eu também que em 2012 apresentei ao Ministério Público Federal uma denúncia contra a quadrilha de Cabral, que saqueava o Estado, envolvendo várias denúncias com a participação da Odebrecht, inclusive a sociedade da mulher de Benedicto Júnior com a mulher do ex-secretário de Saúde de Cabral, Sérgio Côrte numa joalheria em Ipanema, usada para lavar dinheiro.



22/04/2017

13:55

Odebrecht escolheu e nomeou secretário do atual prefeito de Campos, Rafael Diniz

Pezão e Rafael Diniz
Pezão e Rafael Diniz

Vocês que acompanham o nosso blog sabem que as mais importantes investigações feitas neste estado, partiram de informações e levantamentos jornalísticos feitos pelo nosso blog. Foi o Blog do Garotinho que mostrou ao Brasil os vídeos e as fotos das Gangue dos Guardanapos, comandada por Sérgio Cabral e Fernando Cavendish. Nosso blog também mostrou a contaminação do governo estadual pela corrupção, denunciando com documentos as fraudes que envolviam, além de Cabral, Adriana Ancelmo, Pezão, Sérgio Côrtes, Wilson Carlos, Regis Fichtner, e outros que estão presos em Bangu. Muito antes que qualquer veículo de comunicação ou a Polícia Federal soubessem que era “Avestruz”, Carlos Emanuel Miranda, nós mostramos ao Brasil sua foto e seu papel de arrecadador de propinas de Cabral. Aliás, para ser direto, propina nas obras de região serrana, no Maracanã, na linha 4 do metrô, no Arco Rodoviário, na Saúde, na CEDAE, na Educação, tudo foi noticiado pelo nosso blog com pelo menos cinco anos de antecedência de qualquer investigação.

O mesmo em relação à máfia da CBF, que levou para a cadeia José Maria Marin e outros esquemas. Pois bem, vamos fazer a partir de agora um conjunto de reportagens, que mostra de forma documental e didática, como a Odebrecht agiu em conluio, e por baixo dos panos, com o atual prefeito de Campos, Rafael Diniz para escolher o seu secretário de Infraestrutura, dono de uma empresa que presta serviços para a construtora Odebrecht.

Capítulo 1
Quanto a Odebrecht recebeu da Prefeitura de Campos na gestão de Rosinha Garotinho


Diferente dos valores que têm sido anunciados, de forma irresponsável, e sem nenhum documento, pela atual gestão da Prefeitura de Campos, a Odebrecht Engenharia recebeu durante os oito anos do governo Rosinha Garotinho, ano a ano.

2009 – R$ 20.395.557,37
2010 – R$ 154.368.566,88
2011 – R$ 70.355.222,70
2012 – R$ 72.677.054,95
2013 – R$ 67.129.510,00
2014 – R$ 86.475.109,95
2015 – R$ 20.638.829,06
2016 – R$ 0,00

TOTAL DE 8 ANOS: R$ 491.949.870,71


Percebam está muito longe do número mentiroso de R$ 1 bilhão, que as Organizações Globo fazem questão de espalhar.

Mas o que está por trás disso?

Notem na tabela acima, que no ano de 2015, o valor pago à Odebrecht é um quatro vezes menor que no ano anterior. E no ano de 2016, último ano de Rosinha, a tabela mostra que não houve qualquer pagamento à construtora. Os dados foram obtidos através SIAFEM (Sistema de Acompanhamento Financeiro), portanto são públicos, oficiais, incontestáveis.

Com a queda do preço do barril de petróleo a ordem da prefeita Rosinha Garotinho foi reduzir todos os contratos indispensáveis em 25%, e diminuir os ritmo das obras para se adaptar a um orçamento que diminuiu de R$ 2,5 bilhões para R$ 1,9 bilhões. Nesse período começaram os problemas na prefeitura com a Odebrecht, que resultou numa ação judicial da empreiteira contra o município de Campos, que alega, através do processo nº 0019839-2016.8.19.0014, que tramita na 1ª Vara Cível de Campos dos Goytacazes, a cobrança de R$ 33.188.628,75, mais juros e correção monetária.

É preciso frisar que o primeiro lote de casas do programa Morar Feliz foi integralmente executado pela empreiteira e pago pela prefeitura. E são casas de altíssimo nível, que incluem saneamento básico, água e esgoto, asfaltamento de todas as ruas, casas com dois quartos sala, cozinha, banheiro com chuveiro quente, piso cerâmico, quintal e frente com grama, como vocês poderão ver no vídeo abaixo.



Sem receber no ano de 2016, a empreiteira Odebrecht se articula com um dos candidatos da oposição, Rafael Diniz, que foi eleito, e passa a financiar sua campanha, através de um empreiteiro da Região dos Lagos, bastante conhecido, cujo nome Cristiano, da Sinal Engenharia, que vem a ser tio da esposa do atual prefeito. Para garantir que o compromisso de campanha seria honrado pelo futuro prefeito, a Odebrecht exigiu a nomeação de Cledson Sampaio Bitencourt, conforme podem ver abaixo, de fato ela ocorreu.



Ocorre que Cledson, antes de ser nomeado secretário de Infraestrutura de Campos, trabalhava na empresa contratada pela Prefeitura de Campos, PCE (Projeto, Consultoria e Engenharia) para fiscalizar as obras da Odebrecht no município. Já naquela época, Cledson praticava atos incompatíveis com a função de fiscal da obra, pois prestava serviços à própria Odebrecht na obra que deveria fiscalizar, como mostra o documento do CREA reproduzido abaixo. Isso levou, inclusive, a prefeitura no último ano, a um embate com a PCE, que resultou na redução drástica nos pagamentos à empresa fiscalizadora, que àquela altura já agia também em conluio com a Odebrecht.



No próximo capítulo: Quando, quem e onde aconteceram os acertos da Odebrecht para a campanha de Rafael Diniz.

22/04/2017

11:31

Porque não se fala mais no presídio vip para Sérgio Cabral

Vocês lembram que foi anunciado que no início de março Sérgio Cabral e sua quadrilha, presos em Bangu 8, seriam transferidos para o presídio vip que Pezão mandou reformar em regime de urgência, no prédio do antigo Batalhão Especial Prisional da PM, em Benfica. Era a única obra do governo estadual em andamento. Depois foi adiada a transferência para o início de abril, antes da Páscoa, e agora não se fala mais nisso, as notícias dão conta que a obra parou. Mas não é por falta de dinheiro, existe uma razão estratégica por trás desse atraso. É que depois de serem denunciados os privilégios e mordomias que Cabral desfruta em Bangu 8, os seus advogados desaconselharam a transferência para o presídio vip, pelo menos por enquanto. Temiam que a Justiça Federal, diante do clamor da opinião pública, se ele fosse para Benfica, acabasse aceitando transferir Cabral para Curitiba, como chegou a acontecer logo depois de sua prisão, por ordem do juiz Marcelo Bretas. A defesa de Cabral acha que é melhor ele permanecer em Bangu 8, onde leva uma boa vida, a correr o risco de ser levado para o Paraná.

22/04/2017

10:08

Reforma da Previdência está fazendo água

Reprodução do Zero Hora
Reprodução do Zero Hora

Para aprovar a reforma de Previdência o governo precisa de 257 votos. Mas sabe que está difícil. O sinal de alerta se acendeu na votação que aprovou a terceirização em todas as atividades da economia. O governo venceu, mas só obteve 230 votos, contra 203. Se fosse a Reforma da Previdência, que por ser emenda à Constituição necessita 257 votos, não seria aprovada. Por isso a cada hora o governo vai cedendo num ponto aqui, noutro ali. Mesmo assim o Palácio do Planalto sabe que hoje, do jeito que a reforma está, o risco de derrota é grande. Por isso ainda cederá mais e vai apelar até ao limite para o "toma lá, dá cá", usando cargos e liberação de verbas. Mas no próximo ano tem eleição. A classe política está no fundo do poço, o desgaste já é enorme, por isso ninguém quer cometer o suicídio político. Por isso todos os políticos vão acompanhar com lupa os protestos nos seus respectivos estados contra a reforma, marcados para a próxima sexta-feira. O governo sabe que se a reação popular crescer significativamente as chances de aprovação ficarão mais reduzidas.


21/04/2017

15:59

Um resultado difícil de acreditar

Reprodução do site do PT
Reprodução do site do PT

Não duvido que Lula esteja, no momento, liderando a corrida eleitoral. É o que tem sido mostrado por todos os institutos de pesquisa, com variações nos índices. Isso tem explicação. O governo Temer é uma tragédia e as classes C, e principalmente D e E, têm saudades dos tempos de bonança da economia na época do governo Lula, quando não se falava em crise. Tanto assim que a maior reprovação de Temer está nordeste, onde, não por acaso, Lula tem o melhor desempenho eleitoral. Muito embora os números de Lula, a médio prazo, serão afetados pelo desenrolar da Lava Jato. Aliás, o depoimento do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro sobre o triplex do Guarujá é devastador para Lula.

Mas convenhamos que essa pesquisa do Vox Populi, contratada pela CUT, mostra um dado que não tem a menor justificativa. Segundo a pesquisa, de outubro para abril, o PT, na preferência dos eleitores brasileiros, disparou de 13% para 20%, quase que o dobro. Não dá para acreditar.

21/04/2017

15:05

O silêncio das ruas e dos movimentos sociais

Muita gente tem comentado comigo o fato de após essa bomba que é a delação da Odebrecht não haver manifestações de protesto contra a corrupção. Por muito menos, por causa das pedaladas fiscais de Dilma, os protestos por todo o país chegaram a reunir mais de 2 milhões de pessoas no mesmo dia. E agora que a situação é muito mais grave não se vê nem um panelaço, no máximo protestos individuais nas redes sociais. Num dia como hoje, 21 de abril, dia de Tiradentes, nos últimos anos houve manifestações. E agora nada programado.

Mas existe uma explicação. A "delação do fim do mundo", da Odebrecht atingiu praticamente todas as forças políticas. Por isso os movimentos sociais, tanto os ligados ao PT, quanto os que apoiam o PSDB, e por tabela vêm dando força ao governo Temer, não podem gritar contra a corrupção dos outros, porque os "seus" estão no mesmo barco. Por isso ninguém convoca protestos, cada um tentando poupar quem apoia. Mas a indignação da sociedade está no limite, basta um estopim para se iniciar nova onda de protestos por todo o país. Por isso o Palácio do Planalto teme a greve geral e as manifestações contra as reformas previdenciária e trabalhista, marcadas para a próxima sexta-feira. O medo é que esse dia de protestos seja o gatilho para colocar o povo de volta às ruas gritando contra a corrupção.

21/04/2017

10:59

Odebrecht e outras notícias

Embora parte da mídia, especialmente as Organizações Globo, tenham tentado me envolver em algum ato irregular com a empreiteira, cuja lista sacudiu o país, a delação de Benedicto Júnior, prestada ao Ministério Público Federal, é a maior prova da minha inocência. Reproduzo o que Benedicto disse aos procuradores do MPF.

Pergunta: Houve algum benefício concreto do senhor Anthony Garotinho para a Odebrecht?

Benedicto: "Pedidos por nós não. Nós acabamos conquistando no mercado foi uma obra de construção de casas populares em Campos".

Pergunta: Mas houve algum benefício?

Benedicto: "Não. Que eu saiba não. Tratados comigo, não".

Pergunta: Houve algum tipo de fraude?

Benedicto: "Não. Leandro me disse que não houve nenhuma fraude".

Pergunta: Algum benefício concreto da senhora Rosinha para Odebrecht?

Benedicto: "Não".

Pergunta: E da senhora Clarissa?

Benedicto: "Também não. A Clarissa eu só encontrei uma vez. Também não. Nenhum.

Pergunta: Nenhum benefício concreto dela?

Benedicto: " Não, nenhum".


Meme da Globo

Aliás, quero agradecer aos milhares de pessoas que percebendo a forçação de barra da Globo para tentar me incriminar e esconder a propina de Eduardo Paes, espalharam pelo país inteiro, via Whatsapp, a reprodução da entrevista, de 2014, onde mostrei que a Globo sonegava impostos, e levou a emissora a ser obrigada apagar um DARF de R$ 900 milhões e entrada no parcelamento de uma sonegação de R$ 2 bilhões.



Volta para a cadeia

É dada como certa a volta de Adriana Ancelmo para Bangu. O motivo é simples e não tem nada a ver com o recurso que será apreciado pelo STJ no próximo dia 26. Para conseguir o benefício da prisão domiciliar, ela utilizou a lei que concede essa possibilidade a mães que tenham filhos com idade inferior a 12 anos. Adriana e Sérgio Cabral têm dois filhos, um de 14 e o outro de 11 anos, que completa no próximo dia 29, doze anos. O Ministério Público Federal só está esperando a data para requerer o fim do benefício.

Aliás, dizem advogados que visitaram Cabral em Bangu, que ele anda surtando. Um dia desses estava cantando ópera, tentando imitar Pavarotti na hora do banho de sol. Não conseguiu juntar público, nem os presos tiveram curiosidade de assistir a performance. Bem diferente dos aplausos que ele recebia até quando cantava “Parabéns pra você” para Adriana Ancelmo nos badalados restaurantes de Paris.



As águas vão rolar

Um passarinho me contou que na próxima semana a CEDAE vai trazer dor de cabeça para mais integrantes do governo Cabral – Pezão. Uma figura ilustre, que já passou pela empresa e hoje ocupa um cargo importantíssimo no atual governo estadual pode morrer afogado em mais uma etapa da operação Lava Jato, que vem desbaratando os roubos de Cabral.

Os alvos principais da operação, que já vinham há algum tempo sendo investigados por corrupção, tiveram suas situações complicadas por duas novas delações feitas por ex-auxiliares do governo de Cabral. Nada relacionado à Odebrecht.

Convencido da traição

Nós já havíamos estranhado a ausência de Regis Fichtner nas operações feitas contra a corrupção no governo Cabral, afinal ele é o mais antigo colaborador do ex-governador. Depois que a revista Época confirmou que Regis está entregando seus ex-companheiros de crime para não ser preso, Cabral está tomado de ódio pelo ex-amigo, e está tentando desesperadamente fechar um acordo de delação. Promete entregar escritórios de advocacia que negociaram precatórios, sob a coordenação de Regis Fichtner, e integrantes do Judiciário e do Ministério Público, de todas as instâncias. Há uma grande torcida: “Fala Cabral!”

A pergunta que ninguém responde

Eduardo Paes tem uma despesa em torno de US$ 50 mil para manter a família morando em Nova Iorque. Só os filhos pagam de mensalidade num dos colégios mais caros do mundo R$ 26 mil, fora aluguel, alimentação e outros gastos, além de constantes presenças em óperas e shows na Broadway. A pergunta é quem paga a conta de Eduardo Paes todo final do mês?

Palocci e a delação-bomba

Quem pensa que Palocci vai falar só do PT está muito enganado. Um amigo meu que teve acesso aos documentos que Palocci pretende mostrar, afirma categoricamente que setores da indústria, mercado financeiro e um grande conglomerado de comunicação ficarão enroladíssimos, e aí é que o bicho pega. Será que a mídia delatada vai dar espaço ao delator? Eis a questão.

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