Visitantes online: 249
logo topo

sábado, 18 de setembro de 2021

30/04/2021

08:31

Com deságio de 64%, Petrobras encerra contencioso de R$ 1,5 bi com o Governo do Rio

A Petrobras informou que decidiu aderir a um programa de parcelamento do governo do Rio de Janeiro (PEP-ICMS) para encerrar contingências com a administração estadual sobre o pagamento de ICMS que somavam valor estimado de R$ 1,53 bilhão, segundo comunicado da companhia nesta quinta-feira (29).

O fim da disputa ocorrerá "mediante desembolso de R$ 544 milhões , com deságio de 64%", afirmou a petroleira.

A Petrobras disse ainda que, do total a ser pago, R$ 268 milhões envolvem débitos que estavam sendo contestados em contencioso administrativo ou judicial e que já se encontravam provisionados nas demonstrações financeiras da companhia referentes a 2020.

Além disso, segundo as regras do programa de parcelamento, garantias anteriormente depositadas de R$ 188 milhões serão recuperadas pela companhia tão logo autorizado pelo Judiciário, acrescentou.

REPRODUÇÃO: AGENDA DO PODER

29/04/2021

22:55

Cláudio Castro: "Não sou covarde. Ficarei no governo até o último dia do mandato".

O governador Cláudio Castro reagiu nesta quarta-feira (28) às crescentes especulações de que poderia não disputar a reeleição para ocupar uma vaga no Tribunal de Contas do Estado. De Brasília, logo após reunião com o presidente da Câmara, Arthur Lira, para tentar pautar projeto que pode injetar R$ 5 bilhões no caixa do estado, Castro concedeu entrevista exclusiva à Agenda do Poder. Em tom afirmativo, disse que ficará à frente do Palácio Guanabara até o último dia do mandato, em qualquer cenário eleitoral.

- Não sou covarde. Quem chegou ao comando do estado sem o crivo das urnas para responder pelo cargo tem a obrigação de permanecer até o final e, então, se submeter ao julgamento popular. Não há a hipótese de eu sair – disparou, com o nítido propósito de estacar a pressão política resultante do noticiário sobre eventual renúncia no prazo limite de desincompatibilização, 1 de abril de 2022.

O governador afastou a possibilidade de ocupar a próxima vaga no TCE e tampouco admitiu uma candidatura à Câmara Federal.

- A vaga do TCE deve ser do deputado Márcio Pacheco, meu amigo e líder no parlamento. Como poderia eu tirá-lo do cargo ? Trabalho junto de grande parte da bancada federal. Não teria sentido eu disputar espaço político com meus aliados. Não sou desleal – acrescentou.

A candidatura à sucessão estadual é uma construção política que não depende exclusivamente da vontade do postulante. Há variáveis incontroláveis, que vão desde a capacidade de produzir alianças eleitorais consistentes ao resultado administrativo do governo. Cláudio Castro tem plena consciência da árdua tarefa que tem pela frente. Admite que, se, hipoteticamente, não construir um cenário que lhe garanta condições eleitorais razoáveis, ainda assim permanecerá no governo até o último dia do mandato.

- Ficarei para defender meu legado. Se não for candidato, o que é improvável, mesmo assim acho que tenho o dever de permanecer no cargo para defender nossas conquistas para a população fluminense.

Ciente de que o seu futuro político depende o resultado objetivo do governo, Cláudio Castro afirmou que trabalha diuturnamente para conseguir recursos que lhe possibilitem implantar projetos estruturantes. A concessão da Cedae, tal como formatada, poderá render cerca de R$ 1,5 bilhão para o tesouro estadual, considerando a possibilidade de ágio no valor mínimo de R$ 10,6 bilhões. O governador não se conforma com a cifra e tenta ampliá-la de modo substantivo com a aprovação do projeto de lei complementar 54/2021, de autoria do deputado Hugo Leal (PSD).

A proposta autoriza o governo do Rio a ficar com os R$ 4,5 bilhões reservados ao pagamento do banco francês PNB-Paribas, do montante arrecadado no leilão. Se conseguir aprová-lo, Claudio Castro terá nos próximos meses cerca de R$ 6 bilhões – um vultoso caixa que poderá permitir grandes obras e, ao mesmo tempo, turbinar suas expectativas eleitorais para 2022.

O projeto do deputado Hugo Leal (PSD) permite incorporar o valor do BNP-Paribas ao montante da dívida do Governo do Rio com a União.

- Devemos cerca de R$ 200 milhões que vamos repactuar em 10 anos. Não muda nada se passarmos a dever R$ 205 bilhões – comentou o governador.

Na próxima sexta-feira, se confirmado no cargo com o afastamento definitivo de Wilson Witzel pelo Tribunal Misto, Cláudio Castro vai anunciar sua nova filiação partidária – o PSD – e os nomes da reforma do seu secretariado.

REPRODUÇÃO: AGENDA DO PODER

29/04/2021

22:22

André Ceciliano denuncia que está sendo ameaçado por votar projeto que impede leilão da Cedae

Foi de alta voltagem a sessão da Alerj desta quarta-feira, véspera do dia em que será votado decreto legislativo para impedir o leilão da Cedae até que o ministro Paulo Guedes autorize a assinatura do novo acordo de recuperação fiscal do Rio. Em meio à divergências com o líder do governo, Márcio Pacheco, o presidente André Ceciliano denunciou que está sendo ameaçado por reafirmar a decisão de votar a proposta. Segundo Ceciliano, deputados também estão sendo ameaçados.

A colunista Berenice Seara, de O Extra, registrou a altercação pública dos parlamentares em nota :

“O presidente da Assembleia Legislativa do Rio, André Ceciliano (PT), anunciou em plenário, na tarde desta quarta-feira (28), que está sendo ameaçado por insistir em pôr em votação o projeto de decreto legislativo (PDL), de sua autoria, para suspender o leilão de concessão da Cedae. Ceciliano disse que deputados foram até ele reclamar que também estão sendo ameaçados, inclusive pelo governador em exercício Cláudio Castro (PSC).

O PDL será votado amanhã e o leilão está marcado para sexta-feira.

“Tenho recebido telefonemas desde ontem, inclusive com ameaças pessoais. Hoje já recebi vários deputados reclamando que o próprio governador tem ligado fazendo ameaças. Quero dizer ao deputado Márcio Pacheco (líder do governo) que nem o governador afastado fez isso. Nem o governador afastado ligou para deputado ameaçando”, disse Ceciliano, ao microfone.

"Isso não fica bem, não acaba bem, a gente já viu isso aqui. O parlamento é um poder autônomo, independente. Eu represento o parlamento e não vou permitir ameaças. Deputados federais ligando para deputado, senadores ligando para deputado. O governador não está de ingênuo nisso”, completou.

Márcio Pacheco (PSC) reagiu de imediato. E seguiu-se um bate-boca.

“Sobre ameaças, não corroboro com a fala de vossa excelência, a quem tenho profunda admiração e respeito . Quem conhece o governador Cláudio Castro sabe que não é do seu feitio, da sua personalidade, da sua disciplina e do seu aprendizagem político tal ação. O governador Cláudio Castro é talvez das pesssoas mais cordatas e preparadas para o cargo político que eu conheço e que pude tratar em toda a minha vida”, disse Pacheco.

“Vossa excelência está dizendo que eu estou mentindo? Que ele não ameaçou parlamentar?”, perguntou Ceciliano.

“Estou dizendo que ele não ameaça parlamentar”, respondeu Pacheco.

“Está dizendo que ele não ameaçou parlamentar? Sim ou não?", insistiu Ceciliano.

Diante da resposta do líder do governo de que não, de que Castro não teria ameaçado ninguém, o presidente da Assembleia ficou irritado.

“Vossa excelência quer que eu dê os nomes aqui? Olha para mim, deputado Márcio. Eu renuncio ao meu mandato aqui, e quero que vossa excelência renuncie ao seu, se ele não ameaçou parlamentar. Vossa excelência está dizendo que eu estou mentindo? Sim ou não? Eu estou mentindo?”, cresceu Ceciliano.

“Vossa excelência está levando a coisa para...”, gaguejou Márcio, reclamando que Ceciliano subiu o tom na discussão. “Não estou dizendo que vossa excelência mentiu. Estou dizendo que não é a postura do governador Cláudio Castro e que eu desconheço firmemente esse processo. O que eu quero dizer é que não há de minha parte a postura de ameaçar alguém. Pelo contrário, a postura sempre foi, desde o início, buscar o consenso”.

“Não vou aceitar ameaças a qualquer parlamentar. Seja da situação ou da oposição. Enquanto eu for representante do conjunto de parlamentares, não vou aceitar ameaças. Fica aí o recado diretamente ao seu governador”, encerrou Ceciliano, antes de se levantar para se retirar do plenário.”




REPRODUÇÃO: AGENDA DO PODER

29/04/2021

20:10

EDUARDO PAES VAI A JULGAMENTO POR CORRUPÇÃO

29/04/2021

13:17

Polícia Federal apreende cerca de R$ 7 milhões guardados em malas em Búzios

Policiais federais da Delegacia de Repressão a Drogas e da Delegacia da PF em Macaé (RJ) apreenderam cerca de R$ 7 milhões em Búzios, na Região dos Lagos do Rio, na manhã desta quarta-feira (28). A apreensão aconteceu no momento em que o dinheiro seria embarcado em um helicóptero com destino a São Paulo, segundo a polícia.

Ainda de acordo com a PF, o dinheiro estava acondicionado em três malas de viagem e seria levado para São Paulo por um casal que afirmou trabalhar em uma empresa especializada em criptoativos com sede em Cabo Frio, também na Região dos Lagos, e em outras cidades do Brasil.

Os empregados da empresa, que estavam com a quantia, foram encaminhados à Superintendência da PF no Rio, mas não souberam explicar a origem do dinheiro.

Um inquérito policial foi instaurado para dar continuidade nas investigações.

REPRODUÇÃO: TRIBUNA NF

28/04/2021

18:15

Finalizando os detalhes para reabertura do RESTAURANTE POPULAR de Campos

27/04/2021

13:12

Operação Barreira Fiscal: Esquema de corrupção pode ser ainda maior

A Ambev, maior fabricante de bebidas da América do Sul, chegou a alertar o governo estadual sobre as perdas com os tributos deixados de arrecadar com a sonegação de impostos, algo entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões por ano. Outras grandes corporações como Coca-Cola e Souza Cruz fizeram o mesmo. Isso aconteceu no início do governo Witzel, que resolveu reforçar o programa Barreira Fiscal, que até mudou de nome, passando a ser chamado de Segurança Presente Volante. Porém, a chegada de servidores nomeados a partir de indicações políticas teria comprometido tudo. Na semana passada, por exemplo, surgiu uma denúncia de abuso de autoridade. Um agente fiscal de carreira lotado no posto de Nhangapi, em Itatiaia, recebeu voz de prisão de um comissionado. Seu crime: estava fiscalizando.

O caso de abuso foi revelado pelo Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita do Rio de Janeiro em comunicado ao secretario de Fazenda Guilherme Mercês. Foi relato que uma equipe da fiscalização do ICMS foi alvo de intimidação “por parte de ocupantes de cargos de indicação política no governo”, e que um desses indicados deu voz de prisão a um fiscal e o conduziu à Delegacia de Itatiaia, o que teria paralisado as operações de fiscalização por mais de dez horas. Isso aconteceu no último dia 20 e até o fim do expediente de sexta-feira (23), o secretário não havia tomado providências.

Denúncia oficial – De acordo com uma fonte ligada à gestão do governador afastado, numa reunião com representantes da Ambev, Coca-Cola e Souza Cruz foi apresentada uma análise mostrando o grande volume de perdas do estado do Rio de Janeiro na arrecadação do ICMS, imposto que incide sobre as operações relativas à circulação de mercadorias e prestação de serviços. Os números apresentados fizeram o governo acordar para o que já se desconfiava, a existência de um “escoadouro” no programa Barreira Fiscal.

“Daí decidiu-se pedir a colaboração do Ministério Público na fiscalização, pois naquele momento já existiam denúncias. Também foi feita uma parceria com a Polícia Rodoviária Federal, o que foi firmado na gestão do superintendente Silviney Vasques. Foi determinado ainda que se passasse a fazer rodízio dos agentes civis e militares, para que não houvesse possibilidade de criar ‘raízes’ em uma barreira específica”, completa a fonte.

R$ 300 mil por semana – Conforme já foi revelado na matéria Barreira Fiscal também teria o seu “QG da Propina”, a partir de denúncias recebidas do próprio governo, um esquema de corrupção foi desmontado pelo Ministério Público Federal e o MP estadual, com apoio da Polícia Rodoviária Federal, e gerava pelo menos R$ 100 mil por semana em propina. Entretanto, novas informações dão conta de que a receita da corrupção seria três vezes maior, podendo chegar a R$ 1,2 milhão por mês, e há suspeita de que parte dos recursos arrecadados no esquema teria sido usada no financiamento de campanhas eleitorais em 2020, na Baixada Fluminense e outras regiões.

Ainda segundo já foi revelado, durante as investigações as operações de fiscalização passaram a ser monitoradas pelo MPF, MP Estadual e PRF, que checaram a reunir provas contra cerca de 60 pessoas, entre agentes fiscais, policiais e até deputados, que seriam responsáveis por indicações de funcionários nomeados em cargos comissionados.

REPRODUÇÃO: TRIBUNA NF

26/04/2021

22:05

Tribunal Regional do Trabalho suspende leilão da Cedae no Rio de Janeiro

O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) do Rio de Janeiro suspendeu o edital para a concessão dos serviços de água e esgoto da da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro), marcado para a 6ª feira (30.abr.2021).

A decisão é da desembargadora Claudia Regina Vianna Marques Barrozo, e foi publicada na noite de domingo (25.abr).

REPRODUÇÃO: PODER 360

18/04/2021

13:01

Jogo do Poder RJ, Com Rosinha Garotinho

18/04/2021

10:58

Agradeço por mais um ano de vida!

Hoje é o meu aniversário. Agradeço a Deus pela vida. Na minha caminhada sempre lutei muito pelos menos favorecidos e nenhum arrependimento tenho por isso, pela contrário. Deus me orientou a amar o próximo e estender a mão a quem precisa. Agradeço pela família que tenho, agradeço pelo carinho dos amigos. Simplesmente agradeço.

17/04/2021

12:56

Deputados estaduais conseguem suspender leilão da Cedae na Justiça

REPRODUÇÃO: AGENDA DO PODER

06/04/2021

08:29

Parabéns, Rosinha!

Hoje é aniversário do meu amor. Rosinha minha vida, meu chão, minha estrela brilhante que me faz caminhar na escuridão.
Seu presente é você, pois como encontraria algo mais puro e verdadeiro para oferecer àquela que me mostrou o caminho da felicidade?
O universo te homenageia.
Parabéns Rosinha.

05/04/2021

08:26

Ceciliano denuncia chantagem de Guedes contra o RJ e apresenta projeto antileilão da Cedae

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), André Ceciliano (PT), apresentou, nesta segunda-feira (05), projeto de decreto legislativo que impede o leilão da Cedae, marcado para 30 de abril, caso o Regime de Recuperação Fiscal do Rio não seja renovado nos termos previstos em 2017, quando fora incialmente pactuado. O deputado pautará a proposta em regime de urgência ainda esta semana.

Na justificativa, Ceciliano faz acusações graves contra o Ministério da Economia de Paulo Guedes, que estaria chantageando o Governo do Rio a assinar um acordo, segundo novas regras, draconianas, que se aplicadas inviabilizariam a administração pública estadual, com a proibição de reajustes de servidores e de contratação de pessoal, inclusive para áreas de Educação e Segurança, por nove anos, período de validade do plano.

“É uma chantagem clara, que beira a imoralidade tendo em vista a crise sanitária pela qual a humanidade passa, tendo atualmente o Brasil como seu epicentro”, escreveu o deputado.

Após protestar contra as imposições de Paulo Guedes, André Ceciliano lembrou o desempenho pífio do governo federal no enfretamento da pandemia do novo coronavírus. “O governo federal tenta impor suas cartilhas administrativas aos entes federativos, mas não foi capaz de reabrir até o momento os cerca de 500 leitos que permanecem ociosos em hospitais federais, o que teria decerto evitado a morte de vários pacientes vitimados pela COVID no Rio de Janeiro, estado que infelizmente ostenta o maior número de óbitos per capta de todo o Brasil”, protestou.

Em entrevista ao Valor, Ceciliano afirmou que o projeto de decreto legislativo tem o sentido de pressionar o governo federal, embora possa ter reação negativa de agentes econômicos. “Aí você pode perguntar: não parece chantagem? A gente precisa ter a tranquilidade de ter o regime renovado, o Rio precisa de paz e de regras claras. Estamos num limbo. Aí se vende um bem do Estado sem contrapartida nenhuma? A única coisa que temos para forçar esse acordo de prorrogação é a Cedae, que é o único troféu do [ministro da Economia Paulo] Guedes”, disse.

O movimento do presidente da Alerj visa a impedir que Paulo Guedes, após fracassar em seu plano de privatização de ativos federais, tente transformar a concessão na Cedae em vitrine de seu projeto neoliberal, a despeito da visível má vontade e do arrocho fiscal draconiano imposto ao Governo do Rio.

Em 2017, o Regime de Recuperação Fiscal suspendeu o pagamento de dívidas do Rio com a União pelo prazo de três anos e deveria ter sido prorrogado pelo mesmo período, em setembro do ano passado. No entanto, o Ministério da Economia se opôs à renovação automática contratual prevista, alegando que o Rio teria descumprido cláusulas do contrato.

O impasse foi temporariamente resolvido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que impediu o governo federal de retirar o Rio do RRF pelo prazo de seis meses, ou seja, até fevereiro deste ano.

Em janeiro deste ano, o Ministério da Economia alterou as regras do RRF, alongando as dívidas dos estados com a União por até nove anos desde que se comprometam a não dar reajustes e a não contratar servidores em todas áreas, inclusive as consideradas essenciais como Educação e Segurança. Regras absolutamente inexequíveis que, se cumpridas, implodiriam a administração pública do estado.

REPRODUÇÃO: REVISTA FORUM

24/03/2021

07:50

Cármen Lúcia muda voto, e 2ª Turma do STF declara que Moro foi parcial ao condenar Lula

Por 3 votos a 2, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal declarou em julgamento nesta terça-feira (23) que o ex-juiz federal Sergio Moro agiu com parcialidade ao condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do triplex do Guarujá.

A sentença que condenou Lula segue anulada por outra decisão, determinada pelo ministro Edson Fachin, que apontou a incompetência da Justiça Federal do Paraná para analisar os processos do petista e tornou sem efeito as condenações pela Operação Lava Jato de Curitiba.

Com a decisão desta terça, a Segunda Turma anulou todo o processo do triplex, que precisará ser retomado da estaca zero pelos investigadores.

A decisão resultou do julgamento pela turma de uma ação impetrada em 2018 pela defesa de Lula.

A maioria a favor da ação do ex-presidente foi formada com a mudança de voto da ministra Cármen Lúcia. Em 2018, quando o julgamento se iniciou, ela tinha rejeitado a ação, mas agora seguiu o entendimento dos colegas Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

Cármen Lúcia entendeu que novos elementos mostraram que a atuação de Moro não foi imparcial, favoreceu a acusação e, portanto, segundo avaliação da ministra, houve um julgamento irregular.

A suspeição não é automática para outros processos de Lula — a defesa terá, por exemplo, que questionar os outros casos na Justiça. Moro não foi o autor da condenação de Lula no caso do sítio de Atibaia, mas recebeu a denúncia e transformou o petista em réu nesse caso.

Para o relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, a suspeição de Moro tem efeitos que vão além do caso de Lula e abre brecha para que advogados de condenados na Lava Jato questionem na Justiça a conduta do ex-juiz e apontem outras sentenças como ilegais.

O voto da ministra

Cármen Lúcia justificou que novos elementos juntados ao processo permitiram uma nova análise sobre os fatos levantados pela defesa de Lula que apontavam uma conduta irregular do juiz na sentença.

De acordo com a ministra, ninguém deve ser perseguido por um juiz ou tribunal nem condenado por determinado voluntarismo.

Segundo ela, há elementos de que houve uma “confusão” entre o juiz e o Ministério Público, que é o órgão acusador.

Cármen Lúcia afirmou que não estava considerando diálogos obtidos por hackers que demonstrariam uma ação combinada entre o juiz Sergio Moro e procuradores da Operação Lava Jato e afirmou que reconhecer a parcialidade de Moro na condenação de Lula não significa que isso terá impacto em outros casos da Operação Lava Jato.

“Tenho para mim que estamos julgando um habeas corpus de um paciente [Lula] que comprovou estar numa situação específica. Não acho que o procedimento se estenda a quem quer que seja, que a imparcialidade se estenda a quem quer que seja ou atinja outros procedimentos. Porque aqui estou tomando em consideração algo que foi comprovado pelo impetrante relativo a este paciente, nesta condição”, disse a ministra.

Segundo ela, “essa peculiar e exclusiva situação do paciente neste habeas corpus faz com que eu me atenha a este julgamento, a esta singular condição demonstrada relativamente ao comportamento do juiz processante em relação a este paciente”.

“Não estou portanto fazendo algum tipo de referência à Operação Lava Jato, mas sobre um paciente julgado e que demonstra que, em relação a ele houve comportamentos inadequados e que suscitam portanto a parcialidade”, afirmou a ministra.

Nunes Marques

Antes de Cármen Lúcia, votou o ministro Nunes Marques, que, no último dia 3, interrompeu o julgamento ao pedir vista (mais tempo para analisar o processo).

Marques rejeitou a ação de Lula, o que, naquele momento, formou um placar de 3 a 2 contra a declaração de suspeição de Moro. Com a mudança de voto, Cármen Lúcia alterou o resultado, com 3 a 2 a favor do acolhimento da ação de Lula.

Nunes Marques considerou que os fatos colocados pela defesa de Lula foram “enfrentados” pela Justiça e que não cabia reanalisá-los.

Segundo ele, os pontos relacionados como argumentos na ação — “condução coercitiva, quebra de sigilo, divulgação dos áudios, teor de informações prestadas ao STF pelo magistrado, fundamentos declinados por ocasião do recebimento da denúncia, postura do magistrado, obras literárias tendo como tema Operação Lava Jato, participação de magistrado em eventos políticos, pré-disposição em condenar do magistrado, considerações do magistrado em artigo acadêmico” — já foram apreciados pela Justiça.

Para Nunes Marques, é preciso ter provas para se declarar uma suspeição.

“No meu entendimento, todos esses fatos já foram objeto de análise em todas as instâncias do Poder Judiciário. É inviável a reanálise de três fundamentos nesta via eleita. Na hipótese de suspeição, é preciso provas.”

No voto, Marques comentou as manifestações de Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski a respeito de diálogos obtidos por hackers que demonstrariam uma ação combinada entre o juiz Sergio Moro e procuradores da Operação Lava Jato.

“Se o hackeamento fosse tolerado, mesmo que para a defesa, ninguém estaria seguro de sua intimidade, de seus bens, de sua liberdade. No caso em exame, as provas são materiais obtidos por hackers. Tenho que são absolutamente inaceitáveis tais provas, por serem frutos diretamente de crimes. Entender de forma diversa seria uma forma transversa de legalizar a atividade hacker no Brasil.”

Gilmar Mendes

Após o voto de Nunes Marques, o ministro Gilmar Mendes pediu a palavra, contestou os principais pontos colocados pelo colega e voltou a defender que houve parcialidade de Moro.

Mendes discordou das questões processuais apontadas por Nunes Marques, pegou pontos da defesa e aprofundou trechos do voto que já havia apresentado. Ele afirmou que não se pode permitir uma combinação entre juiz e o ministério público.

Mendes disse que habeas corpus pode ser usado para declarar ilegalidade em qualquer julgamento, citou que houve irregularidades no processo como a condução coercitiva, a interceptação do escritório da defesa do ex-presidente. e citou nominalmente Nunes Marques várias vezes.

Mendes afirmou ainda que independente do resultado do julgamento o caso já representou a desmoralização da Justiça.

“Não se trata de ficar brincando de não conhecer de habeas corpus. É muito fácil não conhecer de um habeas corpus. Atrás, muitas vezes, da técnica de não conhecimento de habeas corpus, se esconde um covarde. E Rui falava: ‘O bom ladrão salvou-se, mas não há salvação para o juiz covarde’”, afirmou.

O ministro reforçou que julgou com as provas do processo. “Caráter seletivo e manipulado dos vazamentos não apaga os registros de quando [Moro] virou herói nacional. Tomou como sinal de apoio protestos pela prisão de Lula. Encerro reafirmando meu voto e destacando que em nenhum momento – e disse isso claramente – não vou usar as informações de hackers para falar deste caso. Não me façam nenhuma injustiça. Agora, acho que esses fatos são historicamente relevantes”, declarou.

REPRODUÇÃO: G1

19/03/2021

08:27

A FARSA DA OPERAÇÃO CHEQUINHO - PARTE 8

A delegada é clara"o juizo prevento era da 75 zona eleitoral.mas os delegados e o promotor disseram que pela 100 zona eleitoral estavam todos engajados.
Ou seja,escolheram os juizes,os delegados e o promotor.
Fraude escancarada.
Compartilhe esses videos para que seja feita justiça.

17/03/2021

23:05

A FARSA DA OPERAÇÃO CHEQUINHO - PARTE 7

Delegada confessa que violou normativa interna para direcionar a investigação para o delegado Paulo Cassiano, a pedido do Promotor e do Delegado Marco Aurélio.
TUDO COMBINADO.
Ela depois se arrependeu.