Visitantes online : 1531 sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
08/01/2017 13:04
Reprodução da Veja
Reprodução da Veja


Não é preciso ser psicólogo para analisar uma das faces do comportamento da mulher de Eduardo Cunha. Toda a ostentação e exibicionismo nas redes sociais, o desfile de joias, sapatos, vestidos, cenários de contos de fada, os hotéis mais suntuosos e caros do mundo, isso revela a certeza da impunidade. Ninguém ostenta tanto, revelando uma vida de milionária, sabendo que o dinheiro vem de propinas, de corrupção, se não tiver a convicção - errada, como se vê hoje - de que nada lhe acontecerá. Ela achava que por Eduardo Cunha ser o presidente da Câmara dos Deputados era inalcançável, ninguém teria coragem de mexer com ele. Agora está nas mãos de Sérgio Moro, apavorada com a possibilidade de ser condenada e ir para a prisão fazer companhia a Adriana Ancelmo.

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08/01/2017 11:20
Reprodução do blog de Lauro Jardim, do Globo
Reprodução do blog de Lauro Jardim, do Globo


Surpresa seria se os registros de contabilidade dos operadores financeiros de Sérgio Cabral não incluíssem os nomes de Pezão e do filho do ex-governador, o atual secretário estadual de Esportes, Marco Antônio Cabral. E me permitam discordar da avaliação de que os registros "isoladamente não indicam prova de nada". Ora, como não? Se constam repasses de dinheiro, é claro que isso é prova. No caso de Pezão quem sabe de tudo é Hudson Braga, o Braguinha, que era o seu "homem da mala". Braguinha, que está negociando delação premiada, motivo de briga feia com Cabral, na cela de Bangu 8, é que sabe o caminho das pedra, ou melhor, o caminho do dinheiro de Pezão. Já o caso de Marco Antônio Cabral era com Carlos Emanuel Miranda, o Avestruz, que a Operação Calicute descobriu que bancava as despesas da família Cabral, incluindo sua primeira mulher.

E é bom não esquecer de outro filho de Cabral, João Pedro e seus 12 cavalos de raça usados em competições de polo, que é conhecido como o "esportes dos reis". Cada cavalo não custa menos de R$ 300 mil. Adivinhem de onde veio o dinheiro para a compra desses cavalos?

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07/01/2017 16:24
Reprodução do blog Extra, Extra!
Reprodução do blog Extra, Extra!


A jornalista Berenice Seara, do jornal Extra, retrata hoje em sua coluna o lamentável comportamento do prefeito provisório de Campos, Rafael Diniz, que para obter votos para eleger o presidente da Câmara de Vereadores ofereceu 120 vagas de emprego para cada vereador, além de 40 vagas em cargos de confiança e indicações para diretores de escolas municipais.

É um retrocesso, mas...

Tem gente que se vende barato mesmo.

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07/01/2017 11:16


As páginas na internet do Governo do Estado, da subsecretaria de Comunicação e de vários órgãos e serviços, como o Rio Poupa Tempo estão fora do ar. Somente os sites de algumas secretarias que são administradas por empresas privadas estão funcionando. Tudo o que é administrado pelo Proderj saiu do ar. Aliás podemos dizer que na prática o governo Pezão já está off line há muito tempo. Nada funciona no Estado, cada vez mais categorias estão fazendo greve, ninguém comanda nada, nem Pezão, esse está fora do ar e de si completamente, não sabe nem o que fazer. Para piorar é cercado por incompetentes e despreparados, pouca gente se salva nesse governo. Não tem mais autoridade nem condições morais para permanecer no cargo. A bagunça administrativa é tão grande que há dois meses a Secretaria da Casa Civil, que assumiu as funções também da extinta Secretaria de Governo, responsável pela política está entregue a um interino porque Pezão não arruma alguém para o cargo, nem o filho de Jorge Picciani quis segurar esse pepino. A situação segue de mal a muito pior.

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07/01/2017 09:35
Reprodução da Veja
Reprodução da Veja


O presidente Michel Temer demorou quatro dias a se manifestar sobre o massacre que matou 66 detentos do presídio de Manaus. E quando falou do problema classificou como "acidente pavoroso", o que gerou ainda mais críticas. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes negou ter recebido pedido de ajuda da governadora de Roraima, mas acabou desmentido com a divulgação de ofício recebido em novembro alertando para o risco de rebelião. No presídio de Boa Vista foram 33 executados, com cabeças cortadas e até corações arrancados do corpo. E o Secretário Nacional da Juventude, líder da Juventude do PMDB, Bruno Júlio defendeu um chacina por semana, para ele a solução é matar mais presos. Bem, esse "perdeu a cabeça" depois da declaração insensata. E agora dizem que a cabeça do ministro da Justiça também pode rolar. O fato é que em matéria de gestão de crise o governo Temer ficou muito mal na fita.

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06/01/2017 17:42


Como se não bastassem as cabeças cortadas no estilo Estado Islâmico, como aconteceu no presídio de Manaus, na rebelião desta madrugada em Boa Vista, em Roraima, a vingança do PCC teve mais requintes de crueldade. Além de cabeças cortadas corações foram arrancados, tudo filmado e enviado para grupos de WhatsApp. Essa barbárie está sendo noticiada no mundo inteiro. Policiais que atuam no setor de Inteligência temem que a partir de agora essas práticas sejam adotadas em guerras pelo controle de comunidades do Rio de Janeiro. A situação é preocupante.

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06/01/2017 16:33
Reprodução do Diário do Poder
Reprodução do Diário do Poder


Essa ação de Eduardo Cunha no STF para anular sua cassação e reaver o mandato não tem a menor chance prosperar. É jogo perdido antes de entrar em campo. Porém há quem diga o mesmo não pode ser dito sobre o pedido de habeas corpus que o mesmo Supremo julgará no próximo dia 8 de fevereiro. Cunha tem mandado através de sua mulher recados claros ao Palácio do Planalto. Se não conseguir o habeas corpus vai aderir à delação premiada. O objetivo é fazer Temer e seus principais homens de confiança pressionarem ministros do STF, usando a história de que uma delação de Cunha pode criar uma crise institucional. Se vai conseguir ou não o habeas corpus só vamos saber no dia 8 de fevereiro.

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06/01/2017 15:10
Manchete de O Dia
Manchete de O Dia


Pezão usou 54 vezes o helicóptero do Estado em 2016. A farra aérea custou R$ 7,7 milhões, incluindo as despesas com manutenção. Repete a prática de Cabral e usa a mesma desculpa de que é "questão de segurança". Quanto aos voos em jatinhos não há informações de quantos voos fez em 2016. Mas na última semana de 2016 renovou o contrato com a Líder Táxi Aéreo, que vai custar R$ 1,1 milhão este ano. Mas para os servidores nunca tem dinheiro. Vai acabar "voando" para o mesmo destino do seu mentor, Cabral.

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06/01/2017 13:54
Reprodução do Radar online, da Veja
Reprodução do Radar online, da Veja


O que o Palácio do Planalto precisa entender é que não adianta gastar R$ 208 milhões ou quanto seja mais quando não se tem "produto" bom para "vender" à população. Vejam o caso do Rio de Janeiro. Cabral e Beltrame montaram a farsa da pacificação. Esse "produto" servia para campanhas publicitárias. Mas no caso de Temer não existe - pelo menos hoje - um "produto" bom para a propaganda, mesmo forçando a barra. Por isso o governo vai jogar dinheiro fora. Enquanto a crise econômica e, acima de tudo, o desemprego não cederem não há propaganda que mude o quadro de reprovação de Temer.

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06/01/2017 12:29
Reprodução do blog de Lauro Jardim, do Globo
Reprodução do blog de Lauro Jardim, do Globo


Essa notícia não me surpreende. É normal quando o dinheiro entra fácil reina a paz e a concórdia dentro de uma quadrilha. Porém quando a "vaca vai para o brejo" aí o negócio começa a ficar feio. É o que está acontecendo em Bangu 8 entre Cabral e Braguinha. Agora é cada um por si, e Braguinha já sentiu que ou fala e faz a delação premiada ou passará vários anos atrás da grades. É aí que entra Pezão. Uma delação premiada de Hudson Braga será a pá de cal para o governador Pezão.

Aliás, soube por um político com muito bom trânsito no Palácio Guanabara, que Pezão, por conta da calamidade nas finanças do Estado e dos seus problemas de saúde, até admite que renunciar ao cargo não seria mau negócio, o problema é que não pode perder o foro privilegiado. Por isso vai se agarrar ao cargo o máximo que puder. Ainda mais se Braguinha abrir o bico.

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06/01/2017 08:52
As viagens de Cabral e a república do faz-de-conta


Continuam sendo um mistério para a opinião pública as farras do ex-governador Sérgio Cabral fora do país. Mais uma vez numa tentativa de desvendar o enigma, o jornal Folha de S. Paulo afirma em sua edição de hoje que o ex-governador do Rio fez 24 viagens internacionais de turismo, que correspondem a 126 dias fora do país. Somados aos compromissos oficiais no exterior foram ao menos 343 dias fora do Brasil. Posso afirmar categoricamente que esse número está errado. Faço essa afirmação com base nas sucessivas negativas de fornecer os dados por parte do governo estadual, solicitados pela minha filha Clarissa Garotinho, na época deputada estadual, e também na surpreendente negativa de fornecer as informações pelo governo federal, que era aliado de Cabral. Com base na Lei de Acesso à Informação cheguei a protocolar ofícios na Polícia Federal, no Ministério da Justiça, na Infraero e em outros órgãos, que sucessivamente alegavam não poder fornecer a informação por questões de sigilo, pois a maioria das viagens era de caráter pessoal.

Para que vocês tenham uma idéia, a maioria das viagens de Cabral ao exterior não foi feita para nenhum dos locais apontados na matéria de hoje, Londres e Paris, e sim para Miami. Era quase um hábito do ex-governador sair do país na sexta-feira à tarde no jatinho do seu amigo e sócio Arthur Cesar de Menezes Soares Filho, o Rei Arthur, à época dono do grupo Facility, passar os finais de semana hospedada na mansão dele em Miami, e de lá quando era necessário fazer vôos para outros destinos fora dos Estados Unidos. Naquela época a informação que me foi passada é que esse fato se repetiu tantas vezes, sem autorização do Legislativo, que a entrega dos dados corretos levaria à perda do mandato por parte de Cabral, já que a Constituição Estadual veda a ausência do mandatário número um do Estado sem que a ALERJ seja comunicada.

Para se resguardar, a Folha de S. Paulo diz que o sistema não mostrou todas as entradas e saídas de Cabral e Adriana Ancelmo do país, afirma também que em outros casos apenas uma passagem pelo controle da Polícia Federal foi listada, e estipula um número de dias para cada uma dessas viagens. O jornal considerou três dias em média.

Vamos aos fatos. O número de viagens está errado, os destinos preferenciais também e, convenhamos, que alguém sair do país sem passar pelo crivo da Polícia Federal no sistema de tráfego aéreo internacional é quase impossível. Só se Cabral dispunha de algum privilégio dentro da estrutura da PF, o que não acredito ser verdade pois em um dos pedidos de informação feitos por mim o então ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo demonstrou ter os dados e ter recebido a orientação para não repassá-los. Repito trecho do diálogo que travamos em seu gabinete no Ministério da Justiça.

Ministro: Tem viagens de caráter pessoal, não posso fornecer isso.

Garotinho: Ministro, é meu direito como cidadão e parlamentar ter direito a essa informação, é o que a lei garante.

Ministro: Sim, mas a lei também protege as viagens que estão fora dos compromissos oficiais nos períodos em que ele se licenciou, estava de férias.

Garotinho: O senhor sabe que a Constituição do Estado não permite ausência do país de uma autoridade sem comunicação prévia à Assembléia Legislativa. É disso que eu quero tratar.

Ministro: Mas a fiscalização dos atos do governador compete à Assembléia Legislativa, você é deputado federal, Garotinho.

Garotinho: Ministro Cardozo, minha filha como deputada estadual tentou obter as informações por meio da Assembléia Legislativa e da Justiça Estadual. Não conseguiu, eles afirmaram que essa é uma competência de órgãos federais, e principalmente do seu ministério, à qual a Polícia Federal está subordinada.

Ministro: Deputado, sinto muito, mas não posso lhe fornecer as informações. A lei que o senhor cita, assinada pela presidente (Lei de Acesso à Informação) garante o sigilo de informações pessoais.

Garotinho: Mas ministro, um governador que sai do estado, no exercício do cargo, para passar finais de semana em aviões de empresários sem comunicar a ninguém, é crime. O senhor é um grande jurista, sabe disso melhor do que eu. Além disso, não estou pedindo que seja revelada nenhuma viagem do Cabral quando estava de férias, essas podem ser expurgadas. O que necessito são as viagens rotineiras que ele fez no exercício do cargo, sem comunicar a Assembléia, cometendo portanto crime, passível da perda dos seu mandato.

Ministro: Sinto muito, deputado Garotinho, mas o meu entendimento é que não podemos fornecer essas informações.

Agradeci e saí da audiência convicto que os crimes que Cabral havia cometido, em alguns casos não estava sozinho. Não me perguntem porquê, mas o ministro estava extremamente desconfortável para dar a negativa. Minhas perguntas foram as seguintes:

1 - Quais as datas o senhor Sérgio Cabral de Oliveira Filho se ausentou do país?

2 – Quanto tempo permaneceu fora em cada uma dessas viagens?

3 – Se foi em avião comercial ou aeronave particular? Se foi avião de carreira, informar a companhia aérea e o destino. Se foi aeronave particular, informar o prefixo, o proprietário, o destino e os acompanhantes.

Esses dados estão todos nos Sistema de Emigração da Polícia Federal. Não foram fornecidos à época e continuam em sigilo inexplicavelmente por dois motivos: os proprietários das aeronaves e os acompanhantes de Cabral nos voos.

Estas duas informações podem comprometer pessoas que continuam sendo intocáveis na república do faz-de-conta.

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05/01/2017 17:35
Reprodução do G1
Reprodução do G1


Está de parabéns o secretário Fernando MacDowell em não baixar a cabeça para os empresários de ônibus do Rio, acostumados com Cabral, Pezão e Paes a mandarem e desmandarem. Ganharam todo o tipo de isenções de impostos estaduais e municipais, aumentos acima da inflação, além de negociatas milionárias, e nunca cumpriram nada do que estava nos contratos. Devem estar perplexos com a postura da nova administração municipal.

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05/01/2017 16:27
Reprodução do blog de Lauro Jardim, do Globo
Reprodução do blog de Lauro Jardim, do Globo


O site Bumbet lançou apostas sobre a situação política brasileira, assim como acontece muito nos Estados Unidos e Europa. Tem duas opções:

Lula vai ser preso em 2017?

Temer continuará no cargo em 2017?

Por enquanto a maioria dos apostadores acredita que Lula não vai ser preso em 2017 e que Temer fica no cargo. Quem aposta no contrário, se acertar, vai ganhar o dobro do dinheiro apostado.

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05/01/2017 15:10


Os servidores estaduais estão protestando desde o fim da manhã em frente ao Palácio Guanabara. Gritam palavras de ordem como: "Pezão, Ladrão, Cadê nosso dinheiro?", "O Pezão comanda o bonde dos empreiteiros" e "Fora Pezão". Uma comissão quer ser recebida pelo governador, mas até agora nada, Pezão se recusa a dialogar. Mandou dizer por assessores que amanhã vai pagar a segunda parcela do salário de novembro que será de R$ 1.000, mas ninguém informa se isso vale para aposentados e pensionistas ou somente para o pessoal da ativa. Mais de 265 mil servidores ativos, inativos e pensionistas só hoje estão recebendo a primeira parcela, míseros R$ 316. Pezão não está nem aí para o drama das famílias dos servidores.

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05/01/2017 13:46
Reprodução do Estadão online
Reprodução do Estadão online


A possibilidade real da guerra entre o PCC e o Comando Vermelho chegar aos presídios do Rio de Janeiro deve estar mesmo atormentando Cabral, Adriana e seus parceiros de corrupção presos em Bangu. Na eventualidade de uma rebelião - é inegável - que Cabral ficaria vulnerável.

Mas quanto à segunda questão noticiada pelo Estadão há controvérsia. Circulam rumores de que Cabral e Adriana já teriam se encontrado.

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05/01/2017 12:28
Reprodução do Extra online
Reprodução do Extra online


Como podem ver na matéria acima, foi muito boa a reunião da secretária de Desenvolvimento, Emprego e Inovação, Clarissa Garotinho com o governo estadual. A municipalização deve seguir o contrato de concessão que foi assinado no ano passado por Rosinha Garotinho, que permitiu a reabertura do Restaurante Popular de Campos. É uma boa notícia para a população da cidade do Rio de Janeiro. E vejam como são as coisas. Eu e Rosinha abrimos os restaurantes, Pezão fechou, e agora nossa filha vai reabri-los.

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05/01/2017 08:35
Presidente do STF garante o salário dos servidores do Estado
Ministra Cármen Lúcia
Ministra Cármen Lúcia


O MP Estadual resolveu ainda que tardiamente acabar com as farras das organizações sociais. O primeiro caso foi o da Biotech. Hoje no programa Encontro Marcado, às 11 horas, no meu Facebook, daremos mais detalhes, mas o caso não é isolado e faz parte de uma rede de corrupção que tomou conta da saúde na área estadual e das prefeituras controladas pelo PMDB. O que mais chama a atenção na investigação do caso Biotech, onde os irmãos Pelegrini são acusados de desvios de R$ 48 milhões usados na compra de fazendas, carros de luxo, joias, é que não apareceu nenhuma menção ao secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, nem tão pouco ao prefeito Eduardo Paes. O MP Estadual deve achar que isso tudo foi feito sem o conhecimento dos gestores na escolha de uma organização social que não passou por processo licitatório e que geria duas grandes unidades de saúde, os hospitais Pedro II, em Santa Cruz, e Ronaldo Gazola, em Acari.

A maracutaia se estende por outras unidades da prefeitura também entregues a organizações sociais e a origem de tudo é o governo estadual sob a batuta de Sérgio Côrtes e seu incentivador e amigo Sérgio Cabral. Quanto a estes nada foi apurado nesta área. Tenho dito desde a prisão de Cabral que o setor de obras representou uma parte bem menor do que as pessoas acham no esquema de corrupção do PMDB no Rio. Outros setores renderam propinas maiores ou iguais daquelas dadas pelas empreiteiras. O setor de serviços, especialmente na contratação de mão-de-obra, a terceirização da gestão dos hospitais e UPAs, via contratação de organizações sociais, como mostrado no caso Biotech, que é miniatura perto do IABAS, conforme mostramos ontem aqui no blog, precatórios, incentivos fiscais, aluguel de viaturas, o caso mais grave é dos carros da polícia, e outras dezenas de modalidades de propina.

O Estado do Rio, sob o comando do PMDB, virou um balcão de negócios. Quem está pagando essa conta é a população e funcionalismo estadual.

Ontem a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, proibiu mais um bloqueio no valor de R$ 181 milhões, que o Governo do Estado teria que pagar de empréstimos que foram contraídos junto a bancos e ao próprio governo federal. Já é a segunda decisão esta semana e a soma das duas ultrapassa R$ 500 milhões. A presidente do STF com razão e bom senso afirmou em sua decisão que se o Estado tivesse que honrar os seus compromissos com o pagamento das dívidas que contraiu não teria dinheiro sequer para pagar a primeira parcela do salário de novembro aos funcionários. Tudo bem. Mas os irresponsáveis que levaram o Estado a esta situação de calamidade não serão punidos? Os funcionários, que são vítimas, já foram punidos pois ne sequer mais têm calendário de pagamento. Mas onde estão os gestores que contraíram tais operações? Onde estão os deputados que deveriam fiscalizar essas operações absurdas do Estado?

Durante anos, especialmente quando estava na Câmara Federal, alertava para a falência do Estado. Muitos dos que riram de mim agora choram, sem salário, sem esperança e sem futuro.

Ficam apenas três perguntas no ar: Esse dinheiro todo que o Estado está deixando de pagar aos bancos e ao governo federal será pago quando? Por quem? A que taxa de juros? Afinal de contas não existe caridade com banqueiro.

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