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quinta-feira, 4 de junho de 2020

17/05/2020

14:00

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17/05/2020

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16/05/2020

20:00

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16/05/2020

16:43

Empresa investigada por fraude em contratos com o Governo do RJ mudou de nome e de dono no último mês

O Ministério Público Federal (MP) investiga se um esquema de corrupção envolvendo laranjas foi feito para ocultar o verdadeiro dono da empresa Atrio Rio. O grupo mantém atualmente nove contratos com o governo do estado.

Os acordos da empresa com o poder executivo são mantidos desde o governo de Sérgio Cabral. Só em 2020, eles receberam R$ 129 milhões. Desse total, R$ 37 milhões foram pagos em contratos de emergência e sem licitação, com a Faetec.

De acordo com o MP, no último mês, a empresa mudou de nome e de dono, aumentando as suspeitas de ilegalidade. As investigações apontam que o verdadeiro responsável seja o empresário Mário Peixoto, preso pela Polícia Federal (PF) na última quinta-feira (14).

Peixoto era sócio do ex-deputado estadual Paulo Melo. Os dois foram presos durante a Operação Favorito, porque surgiram indícios de que o grupo do empresário estava interessado em negócios em hospitais de campanha do RJ.

Lavagem de dinheiro

De acordo com as investigações da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Refeita Federal, o grupo utiliza uma "complexa e sofisticada rede de lavagem de capitais". As autoridades acreditam que dezenas de pessoas se revezam a frente das empresas do grupo com o intuito de ocultar a figura do líder da organização criminosa. Segundo os investigadores, o principal nome do esquema é Mário Peixoto.

Laranjas

Porém, de acordo com as investigações e documentos obtidos pelo RJ2, o representante legal da Atrio Rio é Matheus Ramos Mendes.

Uma equipe do RJ2 esteve no endereço da Atrio Rio Service, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, mas Matheus não estava por lá.

- A gente queria falar com o Matheus?
- Não tem ninguém com esse nome aqui, não.
- Aqui não é a Atrio Rio?
- É, mas não tem ninguém com esse nome aqui não.
- Mas ele é o dono da empresa?
- Olha, eu não sei te dizer quem é o dono da empresa, não.

Até o final do mês de março, a Atrio Rio era formada pela MV Gestão e Consultoria, de propriedade de Vinícius Ferreira Peixoto, filho de Mário Peixoto, e pela GML Gestão de Ativos Empresariais, de Matheus Ramos Mendes. Vinícius também foi preso na última quinta-feira.

A reportagem também procurou por Matheus numa loja de motos, na Zona Oeste, e na casa dele, em Vargem Grande, mas o empresário não foi encontrado.

Mudança de nome

Depois de alguns anos sendo investigada por suspeita de desviar recursos públicos em contratos com o governo do estado, a Atrio Rio Service mudou de nome para Gaia Service Tech. No mês passado, a MV Gestão saiu da sociedade e Matheus Ramos assumiu os R$ 12 milhões em contas da MV.

Além disso, a Gaia mudou a sede e incluiu uma atividade que não existia na Atrio Rio anteriormente. Eles passaram a trabalhar com controle de endemias.

Na sede da nova empresa, os funcionários ainda não sabem da mudança no nome.

- Você conhece a Gaia?
- Não, nunca ouvi falar.

No site da empresa, a mudança de nome também parece não ter sido feita com muito cuidado. Em uma aba de apresentação da firma, ainda era possível ver o antigo nome.

Somente no terceiro endereço da empresa visitado pela reportagem, um funcionário já sabia das mudanças recentes.

- Eu preciso falar com alguém da Gaia ou da Atrio, que é a mesma coisa?
- Isso.
- A empresa mudou a razão social, né?
- Sim.

Mas no local também não foi possível encontrar o empresário Matheus Ramos.

- A gente queria encontrar o Matheus?
- O doutor Matheus não se encontra na empresa, não.

Outros envolvidos

Segundo as investigações, Alessandro Duarte e Cassiano Luiz, também presos pela PF, seriam os operadores financeiros de Mário Peixoto. Os são apontados como procuradores da conta bancária da Atrio Rio.

REPRODUÇÃO: G1

16/05/2020

14:00

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16/05/2020

08:00

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15/05/2020

22:00

Witzel investigado

O Antagonista apurou que Wilson Witzel está sendo investigado por suspeita de envolvimento nos contratos emergenciais para a compra de respiradores.

Os indícios, que surgiram no inquérito que levou à prisão o subsecretário de Saúde Gabriell Neves, foram remetidos ao STJ. A investigação é preliminar e corre em sigilo.

Ontem, o nome de Witzel apareceu lateralmente na investigação da Lava Jato que prendeu Mario Peixoto, principal fornecedor do governo do Rio.

REPRODUÇÃO: O ANTAGONISTA

15/05/2020

20:00

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15/05/2020

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15/05/2020

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14/05/2020

20:00

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14/05/2020

18:57

Casamento milionário

Foi nesse castelo Orsini-Odescalchi, em Bracciano, a 30 quilômetros de Roma, na Itália, que se casou Mário Peixoto, tendo como padrinhos, seus sócios Paulo Melo e Picciane. Aliás, foi nesse mesmo castelo que o ator Tom Cruise se casou com Katie Holmes.

Não deixem de assistir o vídeo-reportagem exclusivo, publicado no nosso blog em 2017, contando a história do casamento e dos negócios de Mário Peixoto, mais um personagem do esquema que quebrou o Rio de Janeiro, preso hoje pela Polícia Federal.

14/05/2020

16:28

Show de cobertura do SBT sobre a fraude da saúde.

14/05/2020

16:06

O Garotinho avisou...

14/05/2020

15:00

Lava Jato prende ex-deputado Paulo Melo e empresário Mário Peixoto

Mário Peixoto era empresário influente no governo de Sérgio Cabral - Foto: Reprodução
Mário Peixoto era empresário influente no governo de Sérgio Cabral - Foto: Reprodução
Em mais uma etapa da Lava Jato no RJ, a Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (14), o ex-deputado estadual Paulo Melo, o empresário Mário Peixoto e outras três pessoas.

Peixoto e Melo, que já foram sócios, acabaram presos nesta Operação Favorito porque surgiram indícios de que o grupo do empresário estava interessado em negócios em hospitais de campanha.

O alvo seriam as unidades montadas pelo estado - com dinheiro público - no Maracanã, São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Campos e Casimiro de Abreu.

"Surgiram provas de que a organização criminosa persiste nas práticas delituosas, inclusive se valendo da situação de calamidade ocasionada pela pandemia do coronavírus, que autoriza contratações emergenciais e sem licitação, para obter contratos milionários de forma ilícita com o poder público", afirmou a PF.

A PF afirma que o grupo pagou ainda vantagens indevidas a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) -- atualmente afastados, deputados estaduais e outros agentes públicos.

O parlamentar, ex-presidente da Alerj, já tinha sido preso em uma etapa anterior da Lava Jato no RJ. Nesta quinta, ele foi detido em uma casa no bairro Porto Novo, em Saquarema, na região dos Lagos.

Peixoto é dono de empresas que celebraram diversos contratos, como o de fornecimento de mão de obra terceirizada, com os governos estadual -- desde a gestão de Sérgio Cabral, cresceu durante o governo de Luiz Fernando Pezão e presta serviços ao governo de Wilson Witzel -- e está em unidades do governo federal.

O ex-sócio de Paulo Melo estava em Angra dos Reis, na Costa Verde. A casa dele fica em um condomínio de luxo em Mombaça.

Em outros endereços com mandados de busca, a PF encontrou dinheiro em espécie -- como R$ 21 mil em uma casa no Méier, na Zona Norte do Rio.

Segundo a PF, o nome da operação tem relação com o tempo de relacionamento do empresário com a administração pública -- "ou seja, pelo menos 10 anos sendo o 'favorito'".

O advogado de Mario Peixoto não se apresentou à PF até o momento para acompanhar o seu cliente. O advogado Flavio Mirza, que defende o ex-deputado Paulo Melo, está estudando o inquérito, para ver quais medidas tomará.

Planilhas levantaram suspeitas

Os mandados, incluindo 42 de busca e apreensão, foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do RJ, "em razão dos indícios da prática dos crimes de lavagem de capital, organização criminosa, corrupção, peculato e evasão de divisas".


Equipes também estão em endereços em Minas Gerais.

Os investigadores da Lava Jato fizeram interceptações, com autorização da Justiça, e descobriram que pessoas ligadas a Peixoto trocaram informações sobre compras e aquisições dos hospitais de campanha para enfrentar a pandemia de Covid-19 no Rio de Janeiro. O contrato foi vencido pela Organização Social Iabas.

Segundo a PF, "o grupo criminoso alavancou seus negócios com contratações públicas realizadas por meio das suas inúmeras pessoas jurídicas".

Os investigadores afirmam que cooperativas de trabalho e organizações sociais foram, na maioria, "constituídas em nome de interpostas pessoas [laranjas, a fim de permitir a lavagem dos recursos públicos desviados e disfarçar o repasse de valores para agentes públicos envolvidos".

Mário Peixoto foi delatado por Jonas Lopes Neto, filho do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Jonas Lopes. Neto afirmou que Peixoto pagou uma mesada de R$ 200 mil para o TCE entre 2012 e 2013.

Em março do ano passado, Paulo Melo foi condenado a 12 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e organização criminosa. Ele ficou preso até março deste ano, quando deixou a cadeia para cumprir prisão domiciliar.

Onde Peixoto atua

A empresa da família de Peixoto fornece serviço de limpeza e motoristas para diferentes secretarias no governo do RJ.

No governo federal, a empresa tem maqueiros e ascensoristas que atua no Hospital Geral de Bonsucesso.

A investigação aponta que os atos de lavagem de capitais também ocorrem no exterior, por meio da constituição de empresas e contas bancárias não declaradas à Receita. O grupo também adquiriu imóveis em Miami, nos Estados Unidos.

REPRODUÇÃO: G1

14/05/2020

14:00

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