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domingo, 30 de abril de 2017

11/04/2017

16:55

O "super" Beltrame não viu nada da roubalheira do governo Cabral

Durante os quase 10 anos em que esteve à frente da Secretaria de Segurança Pública, José Mariano Beltrame foi - com exceção do último ano (2016) - aplaudido quase unanimemente pela mídia. Primeiro pela pacificação que não houve, e depois por ser um exemplo de secretário com formação em "inteligência policial". A farsa da pacificação caiu por terra primeiro. E a partir da Operação Calicute, que prendeu Cabral e os primeiros integrantes de sua quadrilha, ficou claro que Beltrame em matéria de "inteligência policial" também foi uma negação. Nada que surpreenda os leitores do blog, que devem lembrar que revelei aqui, que Beltrame foi reprovado no concurso para delegado federal (ficou na nada honrosa 896ª colocação). Mas impressiona que, como afirmou hoje o procurador da força-tarefa do MPF no Rio, Eduardo El Hage, "o governador Cabral roubou dos cofres públicos em todas as áreas" e Beltrame não viu nada. Até seus filhos pegavam emprestada a lancha de R$ 5,3 milhões de Cabral, mas o ex-"xerife" diz que nunca percebeu nada errado na vida de luxo do seu então chefe. Aliás, morava de favor no apartamento de um "laranja" de Cabral, Paulo Magalhães Pinto, mas também diz que não sabia do envolvimento dele.

Bem, deixo para vocês a escolha. Ou Beltrame é o Mr. Magoo, aquele personagem de desenho animado que não enxergava nada, ou o atrapalhado inspetor Clouseau, das Aventuras da Pantera Cor de Rosa.

Gozação à parte, Beltrame ainda tem que explicar, entre outras coisas, o caso do superfaturamento milionário no aluguel das viaturas da PM à empresa Júlio Simões, caso em que é réu por improbidade em processo que corre na 7ª Vara de Fazenda Pública do Rio.

11/04/2017

14:11

Roubalheira na saúde pode ter chegado a R$ 300 milhões por ano

Reprodução do Globo
Reprodução do Globo

Na área de obras a quadrilha de Sérgio Cabral roubava 7% dos contratos, 5% ia para governador, 1% era a "taxa de oxigênio" cobrada por Braguinha, o "homem da mala" de Pezão, e 1% era dividido pelos conselheiros do TCE. Mas na saúde a roubalheira tomava 10% dos contratos. Eram 5% para Cabral, 2% para Sérgio Côrtes, 1% para Cesar Romero (subsecretário que delatou), 1% para o TCE, e 1% para "manutenção do esquema". Segundo Cesar Romero, a roubalheira atingia R$ 300 milhões por ano.

Aliás, já disse aqui inúmeras vezes, que ainda falta muita gente em Bangu. Hoje foi Côrtes, mas ainda falta Regis Fichtner e muitos outros.

Prestem atenção no que disse o procurador Eduardo El Hage, coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Rio: "O governador Cabral roubou dos cofres públicos em todas as áreas. Até o fim do ano vamos mostrar isso". É exatamente o que venho sustentando há vários anos.

Aliás, abaixo desta postagem vou relembrar alguns esquemas de Sérgio Côrtes denunciados aqui no blog.

11/04/2017

14:10

Todos os esquemas de Sérgio Côrtes

Cliquem no link abaixo e vocês poderão ver mais de 10 denúncias exclusivas do nosso blog, que vêm desde 2008, com diversos esquemas de corrupção comandados por Sérgio Côrtes. Tudo isso foi incluído na "queixa-crime" que entreguei à Procuradoria Geral da República no ano passado. Por isso que sempre disse que estava demorando a prenderem Sérgio Côrtes. Uma pessoa com o passado que vocês poderão constatar não podia permanecer impune. Aliás, seu irmão, Nelson Côrtes, deve ser o próximo a ser preso, afinal comandou a "lavanderia" que escondeu o dinheiro roubado pela corrupção.

Clique aqui e conheça os esquemas de corrupção de Sérgio Cortes

11/04/2017

11:58

Encontro Marcado com Garotinho (Terça - 11/04)

11/04/2017

08:56

Fala Garotinho - 11 de abril de 2017

11/04/2017

07:54

Demorou, mas finalmente Sérgio Côrtes vai preso

Sérgio Côrtes com Fernando Cavendish e Wilson Carlos numa farra da Gangue dos Guardanapos
Sérgio Côrtes com Fernando Cavendish e Wilson Carlos numa farra da Gangue dos Guardanapos

Um dos mais ilustres integrantes da Gangue dos Guardanapos, a quadrilha de Sérgio Cabral que assaltou o Estado, foi preso nesta manhã, numa operação da Polícia Federal denominada “Fatura Exposta”. Faz muitos anos que estamos denunciando ele, e inclusive o delator dele, Cesar Romero, seu cunhado, que foi seu subsecretário, e afastado após uma operação do escândalo da Toesa, também adiantado pelo nosso blog.

Algumas coisas me chamaram a atenção nos números divulgados até agora. Falam em desvio de R$ 37 milhões. Isso é brincadeira. Só se for por mês. A quadrilha de Sérgio Côrtes movimentou centenas de milhões no Brasil e no exterior. Ele foi preso na cobertura da Lagoa, cuja imagem foi revelada em primeira mão no nosso blog, que ele comprou subdeclarada por R$ 1,3 milhão, em dinheiro vivo.

A outra situação não citada na operação até agora é que quem devia ter sido preso hoje também, mais uma vez, era Fernando Cavendish. Foi ele que construiu o novo prédio do INTO (Instituto de Tramauto-Ortopedia), no antigo Jornal do Brasil, onde superfaturamento foi imenso. Também não ouvi falar nada das empresas fantasmas e dos laranjas criados por Nelson Côrtes, irmão do ex-secretário de Cabral, que “funcionavam” num sobrado abandonado na rua do Alho, no Centro do Rio, e que movimentaram milhões de reais para fundos no exterior. Durante o dia de hoje vamos falar mais sobre os diversos casos de corrupção envolvendo Sérgio Côrtes no Rio, em outros estados e paraísos fiscais, tudo revelado em primeira mão pelo nosso blog há anos.

Em tempo: As emissoras de televisão que estão usando as imagens de Sérgio Côrtes com o guardanapo da cabeça bem que podiam dar o crédito ao Blog do Garotinho, que foi quem revelou tudo ao Brasil.

10/04/2017

18:04

Cabral se sente injustiçado, mas desta vez tem razão

Reprodução da Época online
Reprodução da Época online

Há dez dias noticiei aqui no blog a reação apoplética de Sérgio Cabral ao receber a confirmação de que foi traído por Regis Fichtner, seu ex-chefe da Casa Civil, que acompanha desde a época de deputado estadual. Disse eu: 'Tomado de ira, entre outras palavras, referiu-se a Regis Fichtner como “ladrão fdp”, “mau caráter”, “traíra”. Disse mais: “agora vou f... todo o esquema dele e da família com a Justiça do Rio”.'

Cabral desta vez tem razão em se indignar com a "vida serena" que Fichtner está levando. Ora, seu ex-secretário é peça central do esquema de corrupção, por que ele está solto e Cabral e outros presos? Aliás, o ex-governador, hóspede de Bangu 8, também se queixa que outro integrante do grupo que saqueou os cofres estaduais também está levando boa vida. Fernando Cavendish, da Delta, parceiro de farras em Paris com a Gangue dos Guardanapos ainda não fechou acordo de delação premiada, mas está em prisão domiciliar, com tornozeleira, de frente para o mar do Leblon. Enquanto isso Cabral segue em Bangu, só não pode se queixar do calor do bairro porque passa quase o tempo todo no ar condicionada da biblioteca. E ninguém dá um basta nos privilégios.

10/04/2017

16:27

Colocar Moreira Franco como interventor é trocar seis por meia-dúzia

Reprodução do Globo online
Reprodução do Globo online

No final de semana, o ministro da Secretaria de Governo, Moreira Franco, falando pelo presidente Michel Temer, descartou a possibilidade de uma intervenção federal no Rio de Janeiro. O governo vai continuar fingindo que o Rio de Janeiro pode suportar a crise cada vez mais grave.

Mas o que me chocou foi que o presidente da ALERJ, Jorge Picciani chegou a sugerir o nome de Moreira Franco para ser o possível interventor do Rio, depois disse que era brincadeira, mas alguns deputados da bancada federal do PMDB do Rio se animaram com a ideia.

Será que ninguém mais lembra do que foi o governo Moreira Franco? Muitos não lembram, mas Moreira foi o governador do Rio de 1986 a 1990, uma tragédia, que evidentemente não chegou perto da calamidade provocada por Cabral e Pezão, mas ainda sim um fiasco. O Rio de Janeiro não merece um castigo desses, caso haja intervenção. Já imaginaram sair Pezão e entrar Moreira, e o PMDB continuar com a chave do cofre? Meu Deus, ninguém merece!

10/04/2017

15:08

Fila das delações na porta do MPF no Rio

Reprodução do blog Extra, Extra!
Reprodução do blog Extra, Extra!

Pelo jeito que as coisas andam os procuradores do MPF no Rio já devem estar realizando um processo de seleção entre os inúmeros candidatos a delação premiada. Primeiro foi a prisão de Sérgio Cabral que acendeu a luz de alerta entre os empresários que participaram de negociatas com o governo estadual. Até aquela data nenhum empresário imaginou que corresse risco, afinal a impunidade reinava no Rio de Janeiro. Depois veio a prisão de Eike Batista, um mega empresário, que todos consideravam inalcançável. Aí os primeiros empresários começaram a procurar, por iniciativa própria, o MP para evitar problemas mais adiante. E finalmente veio a Operação O Quinto do Ouro, que levou presos cinco conselheiros do TCE e Jorge Picciani, o todo-poderoso presidente da ALERJ, foi levado coercitivamente para depor. Aí bateu o desespero. Por isso a fila de candidatos à delação não para de crescer. Aliás, pela quantidade de informações que o MPF e a PF vêm recebendo já estão garantidas várias etapas em desdobramento à Operação Calicute, que prendeu Cabral.

10/04/2017

13:22

Rodrigo Maia tenta enganar os bispos

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), que representa a Igreja Católica, quer que os padres alertem nas missas que a reforma previdenciária do governo Temer vai provocar mais "exclusão social". E não é que foi o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) quem pulou na frente para defender Temer. Bem, ele tem o direito de defender quem quiser ou que quiser, aliás, sua subserviência ao Palácio do Planalto é de longe a maior vista em muitos anos e vários presidentes da Casa. Mas tentar enganar a CNBB com um discurso vazio de que exclusão social acontecerá é se a reforma da Previdência não for aprovada, e que a aprovação vai gerar empregos, queda da inflação e crescimento do país, acho que está achando que é um espertalhão.

10/04/2017

11:54

Encontro Marcado com Garotinho - 10 de Abril


10/04/2017

10:28

Cunha e as ameaças de delação premiada

Reprodução do Brasil 247
Reprodução do Brasil 247

Na Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha era mestre em pressionar empresários, usando requerimentos nas comissões, inclusive alguns assinados por deputados próximos, como foi o caso da ex-deputada Solange Almeida (PMDB-RJ). Os empresários sentiam-se ameaçados e faziam "doações" em dinheiro para Eduardo Cunha. A Lava Jato já comprovou essa tática. Agora preso, Cunha usa como "ameaça" a possível delação premiada, que até agora está só na retórica, só na possibilidade. Já usou isso para acuar o Palácio do Planalto e obter vantagens, como alguns cargos importantes, até a nomeação do ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB-PR). Agora usa interlocutores para dizer que pode fazer delação entregando esquemas de grande empresários.

Bem, vocês sabem que quando eu acuso, eu provo. Não posso afirmar o que está por trás dessa nova ameaça porque não tenho provas. Mas é uma coincidência que o novo "recado" de Cunha mirando empresários aconteça justamente quando sua filha - segundo foi publicado na imprensa, está "passando a sacolinha" e pedindo a deputados que o pai ajudou para contribuírem financeiramente para os gastos da família, que está com o dinheiro bloqueado e estaria - segundo ela - com dificuldades para pagar suas despesas, que aqui entre nós, não são baratas, basta ver os gastos de Cláudia Cruz e dos filhos em lojas de grife.

10/04/2017

09:00

Fala Garotinho - 10 de abril de 2017



10/04/2017

08:00

Cabral foi um grande defensor do Rio

Reprodução do UOL
Reprodução do UOL

A desfaçatez de Pezão vai além do impensável. Nos depoimentos que deu na semana passada à Justiça Federal do Rio e do Paraná como testemunha de defesa de Cabral, o atual governador insistiu em debochar da sociedade. Dizer que Cabral foi "um grande defensor do Rio" depois de tudo o que se sabe que fez, do quanto roubou, só demonstra descaso com a Justiça e que ainda não caiu na real de que a impunidade acabou.

09/04/2017

13:01

Contagem regressiva para Pezão

Reprodução do Globo
Reprodução do Globo

O jornal O Globo publica hoje matéria mostrando que "três homens de confiança de Pezão já caíram na Lava Jato". São eles: Hudson Braga, o Braguinha, preso em Bangu 8; Affonso Monnerat, secretário de Governo, que responde por improbidade administrativa por desvio de verbas na reconstrução da região serrana; e Marcelo Santos Amorim, o Marcelinho, subsecretário de Comunicação Social, casado com a filha de criação de Pezão. Até aí nenhuma novidade.

É bom frisar que há vários anos sustento aqui no blog que Braguinha é o "homem da mala" de Pezão. A imprensa e até o Ministério Público Federal, na primeira denúncia da Operação Calicute (vide abaixo), relacionavam o ex-secretário de Obras a Cabral, mas a ligação direta de Braguinha sempre foi com Pezão, de quem foi subsecretário quando o então vice-governador de Cabral também acumulava a secretaria de Obras. Agora está ficando claro para todos que eu tinha razão.

Mas não são só esses três os homens de confiança de Pezão atingidos pelas operações do MPF e da PF. Tem mais dois que não se pode esquecer. Luiz Paulo Reis e Wagner Jordão Garcia, que também estão presos em Bangu 8, eram os "apanhadores do campo de dinheiro". Eles eram ligados a Pezão e Hudson Braga na secretaria de Obras, cabia eles irem em campo pegar os pacotes de dinheiro das propinas.

Em meio a tudo isso, Pezão decidiu manter nos cargos Marcelinho e Affonso Monnerat, conduzidos coercitivamente na Operação O Quinto do Ouro: "Tenho muita confiança neles (Marcelinho e Monnerat) e vão continuar a trabalhar".

Pezão já é acusado de ter usado R$ 900 mil de propinas em gastos pessoais, dinheiro arrecadado por Marcelinho, tratado como genro do governador, junto a empresários que fornecem alimentação aos presídios. Aliás, já falei aqui sobre isso, nunca vi um subsecretário de Comunicação Social cuidar de alimentação dos presos. Só no Rio de Janeiro de Cabral e Pezão, onde aconteceu o inimaginável, uma versão do "realismo mágico" de Gabriel García Márquez.

Mas o fato é que já começou a contagem regressiva, Pezão fará companhia a Cabral, seu mentor, em breve, afinal o MPF e a PF já chegaram aos seus esquemas, estão "comendo pelas beiradas", primeiro indo em cima dos seus homens de confiança e operadores. É uma questão de tempo, e não demorará muito, podem apostar.

Reprodução da denúncia do MPF
Reprodução da denúncia do MPF


09/04/2017

09:45

Garotinho na Folha de S.Paulo

Reprodução da Folha de S.Paulo
Reprodução da Folha de S.Paulo

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