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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

08/02/2017

13:38

Cabral é mais uma vez indiciado por corrupção e lavagem de dinheiro

Reprodução do G1
Reprodução do G1

A Polícia Federal indiciou hoje Sérgio Cabral, Eike Batista, Maurício Cabral (irmão do ex-governador) e Susana Neves Cabral (ex-mulher) no inquérito da Operação Eficiência, além de membros da quadrilha já presos na Operação Calicute. Vejam a relação de indiciados na Operação Eficiência.

Por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa:
- Sérgio Cabral, ex-governador (preso)
- Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho, ex-secretário de Governo (preso)
- Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, o Avestruz, suspeito de ser operador do esquema (preso)
- Luiz Carlos Bezerra, suspeito de ser operador do esquema (preso)

Por lavagem de dinheiro e organização criminosa:
- Sérgio de Castro Oliveira, Serjão, suspeito de ser operador do esquema (preso)
- Álvaro José Galliez Novis, doleiro (preso)
- Thiago de Aragão Gonçalves Pereira e Silva, ex-sócio de Adriana Ancelmo, mulher de Cabral (preso)
- Francisco de Assis Neto, Kiko, suspeito de ser operador do esquema (preso)
- Mauricio de Oliveira Cabral Santos, irmão de Cabral, suspeito de receber dinheiro advindo do esquema de propina (solto)

Por organização criminosa:
- Eike Batista, empresário suspeito de pagar propina (preso)
- Flávio Godinho, ex-sócio de Eike (preso)

Por lavagem de dinheiro:
- Susana Neves Cabral, ex-mulher de Cabral, suspeita de receber dinheiro de advindo do esquema de propina (solta)

Só para vocês se situarem, Cabral e parte da sua quadrilha já são réus no processo da Operação Calicute, aliás, como podem conferir abaixo, o ex-governador é réu 49 vezes por corrupção passiva, 164 vezes por lavagem de dinheiro.

1) Sérgio Cabral - Apontado como o comandante do esquema criminoso que teria desviado ao menos R$ 224 milhões. Ele foi denunciado pelos crimes de corrupção passiva (49 vezes), lavagem de dinheiro (164 vezes) e quadrilha e organização criminosa (1).

2) Adriana Ancelmo - Mulher do ex-governador. Contratos de seu escritórios de advocacia com empresas que receberam incentivos fiscais do governo do Rio estão sob suspeita. Ela foi denunciada pelos crimes de lavagem de dinheiro (111 vezes) e quadrilha e organização criminosa.

3) Wilson Carlos - Wilson Carlos Cordeiro da Silva de Carvalho aparece nas investigações como o articulador de pagamentos a Cabral. Ele foi denunciado pelos crimes de corrupção passiva (49 vezes), lavagem de dinheiro (2 vezes) e quadrilha e organização criminosa (1).

4) Hudson Braga - Hudson Braga, considerado o homem forte da área de obras do governo Cabral. Segundo as investigações, ele usou empresas criadas em seu nome e em nome de parentes para receber dinheiro por meio de contratos simulados de prestação de serviços. Ele foi denunciado pelos crimes de corrupção passiva ( 25 vezes), lavagem de dinheiro (5 vezes) e quadrilha e organização criminosa.

5) Carlos Emanuel de Carvalho Miranda - Tinha papel central no esquema do governo Cabral, segundo as investigações. Ele corria as empresas para cobrar a fatura pelos contratos, aditivos e outros repasses. Recebia o dinheiro e forjava contratos de sua empresa com as empreiteiras para justificar patrimônio. Ele foi denunciado pelos crimes de corrupção passiva (24 vezes), lavagem de dinheiro (152 vezes) e quadrilha e organização criminosa (1).

6) Luiz Carlos Bezerra - Apontado como um dos operadores de Cabral no esquema na ausência de Miranda. Ele foi denunciado pelos crimes de lavagem de dinheiro (110 vezes) e quadrilha e organização criminosa (1).

7) Wagner Jordão Garcia - Um dos operadores ligados ao ex-secretário Hudson Braga. Ele foi denunciado pelos crimes de corrupção passiva (25 vezes), lavagem de dinheiro (1) e quadrilha e organização criminosa (1).

8) Pedro Ramos de Miranda - Assessor pessoal de Cabral, bombeiro atuava também como motorista e frenquentemente recolheia joias para o ex-governador e a mulher. Ele foi denunciado pelos crimes de lavagem de dinheiro (64 vezes) e quadrilha e organização criminosa (1).

9) Paulo Fernando Magalhães Pinto - Apontado como "laranja" de Cabral. Ele é suspeito de ser "testa de ferro" do ex-governador na compra de uma lancha avaliada em R$ 5 milhões. Ele foi denunciado pelos crimes de lavagem de dinheiro (49 vezes) e quadrilha e organização criminosa (1).

10) José Orlando Rabelo - Outro operador ligado ao ex-secretário de Obras Hudson Braga. Ele foi denunciado pelos crimes de lavagem de dinheiro (3 vezes) e quadrilha e organização criminosa (1).

11) Luiz Paulo Reis - Apontado como "laranja" e sócio do ex-secretário de Obras Hudson Braga. Ele foi denunciado pelos crimes de lavagem de dinheiro (5 vezes) e quadrilha e organização criminosa (1).

12) Carlos Jardim Borges - Proprietário do Condomínio Resort e PortoBello, em Mangaratiba. É acusado de fazer contratos fictícios com o escritório de Adriana Ancelmo. Ele foi denunciado pelos crimes de lavagem de dinheiro (3 vezes) e quadrilha e organização criminosa (1).

13) Luiz Alexandre Igayara - Dono da empresa Reginaves, também acusado de fazer contratos fictícios com o escritório de Adriana Ancelmo. Ele foi denunciado pelos crimes de lavagem de dinheiro (3 vezes) e quadrilha e organização criminosa (1).

Portanto a situação de Cabral e sua quadrilha só vai se agravando, mas estejam certos que ainda ficará muito pior com o que ainda virá à tona.


08/02/2017

12:27

Eduardo Cunha diz que Michel Temer mentiu na Lava Jato

Pela primeira vez Eduardo Cunha ficou de frente para o juiz Sérgio Moro. No seu depoimento (vejam abaixo) afirmou que o presidente Michel Temer, no seu depoimento por escrito a Moro, mentiu ao negar participação em reunião para fazer nomeações na Petrobras no governo Lula. Cunha garante que Temer participou da reunião.



Mas a maior surpresa foi a declaração de Cunha de que teria um aneurisma igual ao de Dona Marisa. Não sou médico para contestar, mas o juiz Sérgio Moro deverá mandar fazer exames. O que causou estranheza foi o fato de Cunha ter dito que teve o aneurisma há dois anos, mas jamais citou o problema nos pedidos de habeas corpus, além de seu advogado, Marlos Arns, declarar que também não tinha conhecimento do fato.

08/02/2017

10:55

Encontro Marcado com Garotinho (Quarta - 08/02)

08/02/2017

08:56

Papo do Blog

Ninguém mais acredita no Governo Pezão

A situação do Estado do Rio complicou-se ainda mais com a decisão do ministro Luiz Fux de adiar para a próxima semana a votação do pedido do Governo do Estado para descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. O alerta foi disparado quando os técnicos do Tesouro concluíram que a solução acordada entre o governador Pezão e a equipe econômica do presidente Michel Temer é impossível de ser cumprida. Mesmo se ficar três anos sem pagar a dívida à União e aos bancos, e se for autorizado a contrair novos empréstimos, nem assim o Estado equilibra suas contas.

Os bancos oficiais, Banco do Brasil e Caixa Econômica, alertados pela Secretaria do Tesouro Nacional, pediram em documentos enviados ao Supremo Tribunal Federal que não fosse concedida a liminar ao Rio devido a sua total incapacidade de honrar qualquer tipo de empréstimo. Na sequência a Procuradoria Geral da República e a Advocacia Geral da União emitiram pareceres contrários à pretensão de Pezão de obter uma liminar para antecipar os efeitos de um pacote fiscal que mal se sabe se vai ser aprovado na ALERJ, na Câmara e no Senado.

Ao abrir forçosamente os números para a União a fim de receber ajuda, Pezão mostrou aos técnicos do Tesouro Nacional a lambança que Sérgio Cabral e ele próprio promoveram nas finanças públicas e o total descompromisso com as contas públicas. Técnicos do Tesouro não admitem que o Estado conceda incentivos fiscais mais do que arrecada de impostos, aliás, como afirmei no domingo em postagem aqui no blog. Também se surpreendem com os valores gastos com terceirizações e organizações sociais em número superior a qualquer outro estado da federação. Outra coisa que chamou a atenção de analistas do Tesouro foram os aumentos concedidos em pleno período eleitoral, que além de comprometerem o equilíbrio das contas, constituem crime eleitoral flagrante com intuito de eleger Pezão como governador do Estado. Outro elemento que deixou chocados os especialistas em contas públicas foi a venda de títulos do Rio Previdência no mercado internacional, sendo criado para isso uma empresa com sede no estado americano de Delaware, conhecido como paraíso fiscal das Américas.

É tudo muito estranho, o “custo corrupção” do Rio é gigantesco, afirma um técnico. A falência e a desorganização do Rio ultrapassam todos os limites que possa imaginar qualquer pessoa de bom senso. Além disso, argumentam os técnicos do Tesouro, como conceder privilégio de não pagar dívidas e ainda ter mais dinheiro novo a um governo que está metido em sucessivos escândalos de corrupção liderados pelo ex-governador que está em Bangu e pelo atual que está no Guanabara, mas que durante todo este tempo foi seu vice.

Conversas reservadas entre os técnicos resumidamente dizem o seguinte: “Se abrirmos essa exceção para o Rio não pagar a dívida depois de todo o dinheiro que foi dado nos últimos anos, e ainda dermos a garantia de sermos avalistas para novas ‘aventuras’ estaremos dizendo a todos os governadores do país para tomarem emprestado, serem irresponsáveis e roubarem bastante que a União garante”.

Esse é o quadro real, é o caos.

Seria pedir muito despreendimento de quem até agora só colocou interesses pessoais à frente dos interesses públicos, mas se o presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Picciani tiver um mínimo de responsabilidade não votaria qualquer medida enquanto não houver uma posição clara por parte da União. E no caso do governador está claro que ele não reúne condições morais mínimas para negociar nada. O melhor seria pedir pra sair antes que seja cassado.

07/02/2017

21:11

Os "sucos" de Sérgio Cabral

Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo e o casal Luiz Carlos Bezerra (operador preso em Bangu) brindam com champanhe em Mõnaco numa farra pela Europa; ao lado reprodução da coluna Gente Boa, do Globo
Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo e o casal Luiz Carlos Bezerra (operador preso em Bangu) brindam com champanhe em Mõnaco numa farra pela Europa; ao lado reprodução da coluna Gente Boa, do Globo

Todo mundo sabe que a bebida predileta de Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo é champanhe francês, ou melhor, era, porque agora o mais parecido que têm à disposição é guaraná da cantina de Bangu, também é amarelo - embora mais escuro - e tem borbulhas. Mas não sabia que Cabral também gostava de sucos. Só que pelo jeito esses "sucos" são "laranjas", e não de laranja. No esquema para lavar o dinheiro das propinas de Cabral a cada dia surge mais um negócio. Tem boliche, curso de inglês, joalherias, "mina de ouro" de Eike, e agora surge uma rede de lanchonetes. E podem apostar que muitos outros esquemas virão à tona. Mas os donos dessa rede podiam mandar para Bangu um suco especial para Cabral e Adriana. Pela situação dificílima que enfrentam o mais apropriado seria suco de abacaxi com pepino.

Em tempo: Na semana passada mostrei uma matéria do site Sportlight, que mostrava um esquema de uma rede de bares com Sérgio Cabral e Eduardo Paes. É bem provável que o esquema seja ainda maior.



07/02/2017

21:10

Sérgio Cabral, Eduardo Paes, empresários e novos esquemas no Rio

Estava concluindo uma reportagem investigativa sobre mais atividades ilícitas do laranja de Sérgio Cabral, Paulo Magalhães Pinto, conhecido como o "homem da lancha", e seus negócios com outros sócios e em novos ramos. Nosso alvo era o grupo Milano, quando hoje, ainda em repouso, recebi a matéria do jornalista investigativo Lúcio de Castro, da agência Sportlight. A reportagem vai numa linha próxima à nossa, vale a pena ler e perceber como Cabral e Paes tinham muito mais a ver do que todo mundo imagina.

Reprodução do site da agência de jornalismo investigativo Sportlight
Reprodução do site da agência de jornalismo investigativo Sportlight


07/02/2017

19:25

Operação Calicute acha elo entre esquema de Sérgio Cabral e família Zveiter

Sérgio Cabral com o desembargador Luiz Zveiter; ao lado o deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ); abaixo nota do blog O Antagonista
Sérgio Cabral com o desembargador Luiz Zveiter; ao lado o deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ); abaixo nota do blog O Antagonista

Não sou eu quem está afirmando, a notícia é do blog O Antagonista, que também é bem informado. Mas não me surpreende que um dos esquemas de Sérgio Cabral tenha beneficiado deputados do PMDB, entre eles o irmão do desembargador Luiz Zveiter. Isso não é nenhuma novidade. Para dominar a política do Rio de Janeiro, Cabral fez esquemas com muitos deputados, além de outros poderosos.

07/02/2017

17:22

Quando Sérgio Côrtes entrará na mira do Operação Calicute?

Sérgio Côrtes (à esquerda) com Fernando Cavendish e Wilson Carlos (atualmente preso em Curitiba) numa farra da Gangue dos Guardanapos em Paris; abaixo reprodução do JB Digital
Sérgio Côrtes (à esquerda) com Fernando Cavendish e Wilson Carlos (atualmente preso em Curitiba) numa farra da Gangue dos Guardanapos em Paris; abaixo reprodução do JB Digital

O TCE quer cobrar R$ 600 milhões de Sérgio Côrtes por contratos irregulares com cooperativas e organizações sociais da época em que foi secretário de Saúde de Sérgio Cabral. O Ministério Público Estadual até hoje não se interessou pela roubalheira comandada por Côrtes. A ALERJ então finge que nada acontece, aliás, vários deputados se beneficiaram de esquemas na saúde estadual. Esperamos que o MPF e a PF da Operação Calicute vão em cima do companheiro de farras de Sérgio Cabral, responsável por desvios milionários que destruíram a rede de saúde do Estado. Está mais do que na hora.

07/02/2017

16:10

A certeza de Eduardo Cunha

Reprodução do Radar online, da Veja
Reprodução do Radar online, da Veja

Não sei se será realmente amanhã o julgamento do pedido de habeas corpus de Eduardo Cunha no STF. O relator era o ministro Teori Zavascki. Agora o caso passou para Edson Fachin. É preciso saber se ele já teve tempo de analisar o processo e está pronto para apresentar seu parecer ao plenário. Mas o que surpreende é a certeza de Eduardo Cunha, que diz que a fatura está liquidada no Supremo. De onde vem essa convicção nós não sabemos. Mas será que o STF vai mesmo mandar soltar Cunha? É difícil de acreditar.


07/02/2017

14:54

SBT Rio mostra o escândalo do Porto do Açu - 2

Na segunda reportagem da série Porto da Desilusão, uma testemunha-bomba revela um esquema de loteamento das obras do Porto do Açu, em São João da Barra, no interior do estado. Empresas ligadas a políticos do PMDB teriam sido beneficiadas por verbas do BNDES em troca de facilitação nas licenças ambientais. Gravações telefônicas também reforçam a suspeita de pagamento de propina dentro do porto. A reportagem é de Humberto Nascimento, Fabiano Martinez e Lys Miranda.



07/02/2017

12:41

O risco do Grande Rio virar uma área sitiada por criminosos

Reprodução do blog do coronel Paúl
Reprodução do blog do coronel Paúl

É alarmante a possibilidade de familiares de policiais militares repetirem no Rio de Janeiro o que está acontecendo no Espírito Santo, o movimento "Família no Quartel", que impede a saída de viaturas e deixou a Grande Vitória à mercê de bandidos e saqueadores, obrigando a intervenção do Exército e da Força Nacional de Segurança. Mais assustador é a inércia do governador Pezão e do secretário de Segurança Pública, Roberto Sá.


Convocação que circula no WhatsApp e nas redes sociais
Convocação que circula no WhatsApp e nas redes sociais






A convocação é para sexta-feira, começando às 6h da manhã. Agora imaginem a situação. O Rio de Janeiro não é o Espírito Santo. Aqui tem muito mais bandidos e incontáveis mais armas, inclusive fuzis. Sem policiamento a bandidagem vai tomar as ruas e impor o terror na cidade e na região metropolitana. O governador e o secretário de Segurança têm obrigação de chamar representantes para conversar ainda hoje, negociar, depois não adianta reclamar. É uma situação urgente.



07/02/2017

11:00

Encontro Marcado com Garotinho (Terça - 07/02)

07/02/2017

09:00

Papo do Blog

A Justiça próxima do Rei Arthur, o grande laranja de Cabral

Quase dois anos depois, o RJ TV de ontem à noite mostrou uma reportagem que compromete seriamente Arthur Cesar de Menezes Soares Filho em um escândalo que já protocolado por mim na Procuradoria Geral da República em Brasília e no Rio. Trata-se das antigas empresas do grupo Facility, que se transformaram no grupo Prol. A Facility, conforme já mostramos no blog várias vezes, recebeu contratos que ultrapassam R$ 3 bilhões na prestação do Governo do Estado na gestão Cabral – Pezão. Ocorre que para fugir das denúncias que venho apresentando faz muito tempo, Arthur Cesar montou uma engenharia utilizada por outros lavadores de dinheiro, através das experimentadas equipes da Mossack Fonseca, situadas como sempre no Panamá.

Da noite para o dia o grupo Facility transformou-se em Prol e continuou mantendo seus contratos com o Detran, com hospitais estaduais, com fornecimento de alimentos para presídios e outras dezenas de órgãos. O que acontece é que o fundo que adquiriu a Facility e a transformou em Prol teve como diretora-administrativa, Teresa Porto, ex-secretária de Educação do governo Cabral, e como diretor-presidente, Sérgio Marcondes, nomeado por Regis Fichtner para cuidar do acompanhamento de contratos na Casa Civil de Sérgio Cabral. Ambos tornaram-se os manda-chuvas da Rise do Brasil, sediada em São Paulo, que é representante da Rise International, com sede na Suíça. Tudo isso já seria uma vergonha se os dois panamenhos usados para abrir um fundo no Panamá não fossem respectivamente os mesmos usados por Eduardo Cunha, preso em Curitiba e Jorge Zelada, ex-diretor da Petrobras também preso na Operação Lava Jato.

Como explicamos noutro dia a mecânica no Panamá é simples e vem sendo usada por centenas de brasileiros corruptos. Através da Mossack Fonseca abre-se uma offshore no Panamá. A única exigência é ser panamenho com residência fixa no país. Depois em cartório no Panamá passa-se o controle da empresa e do patrimônio para o verdadeiro dono, e dali o dinheiro pode ser movimentado para qualquer parte do mundo. Isso foi o que fizeram José Dirceu, Eduardo Paes, Eduardo Cunha, Jorge Zelada, Pedro Barusco e outros.

O caso da Prol tem um ingrediente ainda mais perverso e canalha. Arthur Cesar diz não saber quem comprou suas empresas, afirma saber apenas que foi um fundo internacional. No Estado ninguém conhece quem são os atuais representantes do fundo. Tudo com o único objetivo que vocês entenderão agora, também já exposto por este blog. Ao criar o fundo, o Rei Arthur incorporou um novo sócio: Sérgio Cabral. O ex-governador, que escondeu dinheiro também no Panamá, tornou-se assim, além de saqueador do Estado, hoje um de seus maiores credores. Quando uma das empresas do grupo Prol recebe uma fatura dos cofres públicos estaduais metade vai para Arthur, a outra metade para Cabral. Seria cômico se não fosse uma vergonha internacional. A matéria dá pistas daquilo que nós já denunciamos há muito tempo. Agora cabe às autoridades do Ministério Público Federal buscar mais uma parte do dinheiro que Cabral escondeu na Rise International, cujas empresas que constituem o fundo têm somente de capital social mais de US$ 150 milhões. Vejam a matéria.



06/02/2017

18:49

Quando sairá o acordo de delação premiada de Fernando Cavendish?

Fernando Cavendish na foto de entrada em Bangu; ao lado curtindo a vida nos bons tempos com Luiz Carlos Bezerra (operador de Cabral preso em Bangu 8) e no fundo, na piscina, o ex-secretário Sérgio Côrtes, companheiro de farras da Gangue dos Guardanapos conversa com amigo não identificado; abaixo reprodução do JB Digital
Fernando Cavendish na foto de entrada em Bangu; ao lado curtindo a vida nos bons tempos com Luiz Carlos Bezerra (operador de Cabral preso em Bangu 8) e no fundo, na piscina, o ex-secretário Sérgio Côrtes, companheiro de farras da Gangue dos Guardanapos conversa com amigo não identificado; abaixo reprodução do JB Digital


Que a delação de Fernando Cavendish vai atingir gente do mundo jurídico não tenho a menor dúvida. A questão é saber por que está demorando tanto a ser fechado o acordo de delação premiada de Cavendish. Ele foi preso no início de julho e passados sete meses a negociação foi parada. Em seis meses 77 executivos da Odebrecht acertaram os termos da delação premiada. Por que está demorando tanto a ser assinada a delação do amigo de Cabral? Isso é o que todos querem saber.

06/02/2017

17:50

Governo Pezão piora cada vez mais

Reprodução do Globo online
Reprodução do Globo online

A secretária estadual de Cultura, Eva Doris é mais uma a pedir o boné deixar o governo Pezão. Com todo o respeito nem dá para avaliar a sua gestão porque não fez nada que tenha se destacado, mas também não teve dinheiro para realizar alguma coisa importante. Pelo menos tem uma trajetória ligada à cultura. Pior é o seu substituto, o líder do PMDB na ALERJ, André Lazaroni. Esse não entende nada de cultura, é advogado, mas é bom de negócios. As construtoras de sua família ganharam muito dinheiro com os governos Cabral e Eduardo Paes, aliás, na Olimpíada foram beneficiadas por contratos sem licitação. Num levantamento feito aqui no blog em 2012, as construtoras do pai de André Lazaroni já haviam faturado mais de R$ 100 milhões dos governos Sérgio Cabral e Eduardo Paes. Isso naquela época. Pelas obras olímpicas foram mais R$ 121 milhões. Lazaroni poderá conceder incentivos fiscais com base na Lei de Incentivo à Cultura. Que festa!

06/02/2017

16:34

SBT Rio começa série de reportagens sobre escândalo do Porto do Açu

Assistam a primeira de uma série de reportagens do SBT Rio sobre a roubalheira no Porto do Açu, um negócio entre Cabral e Eike Batista.



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