Visitantes online: 818
logo topo

quinta-feira, 29 de junho de 2017

07/06/2017

15:01

Encontro Marcado com Garotinho terá quadro com convidados para debater cenário político

A partir de amanhã (quinta) teremos um novo quadro no programa Encontro Marcado com Garotinho, transmitido pelo Facebook (@garotinhooficial), para ouvir outras opiniões sobre o cenário político nacional e do Rio de Janeiro, além de temas de interesse geral. Não será um quadro diário, mas teremos convidados especiais. Na estreia vou receber o colunista de política, editor da coluna Informe do Dia, do jornal O Dia, Paulo Capelli. Não percam, começa ao meio-dia.

07/06/2017

13:45

Os passeios de Temer no jatinho de Joesley Batista

Montagem do Brasil 247; abaixo nota do Antagonista
Montagem do Brasil 247; abaixo nota do Antagonista

O Palácio do Planalto ainda divulgou nota tentando negar as duas viagens de Temer, quando era vice-presidente, no jatinho de Joesley, mas a informação foi confirmada. Isso só comprova ainda mais a relação próxima entre Temer e Joesley. Temer cada vez afunda mais. Aliás, como certos políticos adoram voar em jatinhos de empresários. Que o diga Sérgio Cabral que tantas vezes viajou nos jatinhos de Eike Batista, do Rei Arthur e de outros empresários.

Em tempo: O Palácio do Planalto divulgou nova nota oficial, desta vez desmentindo a primeira nota, de ontem, admitindo que Temer viajou no jatinho de Joesleu Batista, mas que não sabia a quem pertencia. Pelo amor de Deus!



07/06/2017

11:55

Encontro Marcado - 07 de junho de 2017

07/06/2017

11:31

O julgamento da chapa Dilma -Temer

A parte da manhã está sendo tomada pela leitura do voto do ministro-relator Herman Benjamin. Mas já houve alguns embates entre ele e o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes. A questão que será decidida antes do julgamento propriamente dito é se a delação da Odebrecht será validada no processo eleitoral. Mas os debates devem ser acirrados.

07/06/2017

09:25

Fala Garotinho (Quarta, 07/06/2017)

07/06/2017

08:04

Está chegando a hora de Régis Fichtner, o Alemão

Reprodução da Folha de S.Paulo
Reprodução da Folha de S.Paulo

Embora a Folha de S.Paulo noticie hoje o repasse de propinas de Cabral para seu mais antigo e fiel colaborador, Régis Fichtner, que inexplicavelmente até agora foi poupado nas operações da força-tarefa da Lava Jato no Rio, as denúncias contra ele vão muito além do que foi revelado até agora.

Luiz Carlos Bezerra, operador de Cabral, contou ao juiz Marcelo Bretas que entregou pessoalmente quatro remessas de R$ 100 mil, em dinheiro vivo, ao então secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, que nas planilhas da propina era chamado de Alemão.

Nosso blog, que acompanha a trajetória desta quadrilha que saqueou e destruiu o Estado do Rio, vai mostrar ao longo do dia a influência de Régis Fichtner nas principais operações do governo Cabral.

06/06/2017

19:03

TSE fará a justiça a Rosinha

Hoje a ex-prefeita Rosinha Garotinho, o ex-vice-prefeito Dr. Chicão, o candidato a vice-prefeito Mauro Silva, a secretária de Desenvolvimento Social e Bem Estar da Família, Ana Alice Alvarenga e a responsável pelo programa de complementação de renda Cheque Cidadão, Gisele Koch foram tornados inelegíveis por oito anos pela Justiça Eleitoral de Campos. É mais um capítulo da aliança político-judicial-midiática formada em Campos para eleger o prefeito Rafael Diniz, acabar com os programas sociais, redirecionar o dinheiro público para as classes mais ricas da cidade e eliminar seus adversários políticos.

Não tenho dúvida que, como as demais decisões tomadas pela Justiça Eleitoral de Campos, essa também será anulada pelo Tribunal Superior Eleitoral.

A perseguição política é tão clara, evidente, que os ministros do TSE já têm opinião formada a respeito do procedimento adotado em Campos pelas autoridades que conduziram a eleição na cidade na cidade e agora esse processo eleitoral.

Neste momento, a Câmara de Campos vive um dos momentos mais vergonhosos da sua história. Vereadores, que custam aos cofres públicos R$ 35 milhões por ano, entre salários, verbas de gabinete, assessores e outras mordomias estão votando dois projetos para prejudicar milhares de pessoas. Os dois projetos somados gastam por ano aproximadamente R$ 40 milhões. Com uma diferença, na Câmara o benefício é para 25 vereadores, o Cheque Cidadão, mesmo reduzido pelo atual prefeito, beneficia quase 12 mil famílias mensalmente, e a Passagem Social mais de 100 mil usuários de ônibus diariamente.

É nessas horas que se deve refletir: onde o dinheiro seria melhor aplicado? Para 25 ou para dezenas de milhares? Sem contar que muitos vereadores estão ali defendendo seus parentes, que foram empregados em cargos de confiança pelo prefeito Rafael Diniz.

Embora a Câmara esteja lotada por uma multidão revoltada, chamando os vereadores que apoiam o atual prefeito de “traidores”, “vendidos”, “covardes”, no final a força do cabresto e do interesse pessoal acabará prevalecendo e os prejudicados serão os de sempre, os mais pobres, os trabalhadores, o povo dos bairros, do interior e da periferia.

O falso discurso que a cidade está falida contrasta com os milhões contratados e pagos sem licitação. A conversa fiada que a prefeitura não tem dinheiro é negada no dia-a-dia pela contratação de cabos eleitorais e amigos do prefeito. Agora prestem atenção, leiam o que alguém experimentado na política, e que acertou a maioria de suas previsões sobre os desfechos dos governos no âmbito estadual e federal nos últimos anos tem a dizer no dia de hoje e depois confiram.

Eles estão divididos entre si. Como os interesses são maiores do que os recursos disponíveis já há uma guerra entre a aliança que se formou da mídia com o Judiciário e como o grupo político anti-popular de Campos. E esta confusão trará como consequência até o fim deste mês a cassação do prefeito Rafael Diniz. Quem viver verá.

06/06/2017

17:49

Michel Temer, D'Artagnan e os três mosqueteiros

Rodrigo Rocha Loures, Henrique Eduardo Alves, Michel Temer e Eliseu Padilha
Rodrigo Rocha Loures, Henrique Eduardo Alves, Michel Temer e Eliseu Padilha

Essa foto foi divulgada pela assessoria do então Michel Temer no dia em que a Câmara dos Deputados votava o impeachment de Dilma. Foi tirada no Palácio do Jaburu, cujo porão serviria tempos depois para o encontro secreto de Temer com Joesley Batista. Ali vocês podem ver a intimidade entre Temer e seu atual chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha com Rocha Loures e Henrique Eduardo Alves. Seriam os três mosqueteiros de Temer. O D'Artagnan na época era Eduardo Cunha que nesse dia ainda não tinha caído em desgraça, presidia a Câmara e comandava a sessão do impeachment. Rocha Loures e Henrique Eduardo estão presos. Eliseu Padilha e Michel Temer são investigados em inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal, assim como outra figura umbilical com o presidente, que não está nessa foto, mas estava lá no Jaburu no mesmo dia, Moreira Franco. Ali posavam para a foto de divulgação com expressão séria, mas o clima, segundo vários políticos que passaram por ali naquele dia decisivo, era de sorrisos, gargalhadas e comemoração, afinal Temer estava a um passo da cadeira presidencial, só faltava o Senado admitir o processo, o que aconteceu depois.

Hoje a situação é inversa. Cunha, Loures e Henrique Eduardo estão atrás das grades. Mas os três que completam o seleto grupo e que estão livres, Temer, Padilha e Moreira, se esforçam em posar para as fotos fazendo expressão de que está tudo bem, mas nos bastidores os rostos revelam tensão e desânimo, sem lugar para qualquer comemoração.

06/06/2017

16:33

A reforma do imóvel da filha de Michel Temer

Reprodução do Globo online
Reprodução do Globo online

Essa relação de reforma de imóveis ligados a quem está no poder está virando historinha repetida. Teve a reforma da Casa da Dinda na época de Collor. Mais recentemente a famosa reforma do sítio de Atibaia, que Lula insiste não lhe pertencer. E agora tem a reforma do imóvel da filha de Michel Temer. Segundo empresário que fez serviços de marcenaria quem pagou foi o coronel João Batista de Lima Filho, assessor direto de Temer. O coronel, tido, segundo o MPF, como intermediário da propina recebida por Rodrigo Rocha Loures, disse que a sua empresa tinha uma cópia do projeto de reforma, mas acabou não sendo contratada para o trabalho. Ué, não foi contratada, mas pagou por parte do serviço? É mais uma complicação para Michel Temer esclarecer.

06/06/2017

15:10

Literatura em baixa

Em 2014, quando Aécio Neves lançou o livro "Quando a política vale a pena", o título era uma realidade para ele, a se confirmar a delação da Odebrecht sobre as obras da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, e em Furnas. Pelo menos do ponto de vista financeiro, embora Aécio jure de pés juntos que não fez dinheiro na política". Hoje, com Aécio desmoralizado, seu livro é vendido em promoção por meros R$ 14,95. Isso me lembra o livro "O X da questão", de Eike Batista, que chegou a ser best seller, mas hoje tem preço promocional de R$ 24,95.

Aliás, outro livro famoso, pelo autor, não pela obra, é "Anônima Identidade", com as poesias de Michel Temer. Por enquanto é vendido por R$ 25,50, mas vai cair mais. E vale reproduzir três poemas do presidente e analisá-los à luz da crise política.



06/06/2017

13:47

Vantagens dadas aos irmãos Batista são estímulo para novas delações

Reprodução da Veja
Reprodução da Veja

É natural que depois do acordo, mais que camarada, feito na delação premiada com o grupo JBS, muitos empresários se sintam tentados a seguir o mesmo caminho. De fato para a dupla Wesley e Joesley o acordo não podia ser melhor e hoje vivem uma vida de milionários em Nova Iorque. Mas não custa lembrar que para o grupo Odebrecht a delação não rendeu tantas vantagens. O presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, por exemplo, vai ficar preso em regime fechado até o final deste ano, ou seja, passará um ano e meio atrás das grades. Por isso resta saber se nas delações futuras o MPF adotará o padrão JBS ou Odebrecht. É essa a dúvida que deve pairar na cabeça de muitos empresários que se meteram em falcatruas.

06/06/2017

11:55

Encontro Marcado com Garotinho (Terça, 06/06/2017)

06/06/2017

11:25

Julgamento da chapa Dilma - Temer deve ser adiado mais uma vez

Reprodução do Globo online
Reprodução do Globo online

As informações de bastidores dão conta que o TSE não quer assumir o papel de gerente da crise política e que algum ministro pedirá vistas do processo de cassação da chapa Dilma - Temer, adiando o julgamento para o segundo semestre, para depois do recesso de julho. Políticos pretendiam usar uma eventual cassação como pretexto para abandonarem Temer, aliás, o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes já havia se queixado: "Não cabe ao TSE resolver crise política".

Mesmo que se confirme o adiamento, Temer não está salvo. O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot deve apresentar denúncia contra o presidente na próxima semana. Ontem foram entregues pela Polícia Federal, as 82 perguntas que Temer tem prazo até o final da tarde de hoje para responder. Mas pelo que se fala, Temer deve entregar em branco o formulário, comunicando que só falará em juízo. Não custa lembrar o ditado que diz que quem cala, consente.

Vejam as 82 perguntas enviadas ao presidente Michel Temer.

Bloco 1

1. Qual a relação de Vossa Excelência com Rodrigo da Rocha Loures?

2. Desde quando o conhece? Já o teve como componente de sua equipe de trabalho? Quais os cargos ocupados por ele, diretamente vinculados aos de Vosssa Excelência?

3. Rodrigo da Rocha Loures é pessoa da estrita confiança de Vossa Excelência?

4. Vossa Excelência confirma ter realizado contribuição financeira à campanha de Rodrigo da Rocha Loures à Câmara dos Deputados, nas eleições de 2014, no valor de R$ 200.650,30? Quais os motivos dessa doação?

5. Vossa Excelência realizou contribuições a outros candidatos nessa mesma eleição? Se a resposta for afirmativa, discriminar beneficiários e valores.

6. Vossa Excelência gravou um vídeo de apoio à candidtaura de Rodrigo da Rocha Loures à Câmara dos Deputados em 2014. Fez algo semelhante em prol de outro candidato? Quais?

7. Rodrigo da Rocha Loures, mesmo após ter assumido vaga na Câmara dos Deputados, manteve relação próxima com Vossa Excelência e com o Gabinelte Presidencial?

8. Vossa Excelência confirma ter estado com Joesley Batista, presidente do Grupo J&F Investimentos S/A em 7 de março de 2017, no Palácio do Jaburu, em Brasília, conforme referido por ele em depoimento de fls. 42/51 dos autos do Inquérito nº 4483?

9. Qual o objeto do encontro e quem o solicitou a Vossa Excelência?

10. Rodrigo da Rocha Loures teve prévio conhecimento da realização desse encontro?

11. Por qual motivo a reunião em questão não estava inserida nos compromisso oficiais de Vossa Excelência?

12. Vossa Excelência tem por hábito receber empresários em horários noturnos sem prévio registro em agenda oficial? Se sim, cite ao menos três empresários cm quem manteve encontros em circunstâncias análogas ao de Joesley Batista, após ter assumido a Presidência da República.

13. Vossa Excelência já havia encontrado Joesley Batista fora da agenda oficial? Quando, onde e qual o propósito do(s) encontro(s)?

14. Em pronunciamento público acerca do ocorrido, Vossa Excelência mencionou que considerava Joesley Batista um “conhecido falastrão”. Qual o motivo, então, para tê-lo recebido em sua residência, em horário, prima facie, não usual, em compromisso extraoficial e sem que o empresário tivesse sido devidamente cadastrado quando ingressou às instalações do Palácio do Jaburu (segundo as declarações do próprio Joesley Batista)?

15. Vossa Excelência aventou a possibilidade de realizar viagem a Nova York, no período de 13 a 17 de maio de 2017? Rodrigo da Rocha Loures chegou a comentar com Vossa Excelência sobre o interesse de Joesley Batista de encontra-lo na sede da JBS, naquela cidade?

16. Vossa Excelência sabe se o ex-ministro Geddel Vieira Lima mantinha encontros ou contatos com o empresário Joesley Batista, segundo referido por este às fls. 42/51? Se sim, esclarecer a finalidade desses encontros?

17. Vossa Excelência tem conhecimento se o Ministro Eliseu Padilha mantinha encontros ou contatos com o empresário Joesley Batista, segundo referido por este às fls. 42/51? Se sim, esclarecer a finalidade desses encontros?

18. No mesmo depoimento de fls. 42/51, Joesley Batista disse ter informado Vossa Excelência, no encontro, sobre a cessação de pagamentos de propina a Eduardo Cunha e da manutenção de mensalidades destinadas a Lúcio Bolonha Funaro, ao que Vossa Excelência teria sugerido o prosseguimento dessa prática. Em seguida, o empresário afirmou “que sempre recebeu sinais claros de que era importante manter financeiramente ambos e as famílias, inicialmente por GEDDEL VIEIRA LIMA e depois por MICHEL TEMER para que eles ficassem ‘calmos’ e não falassem em colaboração premiada”. Vossa Excelência confirma ter recebido de Joesley Batista, na conversa havida no Palácio do Jaburu, a informação de que ele estaria prestando suporte financeiro às famílias de Lúcio Funaro e de Eduardo Cunha, como forma de mantê-los em silêncio? Em caso de resposta negativa, esclareceu a Joesley Batista, na ocasião, que não tinha qualquer receio de eventual acordo de colaboração de Lúcio Funaro ou de Eduardo Cunha?

19. Existe algum fato objetivo que envolva a pessoa de Vossa Excelência e seja passível de ser revelado por LÚCIO BOLONHA FUNARO ou Eduardo Cunha, em eventual acordo de colaboração?

20. Vossa Excelência sabe de algum fato objetivo que envolva o ex-ministro GEDDEL VIEIRA LIMA e que possa ser mencionado em acordo de colaboração premiada que eventualmente venha a ser firmado por LÚCIO BOLONHA FUNARO ou por Eduardo Cunha?

21. Vossa Excelência conhece LÚCIO BOLONHA FUNARO? Que tipo de relação mantém ou manteve com ele? Já realizou algum negócio jurídico com LÚCIO BOLONHA FUNARO ou com empresa controladas por ele? Quais?

22. LÚCIO BOLONHA FUNARO já atuou na arrecadação de fundos a campanhas eleitorais promovidas por vossa Excelência ou ao PMDB quanto Vossa Excelência estava à frente da sigla? Se sim, especificar a(s) campanha(s).

23. Joesley Batista também aduziu no depoimento de fls. 42/51 que Vossa Excelência se dispôs a “ajudar” Eduardo Cunha no Supremo Tribunal Federal, através de dois Ministros que lá atuam? Vossa Excelência confirma isso? Se sim, de que forma prestaria tal ajuda? Quais eram esses dois Ministros?

24. Joesley Batista afirma, no depoimento de fls 42/51, que RODRIGO ROCHA LOURES foi indicado por Vossa Excelência, em substituição a GEDDEL VIEIRA LIMA, como interlocutor ao Grupo J&F Investimentos S/A. Vossa Excelência confirma tê-lo indicado para tal função? Se sim, quais temas estavam compreendidos nessa interlocução?

25. Vossa Excelência já indicou RODRIGO DA ROCHA LOURES para atuar como interlocutor do Governo Federal em alguma questão?

26. Vossa Excelência sabe se RODRIGO DA ROCHA LOURES efetivamente reuniu-se com Joesley Batista, aós o encontro mantido entre Vossa Excelência e esse empresário, no Palácio do Jaburu? Se sim, qual a finalidade do encontro?

27. Rodrigo da Rocha Loures reportou a Vossa Excelência algum assunto tratado com Joesley Batista? Quais?

28. Vossa Excelência esteve com Rodrigo da Rocha Loures após a conversa mantida com Joesley Batista, em 7 de março de 2017? Se sim, aponte, com a máxima precisão possíveol, quando e onde se deram tais encontros.

29. Recorda-se de Joesley Batista, na conversa mantida com Vossa Excelência no Palácio do Jaburu, ter feito comentários acerca do comando do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), assim como da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Receita Federal do Brasil? Qual o interesse manifestado pelo empresário acerca desses órgãos?

30. Vossa Excelência teve ciência, através de Rodrigo da Rocha Loures, do interesse do Grupo J&F Investimentos S?A em questão submetida ao CADE, envolvendo o setor de energia? Quais informações foram levadas a Vossa Excelência?

31. Vossa Excelência determinou a Rodrigo da Rocha Loures que interviesse junto ao CADE no sentido de atender a interesses do Grupo J&F Investimentos S/A?

32. Vossa Excelência tomou conhecimento (antes da divulgação jornalística) de encontros mantidos entre Rodrigo da Rocha Loures e Ricardo Saud, diretor do grupo J&F Investimentos S/A? Se sim, soube do encontro antecipadamente? Qual a pauta dessas reuniões?

33. Vossa Excelência compareceu à inauguração da Casa Japão, em São Paulo, em 30 de abril de 2017. Rodrigo da Rocha Loures viajou com Vossa Excelência no avião presidencial? Se sim, Rodrigo da Rocha Loures reportou a Vossa Excelência , durante a viagem, detalhes dos encontros que tivera com Ricardo Saud, executivo do Grupo J&F Investimento S/A, naquela mesma semana? Se sim, em que termos foi o relato?

34. Vossa Excelência soube que Ricardo Saud, em encontros realizados em 24 e 28 de abril de 2017, expôs a Rodrigo da Rocha Loures, em detalhes, um “esquema” envolvendo o pagamento de vantagens indevidas decorrente da suposta intervenção do então parlamentar junto ao Cade, em prol dos interesses do Grupo J&F Investimentos S/A?

35. Em caso de resposta negativa, o que tem a dizer acerca desse episódio, mesmo que dele tenha tomado conhecimento somente por sua veiculação na imprensa?

36. Rodrigo da Rocha Loures chegou a levar ao conhecimento de Vossa Excelência a disponibilidade do grupo J&F Investimentos S/A em fazer pagamentos semanais que girariam entre R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) e R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), por conta da resolução da questão que estava em trâmite no Cade?

37. Vossa Excelência soube, também por Rodrigo da Rocha Loures, que tais pagamentos semanais estavam garantidos até dezembro do corrente ano e, a depender da extensão do contrato firmado entre empresa do Grupo J&F Investimentos e a Petrobras, poderiam se prolongar por até vinte e cinco anos?

38. Caso não tenha tomado conhecimento, Vossa Excelência acredita que Rodrigo da Rocha Loures possa ter participado de tais tratativas com o Grupo J&F Investimentos S/A com intuito de obter exclusivamente para si as quantias que, na hipótese da mencionada dilação contratual, chegariam pelo menos à casa dos R$ 600.000.000,00 (seiscentos milhões de reais)?

39. Vossa Excelência tomou conhecimento (antes da divulgação na imprensa) do recebimento, por Rodrigo da Rocha Loures, de R$ 500.000,00 (quinhentos mil erais) do Grupo J&F Investimentos S/A, em São Paulo, em 28 de abril de 2017? O que tem a dizer sobre tal fato (ainda que tenha tomado conhecimento do mesmo pela imprensa)?

40. Após a divulgação desses fatos pela imprensa, que demonstraram a participação inequívoca de Rodrigo da Rocha Loures em conduta aparentemente criminosa, Vossa Excelência manteve algum contato com ele, seja diretamente, seja por interpostas pessoas? Se sim, por qual meio e qual finalidade do contrato?

41. Ricardo Saud, em depoimento prestado na Procuradoria-Geral da República, conforme vídeo já amplamente divulgado, afirmou que tratou com Rodrigo da Rocha Loures sobre os repasses semanais já mencionados, mas ressaltou, categoricamente, que o dinheiro era direcionado a Vossa Excelência. O que Vossa Excelência tem a dizer a respeito?

42. Vossa Excelência considera a hipótese de Rodrigo da Rocha Loures ter usado o nome de Vossa Excelência para obter valores espúrios do grupo J&F Investimentos S/A?

43. Vossa Excelência conhece Ricardo Saud? Qual a relação que mantém com ele?

44. Vossa Excelência já esteve com Ricardo Saud em alguma ocasião? Onde e qual o motivo do encontro?

45. Já solicitou ou recebeu algum valor através de Ricardo Saud, pretexto de contribuição de campanha?

46. Vossa Excelência, em campanhas eleitorais nas quais foi candidato, recebeu alguma contribuição financeira de empresas pertencentes ao Grupo J&F Investimentos S/A? Discriminar as campanhas, os valores, quem os solicitou e como foram encaminhados (se via diretórios ou diretamente)

47. Vossa Excelência tem alguém chamado “Edgar” no universo de pessoas com quem se relaciona com certa proximidade? Se sim, identificar tal pessoa, mencionando a atividade profissional, eventual envolvimento na atividade partidária, descrevendo, ainda, a relação que com ela mantém.

48. Vossa Excelência conhece Antônio Celso Grecco, proprietário do Grupo Rodrimar, de Santos/SP? Qual relação mantém com ele?

49. Vossa Excelência já recebeu alguma contribuição financeira para fins eleitorais de ANTÔNIO CELSO GRECCO, da empresa RODRIMAR ou de alguma outra empresa a ela vinculada? Quando e qual o valor?

50. Vossa Excelência recebeu alguma reivindicação dessa empresa, ou de outra igualmente atuante no segmento de portos, relacionada à questão do “pré-93″? Se sim, em que termos?

51. Vossa Excelência tem conhecimento se RODRIGO DA ROCHA LOURES recebeu alguma reivindicação da RODRIMAR ou de outra empresa igualmente atuante no segmento de portos, relacionada a esse tema?

52. RODRIGO DA ROCHA LOURES chegou a demonstrar a Vossa Excelência interesse pela questão do “pré-93″?

53. Rodrigo Rocha Loures tem alguma relação com empresas do setor portuário?

54. Vossa Excelência tem relação de proximidade com empresários atuantes no segmento portuário, especialmente de Santos/SP?

55. Vossa Excelência conhece Ricardo Mesquita, vinculado à Rodrimar? Que relação mantém com tal pessoa?

56. Rodrigo da Rocha Loures mencionou a Vossa Excelência o fato de ter encontrado Ricardo Mesquita no mesmo dia (e local) em que esteve reunido Ricardo Saud? Se sim, qual o propósito do encontro com Ricardo Mesquita?

57. Vossa Excelência conhece João Batista Lima Filho, coronel inativo da Polícia Militar de São Paulo? Qual relação mantém com ele?

58. João Batista Lima Filho já teve alguma atuação em campanha eleitoral promovida por Vossa Excelência? Qual a fundação desempenhada por ele?

59. João Batista Lima Filho já atuou na arrecadação de valores a eventual campanha política de Vossa Excelência ou ao PMDB de São Paulo?


Bloco 2


60. Joesley Batista afirmou que desde a assunção de Vossa Excelência como Presidente da República, vinha mantendo contatos com o ministro Geddel Vieira Lima. Vossa Excelência tinha conhecimento desses encontros? A que se destinavam?

61. O empresário referiu também que vinha ‘falando’ com o ministro Eliseu Padilha. Vossa Excelência tinha conhecimento desses contatos?

62. Quando Joesley Batista perguntou como estava a relação de Vossa Excelência com o ex-deputado Eduardo Cunha, Vossa Excelência menciono “o Eduardo resolveu me fustigar”, aludindo, em seguida, a questionamentos que ele havia proposto ao juiz Sérgio Moro, em seu interrogatório realizado na 13ª Vara Federal, em Curitiba/PR. Imediatamente, Joesley Batista, referiu que havia “zerado as pendências” (presumivelmente em relação a Eduardo Cunha) e que perdera o contato com Geddel, “o único companheiro dele”, não mais podendo encontra-lo, ao que Vossa Excelência fez o comentário “é complicado”. A quais pendências se referiu Josley Batista?

63. Geddel Vieira Lima efetivamente mantinha relação próxima a Eduardo Cunha?

64. Vossa Excelência via algum inconveniente na realização de encontros entre Joesley Batista e Geddel Vieira Lima? Qual o motivo de ter classificado a situação exposta como “complicada?

65. Em seguida, Joesley Batista, em outros termos, mencionou que investigações envolvendo Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima haviam tangenciado o Grupo J&F Investimentos S/A, afirmando, com conotação de prevenção, que estava “de bem com o Eduardo”, ao que Vossa Excelência interveio com a colocação “tem que manter isso, viu?”, tendo o empresário complementado dizendo “todo mês”.

66. Explique o contexto em que se deram essas colocações, esclarecendo, sobretudo, o sentido da orientação final de Vossa Excelência, nos termos “tem que manter isso”.

67. Uma das interpretações possíveis a essa passagem do diálogo é de que Joesley Batista, ao afirmar que “estava de bem”, tenha se referido a pagamentos mensais que vinha efetuando a Eduardo Cunha com o propósito de não se ver implicado em eventuais revelações que pudessem partir do ex-parlamentar. Vossa Excelência sequer considerou essa hipótese?

68. Vossa Excelência tem conhecimento de alguma ilegalidade cometida por Eduardo Cunha? Quais?

69. Avançando no diálogo, Joesley Batista ao mencionar a sua condição de investigado, afirmou “aqui, eu dei conta, de um aldo, do juiz, dar uma segurada… do outro lado, um juiz substituto”, ao que Vossa Excelência complementou: “que tá segundao, os dois…”, o que foi confirmado por Joesley “segurando, os dois”. Logo em seguida, o empresário adicionou a informação “consegui um procurador dentro da força-tarefa”, “que tá me dando informação”; Adiante, o empresário complementa que estava agindo (sem explica como) para trocar um Procurador da República que estava “atrás dele”, fazendo menção, ao que o contexto indica, à atuação de um membro do Ministério Público Federal em alguma investigação. Vossa Excelência, inclusive, se certifica indagando “o que tá em cima de você?”, o que é confirmado pelo empresário. Vossa Excelência percebeu alguma ilicitude nas informações que lhe estavam sendo transmitidas por Joesley Batista?

70. Ao fazer o breve comentário “segurando, os dois”, Vossa Excelência aparenta compreender a alusão do empresário à suposta intervenção que estaria exercendo na atuação de dois magistrados com atuação em investigações instauradas em seu desfavor (de Joesley Batista). O que tem a dizer sobre isso? Caso tenha feito interpretação diversa, a exponha.

71. Se, no entando, Vossa Excelência confira ter entendido, naquele momento, o imediato sentido que emana das expressões usadas pelo empresárioo, explique o porquê de não ter advertido Joesley Batista quanto à gravidade daquela revelação, e também, por qual razão não levou ao conhecimento de autoridades a ilícita ingerência na prestação jurisdicional e na atuação do Ministério público que lhe fora narrada por Joesley Batista?

72. Mais à frente, em contexto diverso, Joesley Batista aparentemente procurou estabelecer (ou restabelecer) um canal de contato com Vossa Excelência: “queria falar como é que é, para falar contigo, qual melhor maneira? Porque eu vinha através do Geddel, eu não vou lhe incomodar, evidentemente”. Vossa Excelência confirma ter mencionado Rodrigo de Rocha Loures nesse momento?

73. Qual função ele deveria efetivamente exercer?

74. Joesley Batista já conhecia Rodrigo Rocha Loures?

75. No tocante à menções feitas pelo empresário à nomeação de presidente do Conselho Administrativo de Defesa econômica (CADE), Vossa Excelência sugeriu a Joesley Batista que procurasse o novo Presidente do CADE para ter uma “conversa franca” com ele? Qual o exato significado dessa orientação?

76. Vossa Excelência, naquele momento, tinha conhecimento de algum interesse específico de Joesley no âmbito do CADE?

77. Joesley Batista mencionou também que o Presidente da Comissão de Valores Milionários (CVM) estava por ser “trocado” e que se tratava de “lugar fundamental”. Vossa excelência, então, orientou o empresário para que falasse com “ele. A quem Vossa Excelência se referiu?

78. Qual a legitimidade de Joesley Batista para interceder (ou tentar, ao menos) na nomeação do novo presidente da CVM?

79. Em seguida, Joesley Batista referiu a importância de um “alinhamento” com o ministro Henrique Meirelles, ao que Vossa Excelência manifestou concordância. Qual o sentido da expressão “alinhamento”?

80. Vossa Excelência autorizou que Joesley Batista apresentasse pontos de interesse ao Ministro Henrique Meirelles? Quais? Vossa Excelência tem conhecimento se isso realmente ocorreu?

81. Joesley Batista também mencionou determinada operação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que tinha dado certo, sendo que Vossa Excelência manifestou ter conhecimento do tema, mencionando, inclusive, que havia falado com “ela” a respeito. Qual importância referida pelo empresário?

82. A pessoa aludida por Vossa Excelência no contexto é Maria Silvia Bastos Marques, ex-Presidente do BNDES? O que solicitou a ela?

06/06/2017

09:25

Fala Garotinho (Terça, 06/06/2017)

06/06/2017

07:41

Mais um homem de confiança de Temer vai preso

Reprodução da Folha de S.Paulo
Reprodução da Folha de S.Paulo

Todo mundo político sabe que até há pouco tempo havia um trio inseparável na política, que era formado por Michel Temer, Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves. O que era tratado por um valia para os outros dois. Temer até dizia: "Eu, Eduardo (Cunha) e (Henrique) Eduardo somos uma coisa só". Bem, Eduardo Cunha está preso em outubro do ano passado. Henrique Eduardo Alves, ex-presidente da Câmara dos Deputados e ex-ministro do Turismo de Dilma e de Temer foi preso agora pela manhã em mais um desdobramento da Lava Jato. Henrique Eduardo é acusado de envolvimento no desvio de R$ 77 milhões na obra da Arena das Dunas, em Natal, estádio construído para a Copa do Mundo. É mais uma preocupação para Temer, afinal se ele decidir aderir à delação premiada tem muito a contar sobre os negócios do presidente.

05/06/2017

18:12

Sei não, mas esse plano de segurança para o Rio...

Manchete do Globo
Manchete do Globo

Francamente não está levando muita fé nesse Plano Nacional de Segurança, que vai começar pelo Rio. Está me parecendo o plano anunciado no início do ano para minimizar a superlotação dos presídios. Até agora foi muito blablablá e pouca ação. Aliás, alguém sabe traduzir a explicação de Temer?

"Nós vamos começar, digamos assim, uma espécie de experimento muito sedimentado, que não será nada pirotécnico, mas algo muito sistematizado, muito organizado, planejado, para fazer operações inicialmente na cidade do Rio", disse o presidente.

Concretamente o que vai acontecer, além de ser um "experimento muito sedimentado"? É isso que o povo quer saber.



PrimeiroAnterior1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 ProximoUltimo