Reprodução da capa do jornal O Dia; abaixo Sérgio Cabral com o ex-deputado Natalino e seu irmão, ex-vereador Jerominho, fundadores da milícia Liga da Justiça
Reprodução da capa do jornal O Dia; abaixo Sérgio Cabral com o ex-deputado Natalino e seu irmão, ex-vereador Jerominho, fundadores da milícia Liga da Justiça



Os jornais têm noticiado os assassinatos de 14 candidatos e cabos eleitorais na Baixada Fluminense. No caso de três dos candidatos executados, a Polícia Civil atribui os crimes à milícia Liga da Justiça, hoje comandada por Carlinhos Três Pontes. Segundo a polícia a milícia Liga da Justiça expandiu seus domínios da Zona Oeste do Rio para Baixada Fluminense.

Para os leitores mais recentes do blog vale a pena relembrar os fatos. As milícias se expandiram no Rio de Janeiro no governo de Sérgio Cabral. O secretário Beltrame, num equívoco absurdo, acreditava que o avanço das milícias daria um freio no tráfico e deixou que se fortalecessem, hoje dividem e disputam territórios com o tráfico com o mesmo grau de violência contra a população. Na época Sérgio Cabral e Pezão fecharam um acordo político com a Liga da Justiça, então comandada pelo deputado Natalino e seu irmão, o vereador Jerominho. Tudo foi denunciado por mim aqui no blog, aliás, não deixem de ver os vídeos abaixo. Com o acordo com a Liga da Justiça, Cabral e Pezão se reelegeram. Hoje Natalino e Jerominho estão em um presídio de segurança máxima fora do estado, mas seus sucessores expandiram os negócios. Agora o TSE está pedindo o apoio das Forças Armadas para dar segurança aos eleitores nas áreas controladas pelas milícias.

No vídeo abaixo, vocês poderão ver Sérgio Cabral de mãos dadas com o então chefe da milícia Liga da Justiça, Natalino, cantando: "Eu já venci, você já venceu, juntos nós vencemos".




No segundo vídeo aparece Pezão (na época vice-governador) combinando o apoio eleitoral com o então vereador Jerominho, o nº 2 da milícia Liga da Justiça.




Se chegamos a essa situação no Rio de Janeiro os culpados têm nome e sobrenome: Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão e José Mariano Beltrame.