Reprodução da Folha de S. Paulo
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Até hoje no Brasil, a compra de joias estava associada à corrupção como um luxo desfrutado por quem ganhava dinheiro com negociatas. Mas a Operação Calicute descobriu Cabral e seu esquema de lavagem de dinheiro através da compra de joias. Não se tratava apenas de ostentação, mas de "um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro", como observou o Ministério Público Federal. O problema é que não foi apenas Cabral que usou esse artifício. Como disse aqui no blog na semana passada, um grupo de 20 deputados e ex-deputados do Rio seguiu os passos de Cabral. O grupo de aliados está desesperado com as investigações da PF e do MPF nas joalherias. É bom frisar que em nenhum estado do país o setor de joalheiras recebeu as isenções fiscais milionárias dadas por Cabral e Pezão. Aliás, como já falei aqui antes, a mulher de Pezão também é colecionadora de joias. Uma coisa salta aos olhos. Com as compras milionárias de joias por parte de Cabral e sua quadrilha, mais outros políticos que ainda vão aparecer, o setor de joalherias não precisava de nenhum incentivo fiscal.