Rei Arthur, Teresa Porto e Sérgio Cabral
Rei Arthur, Teresa Porto e Sérgio Cabral



Como vocês sabem investigamos e denunciamos a quadrilha de Cabral há quase 10 anos. Por isso nossas revelações têm sido todas confirmadas pelo Ministério Público e a Polícia Federal. De todas as covardias que Cabral fez contra o Estado talvez a mais perversa e cruel é a que denunciei na sexta-feira, no meu programa Encontro Marcado, que vai ar de segunda a sexta, às 11 horas, que vai ar na minha página no Facebook, com transmissão simultânea aqui no blof. Sérgio Cabral, ele mesmo, ex-governador se tornou o homem com mais dinheiro a receber do próprio estado que governou. Durante anos reinou sozinho no Rio de Janeiro em vários setores de serviços o grupo Facility, cujo proprietário era Arthur Cesar de Meneses Soares Filho, conhecido por Rei Arthur. Para se ter uma idéia do poderio financeiro, seu grupo, composto por 17 empresas, entre elas Facility Segurança Ltda, Facility Alimentação, Facility Coleta Seletiva, entre outras, recebeu mais de R$ 2 bilhões nos primeiros 4 anos do governo Cabral.

Com o bombardeio de denúncias que sofreu através do nosso blog, acabou ficando na mira da Justiça e do MP. Foi então que surgiu a oportunidade para Cabral entrar no negócio. A consultoria de gestão Performa Partners anunciou no ano de 2014 a reestruturação do grupo Facility, que passou a se chamar Prol, hoje com contratos milionários no Estado, entre eles os serviços do Detran. O grupo Prol, com R$ 2,4 milhões de contratos em 2016 colocou suas ações à venda, e foi adquirido pelo fundo Rise International. Acontece que a pessoa escolhida para ser a CEO é nada mais, nada menos que Teresa Porto, ex-secretária de Educação do governo Sérgio Cabral. Abaixo dela, dentro da Rise do Brasil Participações Ltda, ocupando o cargo de diretor-presidente, está Sérgio Fonseca Marcondes, que antes estava nomeado por Regis Fichtner na Secretaria da Casa Civil para presidir a Comissão Especial de Fiscalização e Recebimento do Estado, destinada ao acompanhamento da execução dos contratos. Nem Teresa Porto, nem Sérgio Fonseca Marcondes seriam escolhidos para administrar uma instituição cuja sede fica em São Paulo se o verdadeiro dono do negócio fosse alguém desconhecido. Na cláusula 5ª diz que o capital social da empresa Prol é de R$ 15.898.725 divididos igualmente entre os sócios, Teresa Cristina Porto Xavier, que é no contrato social a gestora e administradora, e pelo diretor-presidente Sérgio Fonseca Marcondes, ambos ligados a Cabral e Regis Fichtner.

A mutreta está toda documentada e consta e dos documentos que encaminhei à Procuradoria Geral da República em Brasília. O mais impressionante é que a Rise do Brasil Participações Ltda tem mais dinheiro do que a Rise International. Seu capital social declarado é de R$ 49.183.195 e sua sede fica na Suíça. Fomos buscar quem está por trás do fundo, que comprou a Facility e trocou de nome para Prol. Adivinhem quem é verdadeiro dono? Aliás, os donos: o próprio Rei Artur, com 51% e Sérgio Cabral, com 49%. Isso significa que toda a vez que a empresa Prol recebe uma fatura do Estado, 49% vão para o bolso de Sérgio Cabral. A Prol hoje tem os maiores contratos do Estado, sendo inclusive responsável por fazer as vistorias nos postos do Detran, além de inúmeros contratos com órgãos públicos estaduais. Cabral está preso, mas sua máquina de fazer dinheiro não para, a menos, como já afirmei aqui do blog, que tirem a coroa do “rei” e levem Arthur Cesar para a cadeia.