Reprodução do Radar online, da Veja
Reprodução do Radar online, da Veja



Esse caso do Porto do Açu foi várias vezes denunciado aqui no blog. Para beneficiar Eike Batista, Cabral quando era governador, desapropriou na marra centenas de famílias de produtores rurais que eram proprietários de terras na área onde seria construído o Complexo do Açu, em São João da Barra. Até a Polícia Militar foi usada para intimidar os donos das terras que foram obrigados a receber uma indenização muito abaixo do valor das propriedades. Agora se sabe os valores da negociata. Os terrenos na época da desapropriação valiam R$ 1,2 bilhão, mas com o beneplácito de Sérgio Cabral, Eike Batista pagou ínfimos R$ 37,5 milhões, ou seja, 30 vezes menos do valor correto. Como mostra a nota do Radar online foi o melhor negócio da vida de Eike Batista em termos de rentabilidade. Agora os donos das terras cobram R$ 3 bilhões (valor atualizado) do Governo do Estado, que fez as desapropriações.

Só fica uma pergunta no ar:

Nesse negócio do Porto do Açu, Cabral propiciou a Eike um lucro espetacular de mais de R$ 1,1 bilhão. O que teria recebido em troca?