Reprodução da Folha de S. Paulo
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Ninguém sabe ao certo se Eduardo Cunha vai aderir à delação premiada, nem se a força-tarefa da Lava Jato vai concordar com os termos que ele pode colocar na mesa. Porém todo mundo sabe que Cunha foi durante muitos anos, até cair em desgraça na Lava Jato, muito ligado a Michel Temer, Eliseu Padilha e Moreira Franco, assim como Geddel Vieira Lima, que deixou a Secretaria de Governo. Se ele falar o que sabe pode - como disse durante o seu processo de cassação - ser a pessoa que vai "derrubar dois presidentes", se referindo a Dilma e Temer. Por isso no Palácio do Planalto a avaliação é de que as delações da Odebrecht não têm o mesmo potencial explosivo que uma eventual delação premiada de Eduardo Cunha, que foi transferido para um presídio próximo em São José dos Pinhais, na área metropolitana de Curitiba. E avaliam pessoas próximas a Temer, que Cunha mesmo que não faça delação premiada pode jogar muita coisa no ventilador, seja no livro que está escrevendo, ou falando à imprensa. O fantasma de Cunha vai continuar assombrando o Palácio do Planalto.