Reprodução do Extra
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O presidente da ALERJ, Jorge Picciani disse hoje em entrevista coletiva que se houver o impeachment de Pezão no próximo ano não pretende ficar no seu lugar. Muita gente estranhou, mas eu acredito. O governador hoje não tem margem de manobra, perdeu totalmente o poder, precisa pedir a benção à ALERJ para tudo, o dinheiro acabou. Para quê Picciani trocaria o seu poder como presidente do Legislativo por um cargo de "descascador de abacaxis e pepinos"? À frente da Assembleia ele manda na Casa e no Palácio Guanabara, e quem porventura entrar no lugar de Pezão, caso o impeachment ocorra, terá que lhe "pedir a benção", pelo menos enquanto o MPF não concluir as investigações das operações Calicute e Lava Jato. Não é à toa que Picciani recomendou ao filho, Rafael, que não aceite o cargo de supersecretário de Pezão. Mas notem que o todo-poderoso presidente da ALERJ já admite que o impeachment de Pezão não é mais uma hipótese remota.