Pezão e Rafael Diniz (montagem da internet)
Pezão e Rafael Diniz (montagem da internet)



As notícias sobre o final de mandato dos prefeitos da Região Metropolitana do Rio são dramáticas, inclusive da capital, como mostrou hoje nota da Fundação Getúlio Vargas, que desmentiu o prefeito Eduardo Paes. O próximo prefeito do Rio, Marcelo Crivella afirma que encontrará um déficit de R$ 4,4 bilhões no orçamento do ano que vem.

Em Mesquita o prefeito Gelsinho Guerreiro que está com mais de 3 meses de salários atrasados e fornecedores que, alguns casos, estão há nove meses sem ver a cor do dinheiro, está desaparecido desde o fim da eleição. Há pelo menos uma semana desapareceram os prefeitos de Nova Iguaçu, que está com os salários de outubro, novembro e dezembro atrasados; Belford Roxo, desde agosto os servidores não são pagos; e São João de Meriti, onde a situação é tão grave que não se sabe ao certo quantos meses são devidos a ativos e inativos.

Já Rosinha Garotinho, prefeita de Campos, termina seu governo com todos os salários pagos, inclusive dezembro e o 13º, os programas sociais em dia, inclusive o Cheque Cidadão e a passagem social a R$1, e quase a totalidade dos fornecedores. Não fossem alguns bloqueios judiciais ocorridos nas últimas horas, ela estaria inclusive adiantando os prestadores de serviços, cujo vencimento do pagamento ocorre no dia 5 de janeiro.

A tarefa do prefeito provisório de Campos, Rafael Diniz não será fácil. Uma equipe fraca, sem experiência, suceder a uma ex-governadora que deixa a casa arrumada é bem diferente de suceder prefeituras falidas. O eleitor será muito mais exigente porque se acostumou com um padrão elevado da administração, seja na limpeza pública, na qualidade das obras, das creches, das escolas, da merenda, dos programas sociais, enfim, a partir da zero hora do dia 1º o estilingue vira vidraça, e quem se acostumou apenas a atirar pedras no telhado dos outros vai ter que aprender a construir, o que é muito mais difícil do que destruir.

Embora haja muita promessa de ajuda por parte de pessoas que vêem na presença do prefeito provisório Rafael Diniz a chance de “varrer” os Garotinhos do mapa, será muito difícil, especialmente do seu principal inspirador, Pezão, algum tipo de apoio, já que no momento o governador não está conseguindo salvar a própria pele quanto mais a dos outros.