Foi sepultado ontem no Cemitério da Política Brasileira o cidadão Anthony William Matheus de Oliveira, vulgo Garotinho. Muitos fanáticos e populistas estiveram presentes, assim como também trabalhistas, nacionalistas, patriotas e outras espécies em extinção.

Fazemos um alerta, o finado já foi enterrado várias vezes, foi dado como morto em diversas ocasiões, inclusive por este jornal.

Por interesses comerciais publicamos anúncios fúnebres, mas alertamos para os fatos acima, a fim de não perdermos a nossa pouquíssima credibilidade já que notas de falecimento e missas de 7º dia já foram publicadas outras vezes, mas o referido cidadão insiste em não querer morrer.

Seu assassinato político, planejado várias vezes com sucesso duvidoso, já foi comemorado por pessoas que acabaram morrendo politicamente antes dele, a saber:

José Dirceu (Condenado no Mensalão e na Lava Jato)
Sérgio Cabral (Bangu 8)
Pezão (Responsável pelo falecimento do Estado)
Eduardo Cunha (Preso em Curitiba)
Ricardo Teixeira (Caçado pelo FBI)
Arnaldo Vianna (Inelegível até 2022)
Sérgio Mendes (Perdeu para vereador)
Geraldo Pudim (Teve 2 mil votos para prefeito na última eleição)

Esses são os mais recentes, embora ao longo de 35 anos o fantasma ressuscite periodicamente assustando muita gente.

Se for visto por aí, eleito mais uma vez ou discursando em praça pública, não é assombração, é que o falecido tem uma capacidade impressionante de superar adversidades e perseguições. A última vez que foi dado como morto teve 700 mil votos para deputado federal.

Incrível como tanta gente possa acreditar neste "morto-vivo".