Durante o final de semana publicamos uma série de postagens intitulada “Os homens de ouro da quadrilha de Cabral”, aqueles que na nossa opinião deveriam fazer companhia ao ex-governador Sérgio Cabral pelos crimes que cometeram juntos e que levaram o nosso estado à situação dramática que vive hoje. Adriana Ancelmo está presa e além dos milhões em lindas jóias o que pesa contra ela é advogar para empresas que são concessionárias do Estado. Regis Fichtner fez pior, advogou para a empresa de Eike Batista, através do escritório do qual é sócio majoritário enquanto estava na Casa Civil do governo Sérgio Cabral. O grupo de Eike Batista recebeu bilhões do BNDES e boa parte foi desviada em propinas para Cabral e outros. O escritório de advocacia Andrade e Fichtner não foi escolhido somente pelos seus méritos, mas porque era a Casa Civil do Governo do Estado quem dava a última palavra nas desapropriações covardes feitas contra os pequenos proprietários de terra na região do Açu.

Outros que mostramos no final de semana, como Gê Sadala, o deputado Paulo Melo, o empresário Arthur Cesar, o ex-secretário Sérgio Côrtes e Eduardo Paes praticaram respectivamente em suas áreas uma infinidade de crimes que vão de lavagem de dinheiro, corrupção, crime contra a ordem tributária, ocultação de patrimônio e pagamento por obras que nem sequer foram realizadas.

Durante o dia de hoje vamos continuar mostrando mais personagens da série “Os homens de ouro da quadrilha de Cabral”, como Jorge Picciani, José Mariano Beltrame e o empresário Ronald de Carvalho. Claro que faltam muitos outros. Existiam sub quadrilhas dentro da quadrilha, por isso afirmo que o dinheiro desviado do Estado e transformado em barras de ouro, jóias, vacas, fazendas, imóveis de luxo, lanchas, contas no exterior e todo o tipo de corrupção, supera ao longo dos últimos 10 anos a incrível soma de US$ 3 bilhões. É importante ressaltar que isso só pôde ocorrer com aliados fortíssimos do governador no Poder Judiciário, no Ministério Público e nos órgãos que deveriam controlar a execução orçamentária do Estado.

Neste final de semana um jornal de grande circulação atribui a Sérgio Cabral uma frase que é o ápice do cinismo, da calhordice e da falta de respeito com os cidadãos do estado. Reunido com membros de sua quadrilha em Bangu, Cabral disse: “Acho que exagerei”. Ninguém tem dúvida disso, apenas muita gente fez de conta que não via para participar da roubalheira. Graças a Deus, nos últimos dez anos, fui uma voz clamando solitariamente sem espaço na mídia para que minhas denúncias fossem ouvidas, mas para Cabral e sua gangue chegou a sua hora de prestar contas.