Reprodução do Radar online, da Veja
Reprodução do Radar online, da Veja

Sérgio Cabral é réu em 611 crimes de lavagem de dinheiro, 52 de corrupção passiva e 4 por formação de quadrilha e organização criminosa. Receberá uma condenação superior a mil anos de prisão. Recentemente Cabral começou a negociar a delação premiada, mas, segundo procuradores da Lava Jato no Rio, só queria entregar personagens periféricos, poupando os "peixes graúdos", por isso não houve evolução. Agora Cabral quer negociar sua delação diretamente com a Procuradoria Geral da República. A alegação é que não adianta negociar com o MPF do Rio e conseguir redução da pena uma vez que tem também o processo da Lava Jato em Curitiba. Por isso Cabral quer fazer uma delação só que valha por duas. Acho difícil que seja aberto esse precedente. De qualquer forma Cabral, por mais que conte o que sabe, não escapará de passar vários anos atrás das grades em regime fechado, quando muito poderá obter vantagens para sua mulher, Adriana Ancelmo. Mas de uma coisa Cabral não pode se queixar. Mesmo preso está recebendo tratamento privilegiado, regalias imorais e ilegais, o que não era para estar acontecendo. Aliás, até agora não vi o Ministério Público Estadual, responsável pela fiscalização do que acontece no sistema penitenciário do Rio de Janeiro se preocupar com as denúncias do tratamento privilegiado em Bangu 8.