Após a delação de Paulo Magalhães Pinto, um dos laranjas de Cabral, quem começou a delatar esta semana, com medo de ser preso na próxima etapa da Operação Calicute, é o ex-secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, um dos famosos integrantes da Gangue dos Guardanapos.

Paulo Magalhães Pinto (no centro, atrás de Cabral e Madonna); ao lado Sérgio Côrtes, George Sadala e Fernando Cavendish numa farra da Gangue dos Guardanapos em Paris
Paulo Magalhães Pinto (no centro, atrás de Cabral e Madonna); ao lado Sérgio Côrtes, George Sadala e Fernando Cavendish numa farra da Gangue dos Guardanapos em Paris


Mas avançaram muito os trabalhos, agora com apoio internacional, sobre as atividades ilícitas de Arthur César de Menezes Soares Filho. Aliás, o nosso blog foi o primeiro a divulgar uma foto dele, de seu avião particular, um Legacy, e a dar a ele o título de Rei Arthur, hoje amplamente divulgado na imprensa. Homem organizado, Arthur já contratou advogados no Brasil e nos Estados Unidos para defendê-lo. Não sei se vai manter a promessa que fez a um dos advogados, mas jurou que não falará nada, nem entregará ninguém. Muita gente já prometeu isso, mas depois de uma temporada em Bangu ou Curitiba mudou de ideia.

Rei Arthur; ao lado o avião do empresário, que foi utilizado várias vezes por Sérgio Cabral
Rei Arthur; ao lado o avião do empresário, que foi utilizado várias vezes por Sérgio Cabral


Quem também “caiu nas graças” da Procuradoria Geral da República no Rio de Janeiro foi Regis Fichtner. Até que enfim. É impressionante como o homem que comandou a Casa Civil, durante o governo Cabral, e neste período o escritório que lhe pertence advogava para, entre outros clientes, a LLX, de Eike Batista ainda continue solto. Também os procuradores conseguiram entender o fenomenal esquema dos precatórios que, por delegação do governador, em decreto publicado no Diário Oficial, ficou centralizado nas mãos de Regis Fichtner.

Pezão, Sérgio Cabral e Regis Fichtner
Pezão, Sérgio Cabral e Regis Fichtner

Passado o carnaval, a próxima semana promete grande movimentação no arraial peemedebista do Rio de Janeiro. Aliás, um piadista de plantão diz que o mês preferido de Cabral é junho, porque quadrilha todo o dia.

Gozações à parte na próxima semana o bicho vai pegar.

É interessante notar que pelo menos no discurso, Cabral foi coerente e implantou uma “parceria público-privada”, ou seja, ele roubava junto com os empresários. Sempre disse, às vezes alguns não entendiam, que o esquema no Rio ia muito além das empreiteiras.

Tudo no Rio virou propina.

No sentido horário: Pezão, George Sadala (Rio Poupa Tempo), Ronald Carvalho (contêineres das UPAs e UPPs) e Julio Lopes (Metrô)
No sentido horário: Pezão, George Sadala (Rio Poupa Tempo), Ronald Carvalho (contêineres das UPAs e UPPs) e Julio Lopes (Metrô)


Tudo foi motivo para roubar. De fato o slogan de Cabral era “somando forças”. Estava certo, somaram forças para saquear e quebrar o Rio de Janeiro, e devem ir para a cadeia não só os recebedores de propina (políticos e agentes públicos), mas também os empresários que participaram dessa farra que faliu o nosso estado.