A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), que quando foi ministra da Agricultura, no governo Dilma, nomeou o chefe da quadrilha que cuidava da fiscalização dos frigoríficos no Paraná, fez hoje o seu mea culpa na tribuna do Senado. Afirmou que nomeou Gil Bueno de Magalhães, segundo ela afirmou hoje, um “bandido”, “marginal” como superintendente de Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Paraná por pressão política do seu partido. Foi mais longe e declarou que foram dois deputados do PMDB-PR que forçaram a nomeação. Disse ainda que quis demiti-lo quando soube que ele respondia processos administrativos, consultou a então presidente Dilma, que lhe teria dito, segundo palavras da senadora: "Demita já! Faça o que tem que ser feito". Mas Kátia Abreu não demitiu, segundo se justificou, porque não suportou a pressão do partido.

Pois muito bem, à parte a omissão por ter mantido Gil Bueno no cargo, deixando o barco rolar, a senadora Katia Abreu tem que dizer o nome dos dois deputados do PMDB paranaense que "forçaram" a nomeação do chefe da quadrilha - segundo a Polícia Federal - desbaratada pela Operação Carne Fraca. Com o perdão do trocadilho tem que dar o nome aos bois. Senão, além de ter se omitido na época, estará agora acobertando aqueles que colocaram o superintendente lá. O Brasil tem o direito de saber.