O grande esquema que alimentou o grupo do deputado Julio Lopes (PP-RJ) não é somente aquele mostrado hoje nos jornais, ou muito menos a corrupção nas obras do linha 4 do metrô do Rio, que levaram para a prisão na semana retrasada, o seu braço-direito, Luiz Carlos Velloso, e diretor da Rio Trilhos, Heitor Lopes Filho, o Juninho. É claro que a linha 4 tem um superfaturamento estimado em mais de R$ 2 bilhões. Porém a coisa vai pegar quando for concluída a investigação sobre as relações do governo Cabral, via Julio Lopes, com a Fetranspor (Federação das Empresas de Ônibus). O Bilhete Único, um programa social até importante pata os trabalhadores, foi uma fonte gigantesca de corrupção. Para se ter ideia eram as empresas que informavam ao Estado quanto elas deveriam receber de subsídio. Aliás, além da mamata do descontrole, Cabral reduziu em 50% o IPVA das empresas de ônibus.

Reproduções do Globo e da Veja
Reproduções do Globo e da Veja


E os vazamentos continuam sobre a delação da Odebrecht. A cada hora vazam para um veículo da grande mídia e até para sites e blogs, mas o único que sofrei retaliação foi o blogueiro Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania) que vazou a condução coercitiva de Lula. Foi uma absurdo tão grande que o juiz Sérgio Moro voltou atrás.

Agora vazaram delações sobre Rodrigo Maia e Julio Lopes. Mas como tenho repetido exaustivamente uma coisa são doações eleitorais, que meio mundo político recebeu. Outra situação completamente diferente é a dos políticos que receberam propinas para cuidar dos interesses financeiros da Odebrecht, que usaram os cargos públicos para aprovar medidas que renderam milhões para a empreiteira.

É o caso, segundo as delações, de Rodrigo Maia e Julio Lopes. Maia teria recebido dinheiro para ajudar aprovar uma Medida Provisória que resultou em milhões a mais no cofre da Odebrecht. E Lopes teria pedido propina para defender os interesses da empreiteira em obras do Governo Cabral, quando era secretário de Transportes. Ou seja, a se confirmar as delações, esqueceram o interesse público e agiram como uma espécie de lobistas de interesses privados da empreiteira em troca de propinas.