Reprodução da Veja online
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O ministro do TSE, Herman Benjamin já distribuiu seu voto aos colegas da Corte no processo que vai julgar a chapa Dilma - Temer. Ontem o voto foi entregue ao Ministério Público Eleitoral que tem 48 horas para se posicionar. Dessa forma na sessão da próxima terça-feira, o TSE já poderá julgar o caso. No Palácio do Planalto o clima é de grande apreensão. A defesa de Temer quer empurrar o julgamento para maio, porque até lá dois ministros encerram seu mandato e caberá ao presidente da República nomear os substitutos. A decisão sobre a data do julgamento está nas mãos do presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes. Caso a chapa seja cassada viveremos uma crise sem precedentes, menos de um ano após o impeachment de Dilma. É claro que se ocorrer a cassação da chapa, Temer recorrerá ao Supremo Tribunal Federal, mas perderá a legitimidade e uma crise política gravíssima se instalará.

Aliás, a defesa de Michel Temer quer que os ministros do TSE julguem o caso tendo em mente que uma eventual cassação provocará uma crise institucional no país. Ora, os ministros têm que julgar é seguindo a lei e analisando as provas. Nada além disso.