Impressiona o constrangedor silêncio do governador Pezão diante da notícia de que a propina distribuída aos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado foi combinada pessoalmente por ele, na sua própria casa e no gabinete do Palácio Guanabara. A delação do ex-presidente do TCE revelou ainda que Pezão indicou para entregar as propinas, o marido de sua sobrinha, que é subsecretário de Comunicação Social do governo, Marcelo Santos Amorim, o Marcelinho e seu secretário de Governo, Affonso Monnerat. A notícia entrou nas manchetes desde sábado, mas até agora Pezão não disse uma palavra para se defender. Sua assessoria limitou-se a informar que o governador não comentaria a notícia porque não tinha tido acesso a toda a delação do conselheiro Jonas.

Agora vejam só, ele precisa ler a delação para se defender de uma acusação concreta? Eu já sofri todo o tipo de acusações falsas, mas nunca me calei, sempre respondi imediatamente, apresentando provas, mostrando a verdade. Pezão não se defende porque sabe que tudo o que consta na delação do ex-presidente do TCE é verdadeiro.

Em tempo: Um exemplo de como o governo Pezão é a "casa da mãe Joana" está no fato de que o marido de sua sobrinha, subsecretário de Comunicação Social, o tal Marcelinho, é que cuidava dos contratos de fornecimento de refeições para os presos. O que a área dele tem a ver com presídios?