Duas questões envolvem os desdobramentos da operação da semana passada que prendeu cinco conselheiros e um ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

1ª Os conselheiros presos sabem que com a delação do ex-presidente do TCE não é viável todos aderirem à delação premiada, até porque falariam sobre os mesmos eventuais esquemas. Logo se algum conselheiro preso quiser delatar não pode perder tempo, caso contrário um colega pode se antecipar. A expectativa do MPF é de que algum dos conselheiros resolva falar, se é que isso já não está acontecendo.

2ª Algumas dezenas de prefeitos e ex-prefeitos estão desesperados porque sabem que vem por aí uma nova fase da Operação "O quinto do ouro". Vários já estão constituindo advogados e é bem possível que alguns deles queiram se antecipar e procurem o MPF para colaborar com as investigações em troca de não serem presos. Aliás, podem estar certos que a etapa da operação que vai mirar os prefeitos deve levar alguns assessores especiais da secretaria de Governo de Pezão, que virou um "guarda-chuva" que abriga mais de 20 ex-prefeitos sem mandato.