Reprodução do Radar online, da Veja
Reprodução do Radar online, da Veja

Que Michel Temer esteja tranquilo em relação ao julgamento no TSE da sua chapa com Dilma até posso entender. Com as manobras da defesa o julgamento pode vir a ser concluído só no segundo semestre, depois - em caso de cassação - tem os embargos (recurso) no próprio TSE, e ainda pode recorrer ao Supremo. Ou seja, é pouco provável que haja uma definição antes de 2018, o caso pode até se arrastar até o final do seu mandato. Agora dizer que está "dedicado à agenda positiva" é um pouco demais. Que agenda positiva? Em que mundo Temer está? Ele pode estar tranquilo, mas o mesmo não acontece com os mais de R$ 13,5 milhões de desempregados pelo índice oficial, porque são mais de 20 milhões na prática, nem com os trabalhadores que estão na iminência de perderem os direitos conquistados com a CLT e ver a sua aposentadoria adiada.

Aliás, hoje pela manhã, apesar da apregoada "tranquilidade" de Temer, foi preciso cercar de policiais a Avenida Paulista, em frente à FIESP, para o presidente participar de um seminário internacional e impedir a aproximação de manifestantes que protestavam contra o governo.

A verdade é uma só: ninguém que tem apenas 10% de aprovação pode estar tranquilo.