Doleiro Lúcio Funaro, Hudson Braga, o Braguinha, e Marcelo Campos Amorim, o Marcelinho
Doleiro Lúcio Funaro, Hudson Braga, o Braguinha, e Marcelo Campos Amorim, o Marcelinho

As diversas delações nas operações Lava Jato, Calicute e outras, revelam uma coincidência entre as várias quadrilhas montadas para roubar o dinheiro público. São diversos os casos onde se cruzando as informações se chegou à conclusão que os integrantes dos esquemas também roubavam uns aos outros. Eram os espertalhões. Lúcio Funaro roubava Eduardo Cunha e não lhe repassava todas as propinas que eram entregues por empresários. Hudson Braga, o Braguinha (homem da mala de Pezão) criou, sem Cabral saber, uma "taxa de oxigênio" onde "mordia" 1% dos empreiteiros. Por conta dessa revelação Cabral e Braguinha chegaram a discutir na cela de Bangu 8. E outra delação apontou que o subsecretário de Comunicação Social do Governo do Rio, Marcelo Santos Amorim, o Marcelinho casado com a filha de criação de Pezão teria se apropriado de uma parte das propinas que eram destinadas ao TCE. Era a turma dos "goelas largas", que não se contentava com a parte combinada no butim.