Reprodução do Estadão
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É uma questão de números. Para a reforma ser aprovada são necessários 308 votos, ou seja, no máximo 205 deputados podem votar contra. Acontece que levantamento feito pelo Estadão revela que há 256 votos contrários, inclusive com um número expressivo de deputados aliados. Por isso Temer está recuando em vários pontos, como as aposentadorias especiais de policiais e professores, redução da idade mínima de aposentadoria, entre outros. É claro que os bancos foram os primeiros a chiar. Com as mudanças na reforma da Previdência lá se vai uma economia de R$ 115 bilhões, por isso os banqueiros estão reclamando. Aliás, está sendo convocada greve geral pelas centrais sindicais para o próximo dia 28.

No próximo ano haverá eleições, os deputados sabem que se aprovassem a reforma como veio do Palácio do Planalto seria suicídio político. Mas quero aqui fazer um alerta. Se o governo Temer se enfraquecer ainda mais, se estourar algum escândalo, que pode até ser o desdobramento da delação da Odebrecht, com a abertura de investigações contra 9 ministros citados, o Palácio do Planalto pode esquecer a reforma.