Reprodução do Brasil 247
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Na Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha era mestre em pressionar empresários, usando requerimentos nas comissões, inclusive alguns assinados por deputados próximos, como foi o caso da ex-deputada Solange Almeida (PMDB-RJ). Os empresários sentiam-se ameaçados e faziam "doações" em dinheiro para Eduardo Cunha. A Lava Jato já comprovou essa tática. Agora preso, Cunha usa como "ameaça" a possível delação premiada, que até agora está só na retórica, só na possibilidade. Já usou isso para acuar o Palácio do Planalto e obter vantagens, como alguns cargos importantes, até a nomeação do ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB-PR). Agora usa interlocutores para dizer que pode fazer delação entregando esquemas de grande empresários.

Bem, vocês sabem que quando eu acuso, eu provo. Não posso afirmar o que está por trás dessa nova ameaça porque não tenho provas. Mas é uma coincidência que o novo "recado" de Cunha mirando empresários aconteça justamente quando sua filha - segundo foi publicado na imprensa, está "passando a sacolinha" e pedindo a deputados que o pai ajudou para contribuírem financeiramente para os gastos da família, que está com o dinheiro bloqueado e estaria - segundo ela - com dificuldades para pagar suas despesas, que aqui entre nós, não são baratas, basta ver os gastos de Cláudia Cruz e dos filhos em lojas de grife.