O Brasil inteiro comenta a lista da Odebrecht. Uma verdadeira confissão dos crimes que eles cometeram em sociedade com agentes públicos. E ainda tem gente que aplaude dar redução de pena para quem diz que corrompeu mais de 400 políticos.

Boa parte da imprensa, como afirmou o patriarca da empreiteira, Emílio Odebrecht, sabe disso há muito tempo. A mesma imprensa que sonega impostos, que recebe verbas publicitárias altíssimas para não falar de políticos corruptos, de repente, começa a atirar como se fosse “soldadinho do bem” e todos os políticos homens do mal. Alto lá, não é bem assim. Pelo menos no caso do Estado do Rio, se não fossem minhas denúncias alguém acredita que Sérgio Cabral teria sido desmascarado e a “fábrica de corrupção” instalada no governo dele teria sido descoberta?

Todas as denúncias merecem ser investigadas. Mas é necessário, como bem afirmou o ex-ministro do STF, Célio Borja, separar fatos para que a generalização não seja a salvação dos canalhas.

Reafirmo: nem eu ou Rosinha cometemos nenhuma irregularidade, como reportagens maldosas tentam induzir.

Diferente de políticos que tiveram reveladas contas no exterior, como Sergio Cabral, Aécio Neves, José Serra, Eduardo Paes, Jorge Picciani, Júlio Lopes e outros, nós não temos, nem nunca tivemos.

Também diferente de políticos que tiveram evolução patrimonial incompatível com sua renda, ou adquiriram riquezas sem lastro financeiro, nós não estamos nesse rol.

Como alguém minimamente inteligente pode acreditar nas afirmações feitas contra mim por parte de delatores, que muito antes de seus depoimentos, foram denunciados por mim ao Ministério Público Federal em 2012 por superfaturamento de obras?

Os casos do Maracanã, Linha 4 do metrô, Região Serrana, Arco Rodoviário, PAC do Alemão, e outras obras da Odebrecht, são alvo de reportagens do meu blog há anos, denunciando superfaturamentos gigantescos. Cabral recebeu de propina, segundo os delatores, R$ 50 milhões só na Linha 4 do metrô, cujo superfaturamento ultrapassa R$ 2,3 bilhões.

As delações da Odebrecht envolvem verdades e mentiras. Algumas delas, como no meu caso, é vingança pura, a fim de prejudicar alguém que denunciou o esquema do qual eles faziam parte. Afinal, como diz Marcelo Odebrecht em sua delação, Benedicto Júnior, um dos delatores era “padrinho” de Sérgio Cabral dentro da empresa, meu inimigo declarado, que fez tudo para me destruir politicamente.

Aliás, a delação, além de não trazer nenhuma prova, é confusa até nos números. Um afirma que teria dado por fora para ajudar quatro campanhas, duas minhas, duas de Rosinha, R$ 12 milhões, outro delator diz que teriam sido R$ 20 milhões, uma diferença grande, difícil de ser um erro de contabilidade. Parece que esqueceram de combinar o mesmo depoimento.

Por fim é bom lembrar que desde que denunciei a sociedade da mulher de Benedicto Júnior (presidente da Odebrecht Infraestrutura) com a mulher de Sérgio Côrtes, na Blume Joalheria, que fica em Ipanema, usada por Sérgio Cabral para lavar dinheiro, virei persona non grata do delator e sua família. A denúncia está na notícia-crime protocolada por mim na Procuradoria Geral da República em 2012.

Enquanto alguns jornais hoje ocupam suas manchetes para tentar me atingir sem nenhuma prova, não há uma linha sequer sobre a quadrilha de Sérgio Cabral. Esqueceram a Gangue dos Guardanapos, que deixou os servidores sem salários, que fechou os restaurantes e as farmácias populares, que destruiu as nossas escolas e universidades, que roubou descaradamente sob o silêncio da mídia local.

Não temo nenhuma investigação. O que sinto é que, mais uma vez, tentam atirar contra minha honra e de minha família porque sou um político nacionalista e sempre defendi os interesses do povo e dos mais humildes.