Rodrigo Maia, Michel Temer e Eunício Oliveira
Rodrigo Maia, Michel Temer e Eunício Oliveira

No discurso, Michel Temer, Rodrigo Maia e Eunício Oliveira estão afinados. Dizem que a "delação do fim do mundo" não vai paralisar o Congresso, nem o governo. Mas com oito ministros do governo Temer, 24 senadores e 39 deputados sendo investigados o clima é amplamente desfavorável ao andamento normal do trabalhos.

Na semana passada, por conta do feriadão que o Congresso antecipou, a repercussão das delações da Odebrecht não foi muito sentida nos plenários da Câmara e do Senado. Hoje, com as sessões das duas Casas é vamos sentir as reações.

O certo é que pelo número de parlamentares acusados de receberem propina - estou me referindo aos casos em que há provas, é bom frisar - esse Congresso não tem mais autoridade moral para fazer reformas, seja trabalhista ou previdenciária.