Mesmo que na sessão que ocorre neste momento, a Câmara dos Deputados aprove as emendas ao texto principal do projeto de recuperação dos estados, antes de junho não cairá dinheiro no caixa do Governo do Estado, por conta do tão sonhado empréstimo de R$ 3,5 bilhões, avalizado pela autorização da venda da CEDAE. Uma vez aprovado na Câmara, o que pode acontecer ainda hoje, seguirá para o Senado. Dificilmente será analisado e votado na próxima semana, aí chegamos em maio.

Mas nessa hora haverá um impasse. Para o Estado do Rio poder homologar o acordo com o governo federal é necessário que a ALERJ aprove o aumento da contribuição previdenciária dos servidores, além da proibição de aumentos salariais por três anos. Isso não acontecerá de uma hora para a outra, o próprio presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani já disse que só vota a matéria quando Pezão colocar em dia o pagamento dos servidores, o que não há chance de acontecer agora.

Só após tudo ser aprovado é começarão os trâmites burocráticos para a obtenção do empréstimo, o que não acontece de uma hora para outra. Isso significa que o atraso no pagamento do funcionalismo vai ser ainda maior. O Rio segue num beco sem saída, ou melhor existe uma saída que o governo Temer não quer tomar, que é a intervenção, ou então Pezão ser posto para fora.