Embora parte da mídia, especialmente as Organizações Globo, tenham tentado me envolver em algum ato irregular com a empreiteira, cuja lista sacudiu o país, a delação de Benedicto Júnior, prestada ao Ministério Público Federal, é a maior prova da minha inocência. Reproduzo o que Benedicto disse aos procuradores do MPF.

Pergunta: Houve algum benefício concreto do senhor Anthony Garotinho para a Odebrecht?

Benedicto: "Pedidos por nós não. Nós acabamos conquistando no mercado foi uma obra de construção de casas populares em Campos".

Pergunta: Mas houve algum benefício?

Benedicto: "Não. Que eu saiba não. Tratados comigo, não".

Pergunta: Houve algum tipo de fraude?

Benedicto: "Não. Leandro me disse que não houve nenhuma fraude".

Pergunta: Algum benefício concreto da senhora Rosinha para Odebrecht?

Benedicto: "Não".

Pergunta: E da senhora Clarissa?

Benedicto: "Também não. A Clarissa eu só encontrei uma vez. Também não. Nenhum.

Pergunta: Nenhum benefício concreto dela?

Benedicto: " Não, nenhum".


Meme da Globo

Aliás, quero agradecer aos milhares de pessoas que percebendo a forçação de barra da Globo para tentar me incriminar e esconder a propina de Eduardo Paes, espalharam pelo país inteiro, via Whatsapp, a reprodução da entrevista, de 2014, onde mostrei que a Globo sonegava impostos, e levou a emissora a ser obrigada apagar um DARF de R$ 900 milhões e entrada no parcelamento de uma sonegação de R$ 2 bilhões.



Volta para a cadeia

É dada como certa a volta de Adriana Ancelmo para Bangu. O motivo é simples e não tem nada a ver com o recurso que será apreciado pelo STJ no próximo dia 26. Para conseguir o benefício da prisão domiciliar, ela utilizou a lei que concede essa possibilidade a mães que tenham filhos com idade inferior a 12 anos. Adriana e Sérgio Cabral têm dois filhos, um de 14 e o outro de 11 anos, que completa no próximo dia 29, doze anos. O Ministério Público Federal só está esperando a data para requerer o fim do benefício.

Aliás, dizem advogados que visitaram Cabral em Bangu, que ele anda surtando. Um dia desses estava cantando ópera, tentando imitar Pavarotti na hora do banho de sol. Não conseguiu juntar público, nem os presos tiveram curiosidade de assistir a performance. Bem diferente dos aplausos que ele recebia até quando cantava “Parabéns pra você” para Adriana Ancelmo nos badalados restaurantes de Paris.



As águas vão rolar

Um passarinho me contou que na próxima semana a CEDAE vai trazer dor de cabeça para mais integrantes do governo Cabral – Pezão. Uma figura ilustre, que já passou pela empresa e hoje ocupa um cargo importantíssimo no atual governo estadual pode morrer afogado em mais uma etapa da operação Lava Jato, que vem desbaratando os roubos de Cabral.

Os alvos principais da operação, que já vinham há algum tempo sendo investigados por corrupção, tiveram suas situações complicadas por duas novas delações feitas por ex-auxiliares do governo de Cabral. Nada relacionado à Odebrecht.

Convencido da traição

Nós já havíamos estranhado a ausência de Regis Fichtner nas operações feitas contra a corrupção no governo Cabral, afinal ele é o mais antigo colaborador do ex-governador. Depois que a revista Época confirmou que Regis está entregando seus ex-companheiros de crime para não ser preso, Cabral está tomado de ódio pelo ex-amigo, e está tentando desesperadamente fechar um acordo de delação. Promete entregar escritórios de advocacia que negociaram precatórios, sob a coordenação de Regis Fichtner, e integrantes do Judiciário e do Ministério Público, de todas as instâncias. Há uma grande torcida: “Fala Cabral!”

A pergunta que ninguém responde

Eduardo Paes tem uma despesa em torno de US$ 50 mil para manter a família morando em Nova Iorque. Só os filhos pagam de mensalidade num dos colégios mais caros do mundo R$ 26 mil, fora aluguel, alimentação e outros gastos, além de constantes presenças em óperas e shows na Broadway. A pergunta é quem paga a conta de Eduardo Paes todo final do mês?

Palocci e a delação-bomba

Quem pensa que Palocci vai falar só do PT está muito enganado. Um amigo meu que teve acesso aos documentos que Palocci pretende mostrar, afirma categoricamente que setores da indústria, mercado financeiro e um grande conglomerado de comunicação ficarão enroladíssimos, e aí é que o bicho pega. Será que a mídia delatada vai dar espaço ao delator? Eis a questão.