Reprodução de O Dia
Reprodução de O Dia

Desde o final de 2015, os leitores do blog são testemunhas, já fiz diversas postagens denunciando a redução do policiamento ostensivo no Rio de Janeiro. E para minha surpresa a grande mídia não deu a mínima para o problema. Avisei que os batalhões não tinham mais combustível, que as viaturas estavam saindo com meio tanque. No início do ano passado (2016) denunciei que o número de policiais militares a pé havia sofrido uma grande redução por falta de pagamento do RAS (Regime Adicional de Serviço).

Mas neste domingo, finalmente, um grande jornal, O Dia, noticiou a situação dramática com menos 500 policiais militares por dia no policiamento ostensivo. É por isso que os bandidos estão cada vez mais ousados, sabem que a probabilidade de darem de cara com uma viatura da polícia é cada vez menor.

E qual é a solução?

Ora, é elementar. Hoje há 9.500 soldados lotados nas 38 UPPs. De acordo com relatório da PM, mais de 90% das incursões policiais nas comunidades com UPP não resultam em apreensão de drogas, armas, ou na prisão de marginais. Na prática as UPPs não servem mais para nada. Os policiais estão jogados às feras, sem armamento, munição e coletes à prova de balas em condições. Vivem acuados porque não têm como enfrentar o tráfico. Então a saída é colocar esses policiais no policiamento de rua. Mantê-los nas UPPs é apenas para dizer que a "pacificação" não acabou, o que na prática todo mundo sabe que é a dura realidade. A "pacificação" não passou de farsa, marketing eleitoral para reeleger Cabral e eleger Pezão. Enganaram todo mundo. Está na hora de alguém chegar para Pezão e mostrar-lhe que existe uma guerra urbana no estado e que os 9.500 policiais que estão nas UPPs podem ser mais úteis no asfalto.