Manchete do Globo
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Artistas e personalidades agora estão pessimistas diante da realidade do Estado do Rio de Janeiro. É natural. Vivemos num estado em que a corrupção se transformou numa epidemia que contaminou os mais diversos setores e poderes, até os mais impensáveis. As finanças estão devastadas depois do saque aos cofres estaduais. Os serviços públicos do Governo do Estado não funcionam por falta de dinheiro. Os servidores não recebem seus salários. E como se tudo isso não bastasse a explosão da violência apavora as pessoas que têm medo até de sair de casa. São tempos muito difíceis, os piores dias da história do nosso estado. E até a Prefeitura do Rio começa a sentir os efeitos da gestão irresponsável de Eduardo Paes, que, seguindo a cartilha de Cabral, como fez Pezão, também assaltou os cofres municipais. Esse é o resultado do domínio do PMDB na política do Rio de Janeiro, obtido na base da propina, das negociatas, da compra de políticos e partidos.

Houve um tempo em que os artistas e personalidades que hoje demonstram sua indignação e confessam seu pessimismo, batiam palmas para os governantes, Cabral, Pezão e Paes. Acreditavam na "pacificação", defendiam com unhas e dentes a Copa e as Olimpíadas, porque estavam certos que o legado seria grandioso. Não foi por falta de aviso. Passei quase 10 anos "pregando no deserto", denunciando a roubalheira, mas ninguém me dava ouvidos, nem a mídia. Agora não adianta chorar em cima do leite derramado. O estrago já foi feito. Só resta tentar buscar soluções para tirar o nosso estado da sua pior crise, mas não se iludam, isso ainda vai demorar.