Dornelles, Christino Áureo e Pezão; ao lado Jorge Picciani quando foi levado coercitivamente pela Polícia Federal
Dornelles, Christino Áureo e Pezão; ao lado Jorge Picciani quando foi levado coercitivamente pela Polícia Federal

Sintam o tamanho do drama que o Rio de Janeiro vive, claro, além das crises financeira, na segurança pública, na saúde, fora os efeitos da economia nacional. O governador Pezão passa o tempo todo em Brasília, onde até agora não conseguiu nada para o nosso estado, abandonou de vez a gestão do governo. O vice Francisco Dornelles está com a saúde debilitada, nem despacha mais. Quem na teoria toca o barco desgovernado é o secretário da Casa Civil, Christino Áureo, que não tem nem competência, nem autoridade para a tarefa. Esses três são chamados no Palácio Guanabara de Trio Calafrio. Na prática quem dá as ordens, passando por cima de todos, é o coronel Jorge Picciani, que agora enfrenta uma batalha contra o câncer. O resultado final é que o Governo do Estado virou uma bagunça geral, cada um rema para um lado, ninguém respeita ninguém, cada um faz o que quer, e o barco está indo a pique, à vista de todos. É desesperador.