Reprodução do Extra
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A mídia do Rio de Janeiro vem abordando a aprovação do projeto de ajuda aos estados endividados, que passou ontem na Câmara, como a solução imediata para o problema dos atrasos nos salários. É desinformação e maldade com os servidores, que criam falsas expectativas. Nas matérias de hoje reproduzem até uma declaração mentirosa de Pezão, que foi divulgada via assessoria. Diz o governador: "O Plano possibilita que terminem os arrestos, os bloqueios e que façamos a operação de crédito prevista". Bem, vamos novamente aos fatos.

O projeto agora vai para o Senado e depois à sanção do presidente Michel Temer. A imprensa dá como certo que já na terça-feira tudo será aprovado, o mesmo que fez com relação à tramitação na Câmara quando dizia que em uma semana deveria ser aprovado e levou três meses. Mas mesmo que seja aprovado e sancionado na próxima semana, para o Rio assinar o acordo de ajuda é preciso primeiro que a ALERJ aprove o aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14%, além do projeto que proíbe reajustes salariais por três anos. Será mais uma guerra para aprová-los.

E só depois disso começarão os trâmites burocráticos para o empréstimo de R$ 3,5 bilhões junto aos bancos. Ou seja, antes de julho não chega esse dinheiro. Hoje, Pezão deve só em salários e 13º e gratificações atrasadas em torno de R$ 5 bilhões. Logo, arrestos e bloqueios vão continuar para desespero do funcionalismo estadual.