Fernando Henrique Cardoso com o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) e o economista Armínio Fraga
Fernando Henrique Cardoso com o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) e o economista Armínio Fraga

Tendo à frente o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o PSDB quer assumir a Presidência da República, que não conseguiu através das urnas com Aécio Neves. FHC diz que conversa sobre a governabilidade, mas estão claras as articulações para, uma vez Temer deixando o cargo, eleger por via indireta o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). E para obter apoio do empresariado e do sistema financeiro os tucanos indicam que o ministro da Fazendo será o economista-banqueiro Armínio Fraga, que foi presidente do Banco Central no governo FHC. Armínio é um nome que soa como música para os ouvidos dos bancos nacionais e estrangeiros. É brasileiro, com cidadania norte-americana, já trabalhou para o megainvestidor George Soros e para o banco JP Morgan. Seria a volta da política neoliberal, com sérios prejuízos para a área social.

Mas enquanto os caciques se movimentam para o pós-Temer e não querem que o partido abandone Temer agora, a nova geração de políticos tucanos e a juventude do PSDB estão se rebelando e cobrando o desembarque imediato do governo. A direção do PSDB não quer sair agora para não melindrar o PMDB, de olho nos votos numa eventual eleição indireta. Os tucanos estão em cima do muro, mas prontos para mergulhar de cabeça num governo-tampão eleito pelo Congresso.