Na tarde desta sexta feira, o promotor Leandro Manhães, mais uma vez, tenta se colocar acima da lei. Apesar do Tribunal Superior Eleitoral ter afirmado que não cabe censura numa sociedade democrática, ele invoca para si o papel de censor para definir o que é uma crítica desejável. Afirma também que há suposta intimidação a uma testemunha, que já prestou depoimento, para pedir minha prisão preventiva.
Meus advogados estão agindo, mas cabe aqui algumas observações. O papel de censor de opinião já foi revogado junto com a ditadura. Se o promotor Leandro Manhães quer voltar a exercer a indigna função de censor, torça pela volta de um regime de arbítrio onde as liberdades são suprimidas.
Quanto a testemunha, segundo o TSE, é indigna de fé, pois alterou seu depoimento 6 vezes ao longo do processo. Estranho também o fato do promotor fazer novamente o pedido ao juiz que acaba de assumir a ação no lugar de Ralph Manhães, que saiu de férias. Quem confunde opinião com ameaça deve estar com dúvidas em relação ao que faz.

ANTHONY GAROTINHO