Reprodução da coluna de Lauro Jardim, do Globo; ao lado Eduardo Cunha sendo levado preso para Curitiba
Reprodução da coluna de Lauro Jardim, do Globo; ao lado Eduardo Cunha sendo levado preso para Curitiba

O Brasil, desde o mês passado, fez uma descoberta de quem é o verdadeiro Aécio Neves. Foi mais ou menos como aconteceu com Sérgio Cabral quando eu revelei aqui no blog as fotos das farras da Gangue dos Guardanapos em Paris e Mônaco. Aécio sempre foi muito bem tratado pela mídia, passava a imagem de bom moço, um homem fino, acima do bem e do mal, um exemplo de político ética.

Eis que "a vaca foi pro brejo". Apareceram contas de Aécio no exterior, vieram à tona as propinas em grandes obras do governo mineiro, na sua gestão, e em empreendimentos de Furnas. Posteriormente as reveladoras conversas com Joesley Batista, onde o palavreado chulo, o festival de palavrões, mereceu até um pedido de desculpas do senador, aliás, o único, ignorando os 9 inquéritos no STF e as mais diversas acusações de corrupção. O Brasil testemunhou Aécio, de viva voz, pedir propina de R$ 2 milhões a Joesley Batista.

E agora essa notícia que, eufemismo à parte, o "foi especialmente duro" representa na verdade "ameaçou". Vamos ser claros. É a mesma estratégia de Eduardo Cunha. Igualzinha. Ameaças a aliados de quem conhece esquemas nada republicanos. O Brasil descobriu que o "bom moço" é muito parecido com Eduardo Cunha.