Reprodução da Folha de S.Paulo
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Henrique Meirelles e Rodrigo Maia não são próximos, um já revelou reservas a respeito do outro em momentos anteriores. Mas ambos sabem que dependem um do outro no cenário pós-Temer que se aproxima. Rodrigo Maia só está na iminência de suceder Temer justamente por garantir ao mercado que Henrique Meirelles permanecerá onde está, à frente da equipe econômica. E Meirelles, que tem ambições políticas para 2018, dependendo do resultado da economia, da superação da crise, precisa continuar ministro para levar adiante o seu projeto pessoal. Mas Meirelles sabe que será uma espécie de fiador de Rodrigo Maia junto aos bancos e ao mercado financeiro. Por isso cobra autonomia no novo governo, valoriza o passe.

Mas o mais impressionante é que temos um ministro da Fazenda, subordinado a um presidente que está no exercício do cargo, sabe-se a que preço, mas está, que discute abertamente questões do próximo governo. Meirelles é mais um que não acredita mais na sobrevivência do seu atual chefe.