Reprodução do Globo online
Reprodução do Globo online

Impressiona a desfaçatez do ex-governador Sérgio Cabral. Mesmo diante de todas as provas, do dinheiro já encontrado em contas no exterior, das joias, das barras de ouro, da mansão, da lancha, além de todos os depoimentos já colhidos nos 12 processos em que é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e outros crimes, Cabral insiste que nunca recebeu propina de quem quer que seja. Ontem chegou a fazer um teatro na frente do juiz Marcelo Bretas ao ser questionado mais uma vez sobre o recebimento de propina. "Que maluquice é essa?", foi assim que expressou sua falsa indignação. Mas em vários momentos chamou a propina de apoio. Disse que recebia era apoio, não propina. Então tá! É só uma questão de sinônimo. O que para uns é propina, para outros é pixuleco, cafezinho, e outras expressões criativas, para Cabral chama-se "apoio".