Reprodução do Radar online, da Veja
Reprodução do Radar online, da Veja

Essa situação das delações me lembra um poema famoso de Carlos Drummond de Andrade que diz: "João amava Teresa que amava Raimundo / que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili /
que não amava ninguém". Michel Temer tem medo de Eduardo Cunha, que tem medo de Lúcio Funaro, e por aí vai. Todos com medo da delação um do outro. E assim segue o Brasil em ritmo de delações. Aliás, curiosamente, esse poema de Drummond chama-se "Quadrilha".