Exército nas ruas do Rio
Exército nas ruas do Rio

Até que enfim uma boa notícia para o Rio de Janeiro, que vive a pior crise de sua história, atacado bor bandos de marginais, traficantes, milicianos, quadrilhas de assaltantes, facções criminosas disputando o território e impondo o terror pelas armas, fazendo as balas cruzarem os bairros, matando em série policiais e civis inocentes. Vivemos num cenário de guerra urbana onde as forças da segurança pública capitularam ao poder dos bandidos por absoluta falta de condições materiais para desempenharem sua missão de proteger a sociedade.

Há muito tempo o Rio de Janeiro pede socorro, cansei de cobrar aqui no blog que o governo federal ajudasse o nosso estado que se esvai em rios de lágrimas e de sangue. Demorou até demais para haver uma ação efetiva, passou-se muito tempo jogando para a galera.

Mas enfim, ontem as Forças Armadas foram para as ruas reforçar a nossa segurança. São 10 mil homens e mulheres — 8,5 mil das Forças Armadas, 620 da Força Nacional e 1.120 da Polícia Rodoviária Federal - que ocuparam 22 pontos em vias expressas e na Zona Sul.

O povo do Rio de Janeiro recebe as Forças Armadas de braços abertos, ontem populares disputavam para tirar selfies com soldados que patrulhavam a Zona Sul.

É cedo para analisar a estratégia e a dimensão das ações dessa operação que irá até o final do ano, devendo ser renovada até o final de 2018. Mas uma questão não pode ser esquecida. É preciso ajuda federal também para reaparelhar as polícias Civil e Militar completamente sucateadas nos seus recursos materiais.

Esperamos que em breve possamos viver dias melhores, sem tanto medo de sair de casa. É claro que é um processo longo, as Forças Armadas não vão fazer milagres, mas pelo menos agora está se fazendo alguma coisa além de fechar os olhos enquanto a guerra do Rio vai somando suas vítimas e destruindo famílias todos os dias.

É bom que todos tenham consciência que até para a economia do Rio se levantar a médio prazo, uma dos requisitos essenciais é controlar a violência. Sem isso não chegaremos a lugar nenhum.