Congresso Nacional
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Os deputados, assim como os senadores, estão de volta ao trabalho após o recesso. Para amanhã, às 9h, está marcado o início da sessão de votação da denúncia de corrupção passiva contra Michel Temer. O governo, na base da compra de deputados com emendas, cargos e outras vantagens, tem margem de sobra para enterrar a denúncia. Cálculos de hoje apontam que Temer tem no mínimo 270 votos garantidos pela não aceitação da denúncia (só necessita 172). Michel Temer vai passar o dia de hoje recebendo mais deputados para "negociar" sues votos. Mas quero chamar a atenção para uma manobra que está sendo articulada por líderes da base aliada.

O Regimento Interno da Câmara estabelece no caso de votação de aceitação ou não de denúncia contra o Presidente da República que o voto terá que ser aberto e nominal, ou seja, cada deputado tem que ir ao microfone do plenário de declarar se é favor ou contra. Mas para proteger aqueles que vão votar com Temer, que não querem ficar mal com seus eleitores, líderes da base do governo pretendem apresentar uma questão de ordem para substituir a obrigatoriedade do voto no microfone por apenas aparecer o voto no painel do plenário. Com isso não se expõem tanto, afinal a sessão será transmitida na TV aberta. É uma ilegalidade total. Vamos ver como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia vai se posicionar diante dessa manobra imoral.