Antonio Palocci e Lúcio Funaro (no alto); Eduardo Cunha e Sérgio Cabral; Eike Batista e Fernando Cavendish
Antonio Palocci e Lúcio Funaro (no alto); Eduardo Cunha e Sérgio Cabral; Eike Batista e Fernando Cavendish

A delação que está mais adiantada é a do doleiro Lúcio Funaro, que detona a cúpula do PMDB, incluindo Michel Temer. Dizem que está sendo decisivo para o chamado "inquérito do quadrilhão" onde a PGR investiga o PMDB, e que Rodrigo Janot pediu ao STF para incluir nessa investigação Michel Temer, Eliseu Padilha e Moreira Franco.

A delação de Eduardo Cunha está num impasse. O MPF está certo que Cunha está protegendo seus colegas do PMDB-RJ. O número 1 na mira do ex-deputado é seu desafeto Moreira Franco.

Já Antonio Palocci quer entregar grandes empresários e banqueiros, incluindo a Globo, mas o MPF parece que só quer saber de Lula, que foi poupado na proposta de delação do ex-ministro de Lula e Dilma. Palocci entregou Guido Mantega, ex-colega de ministério, mas passou ao largo de Lula.

Sérgio Cabral também está num impasse com o MPF. Os procuradores dizem que Cabral está protegendo muita gente, a começar por membros do Judiciário e do MP Estadual. Sem isso não há acordo de delação.

Eike Batista apresentou sua proposta ao MPF. Entrega os esquemas com Lula, Sérgio Cabral e Eduardo Paes.

E Fernando Cavendish, com esse aí o mistério é total, está há um ano em prisão domiciliar negociando delação premiada, benefício que não foi dado a outros empreiteiros. Pode atingir figura muito importante do Judiciário fluminense, mas a negociação está parada e nada acontece. Aliás, hoje, Cavendish prestou depoimento ao juiz Marcelo Bretas e confirmou que pagava propina de 5% a Cabral na obra do Maracanã, cujo consórcio integrava junto com a Odebrecht e a Andrade Gutierrez.