Reprodução do Diário do Poder
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Entre as mudanças na reforma eleitoral está a criação do Fundo Especial de Financiamento de Democracia, que financiará a campanha eleitoral dos partidos e candidatos na eleição do próximo ano, uma vez que acabou o financiamento privado, agora só são permitidas doações de pessoas físicas. É aí que mora o perigo.

O projeto inicial prevê que seja destinado 0,5% da receita corrente líquida da União para esse fundo, o que daria em valores de hoje algo em torno de R$ 3,6 bilhões.

Acontece que muitos deputados defendem que o fundo seja mais generoso e seja estipulado em R$ 6 bilhões. E o pior é que alguns vão mais longe, defendem R$ 8 bilhões para o financiamento das campanhas da eleição de 2018. Dizem em conversas de bastidores que o povo está adormecido, nem foi às ruas protestar contra a acusação de corrupção contra Temer. Por essa lógica querem enfiar goela abaixo do povo os R$ 8 bilhões para gastarem nas campanhas.

Vale lembrar que já existe o fundo partidário, que distribui dinheiro entre os partidos, de acordo com sua representatividade na eleição de 2014 para a Câmara, e que este ano chega a R$ 819 milhões. Além disso em ano eleitoral o tempo cedido pelas emissoras de rádio e televisão para transmissão do horário eleitoral tem um ressarcimento através de renúncia fiscal, que na eleição de 2014 ficou em R$ 819 milhões.

Hoje o relatório do deputado Vicente Cândido (PT-SP) será lido na comissão especial e pode até ser votado. Para a reforma valer para 2018 é necessário que seja aprovada na Câmara e no Senado até o dia 7 de outubro, um ano antes da próxima eleição.