Reprodução do Globo
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Isso é o que se chama de colocar a carroça na frente dos bois. A atuação das Forças Armadas, pelo menos até agora, está decepcionando e frustrando toda a população. Acho até que Forças Armadas estão pagando por erros que vêm da estrutura policial estadual, mas falta também uma participação mais efetiva além de revistar veículos e pessoas.

Agora surpreende que o ministro da Defesa, Raul Jungman (PPS-PE) queria surfar nessa onda. O presidente do PPS, Roberto Freire deu hoje uma declaração que revela um oportunismo descarado: "A presença dele (Jungman) frente à movimentação das Forças Armadas (no Rio) o credenciam. Ele está tendo um papel de expressão nisso".

Jungman construiu toda a sua trajetória na vida pública entre Pernambuco e Brasília, não conhece nada, nem tem qualquer ligação com o Rio de Janeiro. Se não conhece mais do que a Zona Sul na cidade do Rio imaginem então o restante do estado.

Que a operação conjunta até agora foi 95% marketing e 5% ação, isso está claro para as pessoas. Mas não sabíamos que também tem marketing eleitoral por trás.

O povo do Rio de Janeiro não vai se deixar enganar por esse tipo de marketing explorando o drama da violência. Já caiu na farsa das UPPs, a "pacificação", que não passou de marketing para reeleger Cabral e eleger Pezão. Agora chega!