Carlos Arthur Nuzman chegando à Polícia Federal para depor; abaixo manchete de O Dia
Carlos Arthur Nuzman chegando à Polícia Federal para depor; abaixo manchete de O Dia
Como já relatei aqui no blog, o esquema que "comprou" votos para o Rio de Janeiro ser escolhido como sede da Olimpíada foi acertado numa reunião entre o então governador Sérgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes, Carlos Arthur Nuzman, Rei Arthur, além do então presidente Lula.

O MPF já sabe que Cabral, Nuzman e o Rei Arthur fizeram 15 viagens juntos, entre fevereiro e outubro de 2009, quando ocorreu a escolha da sede da Olimpíada. A maioria das viagens foi para a França.

O Rei Arthur ainda está sendo caçado, mas o esquema da "compra" de votos de membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) é o menor dos seus problemas com a Justiça brasileira. É um caso de repercussão internacional, afinal envolve o COI e uma Olimpíada, porém a maior parte dos crimes do Rei Arthur foi cometida aqui no Estado do Rio de Janeiro em negociatas com os governos Cabral / Pezão.



Comentários

05/09/2017

02:06

Daniel - Tijuca

E as licitações fraudadas do Rei Arthur, com contratos de R$ 3 bilhões, nos desgovernos Cabral-Pezão?! Alô, Ministério Público estadual, vamos trabalhar!!!

05/09/2017

02:29

Igor - Rio de Janeiro - RJ

O Antagonista: " Dinheiro vivo na casa de Nuzman   Não foi só no prédio de Geddel Vieira Lima que acharam um tesouro hoje: a PF apreendeu R$ 480 mil em dinheiro vivo na casa de Carlos Nuzman. O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro foi alvo da Operação Unfair Play. Os policiais encontraram real, dólar, libra, euro e francos suíços na sua casa –que, em tese, não é de câmbio. Nuzman terá de explicar a origem do dinheiro em depoimento à PF no Rio, ainda hoje."

05/09/2017

04:39

Marcio Silva - Nilópolis

É inexplicável o segredo em torno das viagens do governador Sérgio Cabral ao exterior. Só há um motivo para tanto mistério. Muitos fatos impublicáveis devem ter ocorrido. Por que a Assembléia Legislativa não quis fornecer as informações relativas às saídas de Cabral do estado solicitadas pela deputada Clarissa Garotinho? Por que a mesa da Câmara de Deputados gastou uma sessão inteira para derrubar o meu requerimento de informações, e foram mobilizados, o líder do Governo na época, Cândido Vaccarezza (PT - SP) e diversos deputados da base de apoio à presidente Dilma? A forma de esconder a informação não podia ser mais primária por parte dos aliados de Cabral no governo federal. Afirmaram que quem detinha as informações era a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). A ANAC disse que era com a INFRAERO. Por sua vez a INFRAERO disse só poderia responder à Secretaria Nacional de Aviação Civil a quem passou a ser subordinada. Já a secretaria disse que as informações só podiam ser fornecidas pelo Ministério da Justiça a quem está subordinada a Polícia Federal que controla a entrada e saída de passageiros do país. Acreditando que a Lei da Transparência, da presidente Dilma fosse para valer fiz um requerimento ao Ministério da Justiça e fui entregar pessoalmente ao ministro José Eduardo Cardozo. Minhas perguntas eram claras e objetivas. Vou relembrá-las.