Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney; abaixo Jader Barbalho, Edison Lobão e Valdir Raupp, todos denunciados por esquema criminoso de propinas
Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney; abaixo Jader Barbalho, Edison Lobão e Valdir Raupp, todos denunciados por esquema criminoso de propinas

A semana terminou com a denúncia da PGR contra a cúpula do PMDB no Senado. A nova semana terá duas outras denúncias explosivas contra Michel Temer e o PMDB da Câmara. Para Rodrigo Janot, um grupo de políticos do PMDB comporia a maior estrutura de corrupção em atividade no país, montada no governo Itamar Franco, passando por FHC, Lula e Dilma, e, evidentemente, "fazendo a festa" com Michel Temer no poder. O PMDB é um cupim de devora o dinheiro público do país há décadas. Janot diz ainda na denúncia do PMDB do Senado que o objetivo central desse grupo é ocupar cargos estratégicos nos governos para usá-los como fontes de recursos para financiamento de campanhas eleitorais e enriquecimento pessoal. O PMDB é assim. Em 2002, após deixar o governo do Rio com alta aprovação, mais de 70%, como governador mais bem aprovado entre os 27, segundo o Datafolha, me lancei pré-candidato a presidente, estava muito bem nas pesquisas, pela primeira vez o partido tinha um nome competitivo, venci as prévias com os filiados, mas num golpe dessa turma dos negócios vendeu-se ao PT e a Lula, e preferiu não ter candidato na disputa presidencial. Sabiam que eu não faria o jogo deles, diziam: "Garotinho não dá pra gente controlar".

Para verem o que o cupim faz com o dinheiro público, na denúncia contra os senadores, Rodrigo Janot fala em R$ 860 milhões de propina, causando prejuízo de R$ 5 bilhões à Petrobras. E estamos falando só no esquema da Petrobras, se formos somar tudo os números serão estratosféricos. Se na Câmara tinha o "boca de jacaré", Geddel Vieira Lima, no Senado o "apetite" desses seis e mais alguns é mega. Muita gente só estranhou que o atual presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE) tenha escapado da denúncia, homem de sorte, mas está em outros dois inquéritos autorizados pelo STF onde é investigado por outras propinas.

Com essa turma do PMDB, do Senado e da Câmara, controlando há 25 anos ministérios e cargos estratégicos, com orçamentos poderosos para gastar, pegando carona na ironia, não havia risco do Brasil dar certo. E isso vale também para o Rio de Janeiro com Sérgio Cabral, Pezão, Jorge Picciani, Paulo Melo, Eduardo Paes, além, claro, do ex-todo poderoso Eduardo Cunha que roubava lá (em Brasília) e cá.