Montagem do Diário do Poder
Montagem do Diário do Poder

Vocês têm acompanhado as perseguições que tenho sofrido por denunciar políticos, autoridades e empresários envolvidos no mar de corrupção que tomou conta do Rio de Janeiro. Existem autoridades que usam das prerrogativas dos cargos para perseguir e atacar quem não gostam, indiferente de haver ou não provas.

Para mim o caso do mandado de busca e apreensão contra o filho do ex-presidente Lula se enquadra nessa situação que cria um "estado de exceção".

A lei tem que ser igual para todos, e me preocupa perceber que algumas pessoas se manifestam favoráveis a atos praticados ao arrepio da lei, desde que atinjam quem elas não gostam, ou que têm ideias políticas diferentes.

Baseado numa denúncia anônima, sem qualquer indício ou prova, de que haveria consumo de drogas na casa do filho de Lula, Marcos Cláudio, a Justiça de Paulínia (SP) concedeu o mandado. A polícia foi lá e não encontrou absolutamente nada, nem vestígio de consumo.

Isso me lembra a época da ditadura quando um vizinho não gostava do outro e fazia uma denúncia anônima dizendo que o outro era comunista, e era o bastante para os órgãos da repressão violarem todos os direitos das pessoas. Nesse caso a história, claro, terminava num calabouço, onde a tortura poderia levar até à morte, como aconteceu com vários presos políticos.

O caso do filho de Lula não chega a tanto, mas o princípio é o mesmo. Produz-se um espetáculo midiático, sob os auspícios de um juiz e um delegado, para atingir Lula, usando sem nenhum pudor a vida de seu filho. Isso é abominável!