Prefeito de Campos, Rafael Diniz
Prefeito de Campos, Rafael Diniz

A situação está se complicando para o prefeito de Campos, Rafael Diniz. Além de sua popularidade baixíssima, no mesmo nível de Michel Temer, as denúncias de corrupção começam a pipocar com documentos e provas em várias áreas do governo, especialmente a saúde, que está um verdadeiro caos. No final de semana, por exemplo, não havia médicos nos postos de urgência da Saldanha Marinho (na área central da cidade), que aliás, estava fechado, nem no posto do Jardim Carioca, em Guarus, onde mora inclusive a família do prefeito.

Há escândalos também já mapeados nas secretarias de Fazenda, de Obras, e na gestão da folha de pagamentos, que, aliás, está atrasada em três meses para os prestadores de serviços. Nos próximos dias será montada uma força tarefa, envolvendo órgãos estaduais e federais para investigar as compras sem licitação da saúde, além de um contrato suspeitíssimo de aluguel de gerador para eventos no valor de R$ 5 milhões. Além disso causa estranheza aos auditores federais que a Prefeitura de Campos tenha rescindido um contrato de R$ 350 mil mensais com a Infraero para administração do Aeroporto Bartolomeu Lizandro, assinado pela ex-prefeita Rosinha Garotinho, e, por dispensa de licitação, a atual administração assinou um novo contrato para o mesmo serviço com uma empresa privada por R$ 800 mil. Na semana passada o Tribunal de Contas do Estado suspendeu a licitação para a compra de uniformes e kits escolares no valor de R$ 25 milhões, apontando direcionamento e valores acima dos praticados no mercado.

Apesar da blindagem local dos órgãos de fiscalização, as surpresas podem vir de cima.